SEGUNDOS AVÓS DE
JOAQUINA THEODORA DE BEM SALINAS
Sobrenomes nesta página: ANDRADE, ARAÚJO, BARREIROS, BRACO, BROMBERG, CAETANO, CÁRDIA, CARVALHO, CASSÃO, CASTRO, CHAVES, CORRÊA, EIMERICH, ESPÍRITO SANTO, FERREIRA, GOMES, GONÇALVES, GUIMARÃES, JESUS, LEÃO, LESSA, MARTINS, MELLO, MIZRAHI, MOREIRA, PAZ, PEÑAFORT, PEREIRA, PINHO, RATO, RIBEIRO, SÁ, SANTA ANNA, SANTOS, SILVA, VASCONCELLOS, VIEIRA.
Pais do 1º Avô Paterno - JOSÉ CAETANO DA SILVA :
2º Avô Paterno A - DOMINGOS FRANCISCO DA SILVA nasceu em 1694 em Portugal, batizado na Freguesia de São Mamede de Pera Fita, bispado do Porto, era Oficial Ourives. Saiu de Portugal para o Brasil aos 21 anos para ser negociante em Minas Gerais. Ali ficou por apenas oito dias, mudando-se para o Rio de Janeiro-RJ, onde casou-se aos 25 anos, em 1719, na igreja da Candelária, com ISABEL CORRÊA DA PAZ. Seus documentos de habilitação ao casamento datados de 1719, os banhos, trazem as seguintes anotações:
... tornou a esta cidade do Rio de Janeiro, que a tem assistido por mais de quatro anos, rezando por seu ofício, sem sair para parte alguma, declarando que não se havia obrigado a mulher alguma, que é solteiro, livre, desimpedido, que tem se conservado e que só agora, de presente, estava contratado para casar com ISABEL CORRÊA, natural desta cidade, filha legítima de GASPAR GONÇALVES CHAVES E DE CATHERINA CORRÊA, já defunta, para o que não tinha feito voto de castidade, nem de religião, nem tinha defeito algum corporal que lhe impede esta matrimônio, contratado na forma da Igreja.
Testemuhas:
1 - MANOEL DA SILVA SANTOS, marítimo, natural da freguesia de Salvador de Matosinhos, Porto, oficial de carpinteiro da Ribeira, com 32 anos.
2 - JOÃO GONÇALVES, natural de Matosinhos, Porto, solteiro, marítimo, com 25 anos.
3 - DIONÍZIO MOREIRA LESSA, de Matosinhos, nela casado e morador, homem marítimo, recém chegado de Porto, de 33 anos.
Domingos faleceu antes de 1781.
Ascendentes imediatos:
3º Avô Paterno A - MANUEL GONÇALVES RATO 3ª Avó Paterna A - ÁGUEDA FRANCISCA
2ª Avó Paterna A - ISABEL CORRÊA DA PAZ nasceu no Rio de Janeiro-RJ, na Freguesia da Candelária, e foi batizada na igreja da Candelária em 21-10-1701. Consta, de seus banhos, que residiu por alguns anos na freguesia de S. Miguel da Palmeira, Bispado do Porto, Portugal, onde foi assistida por JOÃO LUIS CÁRDIA, de onde saiu de sua casa para esta o Rio de Janeiro-RJ, onde casou-se aos 18 anos. Isabel usava o sobrenome CORRÊA DA PAZ e, como seu marido, faleceu antes de 1781.
Ascendentes imediatos:
3º Avô Paterno B - GASPAR GONÇALVES CHAVES 3ª Avó Paterna B - CATHERINA CORRÊA
Pais da 1ª Avó Paterna - JOANA PERPÉTUA DE SÁ:
2º Avô Paterno B - JOSÉ DE PINHO LEÃO DE SÁ nasceu em 1720 em Santo Antônio de Macacu-RJ, atualmente fazendo parte do município de Itaboraí-RJ. Foi batizado em 25-12-1720, tendo por padrinho PEDRO MANOEL MARQUES MORGA, na Capela Episcopal de N. S da Conceição, que ainda existe. Ela está localizada no Morro da Conceição, no centro do Rio de Janeiro-RJ, ao lado do Museu Cartográfico do Exército. Seu batismo foi realizado pelo Reverendíssimo Bispo Sr. DOM FRANCISCO DE SÃO JERÔNIMO.
