FRANCISCO DE ASSIS SOUSA BRASIL

O MARCO PATRONÍMICO ORIGINAL - MPO


Sobrenomes nesta página: ANDRADE, ASSIS BRASIL, BEM, BRASIL, CARDOSO, CECHELLA, CRUZ, JOBIM, MARTINS, OLIVEIRA, SALINAS, SILVA, SOUSA, VASCONCELLOS.


SISTEMA DE NUMERAÇÃO GENEALÓGICA

Para facilitar as pesquisas e permitir inclusões de novos familiares sem ser necessário realizar a renumeração de todos os familiares a partir do incluído, usaremos nesta genealogia um sistema de numeração genealógica baseado nos sistemas de D'Aboville e de Hunsche, descrita a seguir:

O parentesco de cada pessoa com o genearca é dado por uma sigla:, F (filho), N (neto), B (bisneto), T (trineto), Q (quadrineto), P (pentaneto), H (hexaneto), Hp (heptaneto), O (octaneto), E (eneaneto), D (decaneto), Ud (undecaneto) e assim sucessivamente. O genearca não é numerado. Quando as siglas vierem a se repetir, coloca-se uma segunda letra, minúscula, para diferenciação das siglas. Assim, sendo o decaneto representado pela letra D, o dodecaneto, será representado pelas letras Dd.

A essa sigla seguem-se números, separados por pontos. O primeiro filho do genearca tem o código F.1, o segundo F.2 etc. Para as gerações seguintes muda-se a letra e acresce-se, à direita, mais um número separado por ponto. Suponhamos, para exemplificar, duas gerações a partir de um genearca. Seja "F.3 - João" o terceiro filho do genearca, "N.3.1 - Pedro" o primeiro filho de João, "N.3.2 - Ari" o segundo filho de João, e assim sucessivamente. Para uma numeração em que todos os números à esquerda do último sejam iguais sabemos que todos são irmãos. Se todos os números à esquerda forem iguais, exceto o anterior, as pessoas serão primas em primeiro grau.

Uma variante desse sistema é obtida substituindo-se a sigla pelo número da geração da pessoa numerada. Assim, o neto do genearca, que fosse o terceiro filho do primeiro filho do genearca, seria numerado como 2.1.3

Embora sigla inicial possa ser dispensada, pois o parentesco com o MPO pode ser obtido contando-se o número de algarismos, a sua presença facilita saber-se a geração de uma pessoa relativamente ao MPO. O uso de numeração de tombo facilita o processamento de dados genealógicos feitos por software.


Ascendentes imediatos: Pai - JOSÉ DE SOUSA BRASIL e FLORINDA CLARA DE OLIVEIRA CARDOSO

MPO - FRANCISCO DE ASSIS SOUSA BRASIL foi a origem do tronco principal da família, devido ao sobrenome ASSIS BRASIL, Marco Patronímico Original, que passou para a sua descendência.

As origens do sobrenome BRASIL, adotado pelo nosso genearca no final do século XV, são bem conhecidas e estão apresentadas na página [GENEARCA]. A palavra ASSIS, por sua vez, veio do nome próprio do MPO, FRANCISCO DE ASSIS, que lhe foi posto em homenagem ao santo católico SÃO FRANCISCO DE ASSIS. Essa palavra é o aportuguesamento de ASSISI, nome italiano da cidade onde São Francisco fundou a ordem religiosa que hoje leva seu nome. ASSISI é chamada de ASSISE em francês e ASIS em espanhol, embora algumas vezes seja grafada ASSIS nesse idioma. A seguir, apresentamos algumas informações sobre a existência dessa cidade antes do nascimento de São Francisco.

A região italiana onde ASSIS está localizada, a Úmbria, recebeu no passado influências etruscas e romanas. O nome italiano ASSISI é a italianização do nome romano original do "municipium" de ASISIUM ou ASSISIUM, cujos vestígios estão muito bem documentados em The Roman City of Assisium.