Residiu durante cinco anos na freguesia de São Cristóvão, em Coimbra. Cursou Direito na Universidade de Coimbra, obtendo o Bacharelado em Leis. Iniciou seu curso em 20- 01-1743 e o concluiu em 01-10-1747. Colou grau em 22-06-1748 e sua formatura foi em 26-06-1748. Seus banhos de casamento correram no Rio de Janeiro-RJ, onde residia na freguesia de São José, e em Coimbra.
José também tinha Carta de Familiar do Santo Ofício. Para ser Familiar do Santo Ofício, as pessoas tinham de provar que nenhum de seus ancestrais, até a 5ª geração, havia pertencido a outra religião a não ser a católica romana. No seu processo para Habilitação ao Santo Ofício, devidamente catalogado no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, José declarou-se primo paterno de ANTONIO DE MORAES, Clérigo na Cidade do Rio de Janeiro, de PEDRO DA SILVA ROSA, Clérigo na Cidade do Porto, e do Padre MANOEL DE PINHO CÂNDIDO, Cônego na Cidade do Rio de Janeiro.
José casou-se em 26-07-1751 com GERTRUDES MATHILDE DE SÁ E ANDRADE. O casamento foi na casa do pai da noiva, SIMÃO PEREIRA DE SÁ.
Ascendentes imediatos:Além de Joana Perpétua, José e Gertrudes, tiveram mais seis filhos, primeiros tios-avós paternos de Joaquina Theodora, cuja descendência não é estudada por não se relacionarem diretamente com o MPO:
3º Avô Paterno C - AGOSTINHO DE PINHO SILVA 3ª Avó Paterna C - CECÍLIA MARIA DE SÁ
1º Tio-Avô Paterno 1 - FRANCISCO DE SÁ, nascido no Rio de Janeiro-RJ em 1751.
1ª Tia-Avó Paterna 2 - JOANA DE SÁ, nascida no Rio de Janeiro-RJ em 1753 e falecida menor. Era costume quando um filho morria, que seu nome fosse repetido no filho seguinte, para homenageá-lo. A filha seguinte, JOANA PERPÉTUA, nascida em 1754, recebeu esse expressivo segundo nome de Perpétua como forma de homenagear a falecida JOANA.
1ª Tia-Avó Paterna 3 - MARIANA DE SÁ, nascida no Rio de Janeiro-RJ em 1755.
1ª Tia-Avó Paterna 4 - LUZIA IGNÁCIA DE SÁ, nascida no Rio de Janeiro em 1757, emancipada em 1785, com 28 anos.
1ª Tia-Avó Paterna 5 - CATARINA ROSA DE SÁ, em 1758, casada com JOÃO MANUEL FERREIRA DE VASCONCELLOS CASTRO.