Aproximadamente a 60 km ao norte de Roma, no centro da província da Úmbria, a meio caminho entre as cidade de Perugia e Foligno, está a cidade medieval de Assis, excepcionalmente bem-preservada. Não se conhece exatamente a sua origem, mas a cidade já era um lugar sagrado muito conhecido há mais de 2.000 anos antes do nascimento de São Francisco. Uma antiga lenda romana, herdada provavelmente dos etruscos, atribui a fundação da cidade a Dardanus, "rei" (líder tribal) dos povos de "Umbri", os quais precederam e foram subjugados mais tarde pelos etruscos. Segundo a lenda, Assis foi construída em 1618 AC, ou seja, 865 anos antes da fundação de Roma. Foi iniciada no local de uma nascente ou fonte sagrada que existia ao pé do monte Asi. O nome romano da cidade, ASSISIUM, origina-se do nome da montanha. A fonte e a cidade localizavam-se abaixo do pico de Asi e, hoje, os nomes de toda a montanha, "Sub Asium" em latim ou "Subasio" em italiano, significam "abaixo de Asi". A fonte foi considerada como tendo poderes curativos e foi venerada mais tarde pelos etruscos e, logo depois, pelo romanos. Por volta do Século I AC foi construído um templo romano em homenagem a Minerva no lugar onde estava a fonte. No final do Século III, o imperador romano Constantino adotou o cristianismo como religião do país. Em conseqüência, o templo de Minerva transformou-se em "Igreja de Santa Maria sopra (sobre) Minerva". Assis esteve sob o domínio dos lombardos nos Séculos VII e VIII, tendo sido destruída por Charlemagne em 773, durante suas guerras contra estados arianos cristãos. O mesmo Charlemagne reconstruiu a cidade e construiu a fortaleza de "Assisi de Rocca" centro da parede do norte da cidade, o que transformou Assis em um dos redutos cristãos mais importantes da região na longa série de guerras que passou a ocorrer entre os seguidores do Papa e os do poder do Santo Império Romano. Nessas guerras os senhores da guerra locais, procuravam se impor sobre de seus vizinhos ora aliando-se ao Papa ora ao Império de modo a obter vantagens. Assis transformou-se uma comunidade independente no Século XII e, após isso, envolveu-se em batalhas e disputas com a vizinha Perúgia.

FRANCISCO DE ASSIS SOUSA BRASIL era natural de Rio Pardo-RS, nasceu em 04-10-1810, dia de São Francisco de Assis e foi batizado na Igreja de São Francisco naquela cidade. O batizado foi feito pelo Padre JOAQUIM RIBEIRO DE ANDRADE E SILVA, que destacou-se na Revolução Farroupilha. O sino da igreja foi dado de presente à família de seu filho Joaquim Francisco de Assis Brasil, estando atualmente na Granja de Pedras Altas. Francisco de Assis faleceu em Santa Maria-RS em 28-06-1872. Casou-se em São Gabriel-RS com JOAQUINA THEODORA DE BEM SALINAS, que passou a assinar-se JOAQUINA THEODORA BRASIL, nascida em Santa Maria-RS em 06-02-1822 e falecida em São Gabriel-RS em 1885. JOAQUINA THEODORA era filha do Cirurgião-Mór do Exército JOAQUIM THOMAZ DE BEM SALINAS, nascido no Rio de Janeiro-RJ em 1788 e falecido em Santa Maria em 1835, e de JOAQUINA THEODORA DO ESPÍRITO SANTO.

Considerando-se que FRANCISCO DE ASSIS SOUSA BRASIL é o MPO e que todos seus descendentes são consanguíneos com sua esposa, listamos em páginas separadas toda a ascendência conhecida de JOAQUINA THEODORA DE BEM SALINAS, com muitos dados genealógicos, completando assim a listagem de todos os ascendentes conhecidos da família ASSIS BRASIL a partir dos filhos de FRANCISCO DE ASSIS, a 1ª geração.

FRANCISCO DE ASSIS estabeleceu a Fazenda de São Gonçalo, no município de São Gabriel, incrustrada entre as denominadas Santa Vitória, Umbu e São Felipe. Quando faleceu, sua propriedade rural, descrita como possuindo três léguas de campos, estava avaliada em 48 contos de réis, incluindo as casas de moradia, casa de hóspedes, cocheiras e cozinha feitas com paredes de tijolos e cobertura de telhas. A quinta, cercados para lavouras, currais e mangueiras de madeira estavam avaliados em 8 contos de réis.

Nos autos de medição existentes do Arquivo Público, consta a seguinte apreciação econômica dos campos e instalações da Fazenda de São Gonçalo:

Os campos que constituem a fazenda formam um sistema de grandes coxilhas arenosas em forma de furnas cobertas por vegetação luxuriosa na vertente leste das Estrada Geral de Pau Fincado, definindo-se em grandes várzeas até a margem do Rio Cacequi. A margem deste rio é de matos e lagoas com alguma madeira de lei e, na maior parte, branca. Presta-se admiravelmente à criação de gado vacum, cavalar e lanígero, bem como para a agricultura. É atravessada, em todo o comprimento, pela via férrea que vai de Rio Grande a Cacequi, distando doze quilômetros da estação de Azevedo Sodré e vinte da de Cacequi. As águas dos arroios Paredão e Cacequi não se prestam para exploração industrial, devido à intermitência da sua correnteza e deficiência de volume.

A fazenda de São Gonçalo está colocada, em quase sua totalidade, no município de São Gabriel, menos a parte que vai de Pau Fincado a Garipó, que serve de limite entre São Gabriel e São Vicente.

São seus limites:

Norte - Estrada Geral de Pau Fincado a Cacequi;
Leste - Sanga do Arenalzinho e Arroio Areal do Paredão;
Sul - Rio Cacequi;
Oeste - Campo de Santa Vitória.

Pais de:

F.1 - JOÃO DE ASSIS BRASIL

F.2 - ANTÔNIO DE ASSIS BRASIL

F.3 - FELISBERTA DE ASSIS BRASIL

F.4 - FLORINDA DE ASSIS BRASIL

F.5 - MARIA DE ASSIS BRASIL

F.6 - JOAQUIM FRANCISCO DE ASSIS BRASIL

F.7 - PAULO DE ASSIS BRASIL

F.8 - BARTOLOMEU DE ASSIS BRASIL

F.9 - DIOGO DE ASSIS BRASIL

Os irmãos de FRANCISCO DE ASSIS SOUSA BRASIL são:

I.1 - JOSÉ DE SOUSA BRASIL. Não temos dados a seu respeito.

I.2 - JOÃO DE SOUSA BRASIL


JOÃO DE SOUSA BRASIL

A descendência dos Irmãos 1, 2 e 3 não está sendo pesquisada na genealogia da família Assis Brasil. A descendência de I.2 - JOÃO DE SOUSA BRASIL, contudo, está apresentada em um diretório especial neste site. A pesquisa da genealogia de JOÃO é feita por sua descendente MARÍLIA CECHELLA, que também é a webmaster. O acesso aos dados de João é feito através dos links existentes logo acima no seu nome.

I.3 - ANNA DE SOUSA BRASIL


ANNA DE SOUSA BRASIL

ANNA DE SOUSA BRASIL, chamada de Donana, casou-se com ANTÔNIO MARTINS DA CRUZ JOBIM, nascido em Rio Pardo, a 20 de novembro de 1809. O casal Anna e Antônio teve apenas um filho, que faleceu aos 5 anos de idade, em Porto Alegre. Anna recebeu o título de Baronesa de Cambahy, porque seu marido Antônio Martins da Cruz Jobim foi agraciado com o título de Barão de Cambahy, durante a monarquia, em 11 de novembro de 1859. O barão tornou-se um dos maiores proprietários de terra no Rio Grande do Sul, com três grandes estâncias Cambaí, Santa Eugênia (nome de sua mãe) e Ibirapuitã, em Alegrete-RS, as quais somadas a outras menores, espalhadas por vários municípios da fronteira-oeste do R.G.Sul, perfaziam um total de trinta léguas de sesmarias. O casal Anna e Antônio morou durantes muitos anos na estância Cambaí, em S. Gabriel-RS, onde Antônio mandou construir o célebre sobrado que traz o seu nome. Consta, que durante a sua construção, o Barão mandou colocar, nos cantos do sobrado, várias moedas de prata com a data do ano, com a finalidade de marcar a era de sua construção. A fazenda foi considerada pelo médico e escritor alemão R.A. Lallemant como "uma das mais belas de todo o país e, pela situação, talvez a mais bela" , durante sua visita por lá, em 1858.

Nota: Os dados sobre o Barão de Cambaí foram pesquisados por MARÍLIA CECHELLA no livro "São Gabriel desde o princípio", de Osório Santana Figueiredo, 2ª ed., 1980, Santa Maria-RS, Editora Pallotti, p.216-218. O texto completo está publicado a seguir.

BARÃO DO CAMBAí

ANTONIO MARTINS DA CRUZ JOBIM, Barão do Cambaí, nasceu em Rio Pardo a 20 de novembro de 1809. Era o terceiro filho do primeiro matrimônio do tenente de Dragões, JOSÉ MARTINS DA CRUZ, natural da Freguesia de Jobim, Distrito de Portugal. Por ser chamado de Jobim, nome da sua terra natal, todos seus filhos o adotaram como nome próprio, dando origem à conceituada e tradicional família Jobim.

O futuro Barão do Cambaí foi mandado, muito cedo, para o Rio de Janeiro, a fim de estudar no Seminário São José. Aos 21 anos de idade regressou ao Sul, passando a gerir seus negócios com muito êxito e expansivo sucesso. Tornou-se um dos maiores proprietários do Rio Grande do Sul, compreendendo as três grandes estâncias: Cambaí e Santa Eugênia (nome da sua mãe) e Ibirapuitã, em Alegrete, as quais, somando-se às outras menores, perfaziam um total de trinta léguas de sesmaria.

Proprietário de grande firma comercíal de Porto Alegre foi, também, um dos maiores exportadores de couro.

A 1° de novembro de 1848, formava com INOCÊNCIO CÓCIO uma sociedade bancária em comandita, denominada Cambaí & Cia. com o capital inicial de quatrocentos contos de réis, que tinha a garantia da sua ilimitada responsabilidade. Foi o primeiro estabelecimento bancário criado em São Gabriel.

Em 11 de novembro de 1859 recebeu o título de Barão do Cambaí (Cambahy). Antes recebera as comendas de Cavaleiro da Ordem de Cristo e da Ordem da Rosa.

Em 1853, mandou construir, em Cambaí, neste Município, o célebre sobrado que traz o seu nome (hoje, em ruínas) e ali residiu por muitos anos. Essa estância mereceu menção especial do médico e escritor alemão, R. A. LALLEMANT, quando por ali passou em 1858, escrevendo: "Sem dúvida, a estância do Cambaí é uma das mais belas de todo o País e, pela situação, talvez a mais bela",

O professor HOMERO DE CASTRO JOBIM, a quem devemos a importância deste dados, diz ser tradição corrente em sua família que o Barão mandou colocar várias moedas de prata, com a data do ano, nos cantos do sobrado, quando estava sendo erguido, com o fim de marcar a era da sua construção.

Em todos os momentos dramáticos porque passou o país, sempre encontrou nele um patriota de coração aberto, pronto a serví-to. Desde a Revolução Farroupilha à Guerra do Paraguai, prestou ele relevantes serviços ao império, fazendo vultosas ofertas para auxiliar a Nação nas despesas com as campanhas militares.

Residiu muitos anos em São Gabriel. Foi vereador por diversas vezes, onde melhor se situava para servir a comunidade. Certa ocasião, sentindo a necessidade de um novo poço público, e como não dispunha a Câmara dos recursos necessários, mandou abrí-lo por sua conta na Praça da Caridade, tão abundante de água doce que até hoje existe no pátio interno do Ginásio São-Gabriel.

A construção da Igreja Matriz, a Santa Casa de Caridade e quantas outras entidades sociais existiam naquela época, encontraram no Barão do Cambaí uma mão dadivosa, sempre disposta a servir e o fazia com grandeza de alma, na nobre intenção de ser útil, por cujos gestos revelou-se um grande benfeitor.

Era casado com ANNA DE SOUSA BRASIL, tendo um único filho, o qual faleceu aos cinco anos de idade.



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