1ª Tia-Avó Paterna 6 - ANA JOVINA DE SÁ, nascida no Rio de Janeiro-RJ em 1760, casou-se em 10- 05- 1790 com AGOSTINHO DE SOUZA CABRAL.Após o falecimento de Gertrudes Mathilde, JOSÉ DE PINHO LEÃO DE SÁ casou-se em 1766 com JOSEFA MARIA DE JESUS, sendo pais de:
1ª Tia-Avó Paterna 7 - ANTÔNIA MARIA DE PINHO
O Tribunal do Santo Ofício remonta ao ano de 1231 quando o o papa GREGÓRIO IX criou o Tribunal da Inquisição -- que confiou à recém-constituída ordem dos dominicanos -- com o objetivo de investigar, prender e julgar todos os suspeitos de heresia. Os procedimentos para julgamento e condenação dos delitos de heresia foram detalhadamente estabelecidos por cartas do próprio GREGÓRIO IX, pelo Manual prático dos inquisidores, de SÃO RAIMUNDO DE PEÑAFORT e, mais tarde, pelo Diretório dos inquisidores do frei NICOLAU EIMERICH. As Inquisições ibéricas funcionaram como poderosos mecanismos de poder durante toda a época moderna, auxiliando os Estados absolutos e a Igreja da Contra-Reforma na luta pela supressão dos particularismos culturais. A Inquisição, conhecida pela crueldade e obscurantismo, tornou-se um poderoso instrumento nas mãos desses Estados, servindo mais a eles do que à Igreja, a qual não mais controlava o processo.
Durante o século XVII, o rigor inquisitorial diminuiu muito e centrou-se sobretudo em delitos de opinião e costumes. As novas correntes ideológicas do século seguinte minaram o prestígio e o poder da Inquisição. Na Espanha ela foi abolida pelas Cortes de Cádiz em 1813 e, ainda que mais tarde tenha havido uma breve restauração, foi definitivamente suprimida em 1834.
Em Portugal, a partir da nomeação de SEBASTIÃO JOSÉ DE CARVALHO E MELLO, marquês de Pombal, para o cargo de ministro de D. JOSÉ I, em meados do séc. XVIII, a Inquisição foi mantida como mero braço da coroa, para que a esta servisse sem a interferência de Roma. O irmão de Pombal, PAULO DE CARVALHO, foi nomeado inquisidor-mor e, por alvará de 1769, declarou a Inquisição "tribunal régio". No início do séc. XIX, os ideais libertários, a ascensão da burguesia e até a expansão da franco-maçonaria, com sua pregação racionalista e ateísta, foram transformando a Inquisição portuguesa em instituição anacrônica, sendo ela extinta, finalmente, em sessão de 31 de março de 1821, pelas Cortes Gerais, Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa.
Sobre as Cartas de Familiares do Santo Ofício, o artigo "O Tribunal da Inquisição ou do Santo Ofício" de RACHEL MIZRAHI BROMBERG, Revista "O Hebreu", novembro de 1983, relata:
"... Como a maior instituição burocrática de Portugal, esse tribunal sustentava grande número de funcionários, além dos inquisidores: escrivães, notários, guardas, promotores, procuradores (advogados), meirinhos, médicos, grande número de clérigos e os "Familiares do Santo Ofício". Esses últimos, provenientes de todas as camadas sociais, eram numerosos e tinham a incumbência de delatar, prender e entregar hereges ao tribunal e acompanhá-los em procissão no auto-de-fé. Cargo disputado, fornecia a seus membros, além de melhor status, a desobrigação de pagar alguns impostos."
Os links abaixo apresentam informações bastante detalhadas sobre a inquisição portuguesa e espanhola.. O texto em espanhol, que preservamos no idioma original para não distorce-lo inadvertidamente, foi escrito na Argentina pelo engenheiro e pesquisador Pablo A. Chami em 1999.
| TRIBUNAL DO SANTO OFÍCIO | LA INQUISICIÓN |
2ª Avó Paterna B - GERTRUDES MATHILDE DE SÁ E ANDRADE nasceu no Rio de Janeiro-RJ, sendo batizada em 26-08-1731 na igreja da Candelária. Foram padrinhos, seu tio paterno, Vigário BENTO PEREIRA DE SÁ e IGNÁCIO MANUEL. Na época não era obrigatório ter um casal como padrinhos, nem o seu número era limitado e apenas dois. Gertrudes Mathilde faleceu por volta de 1765. Candelária, 26/07/1751, cerimônia realizada na casa de seu pai com o Dr.José de Pinho Leão de Sá, natural de Santo Antônio de Sá Macuco, RJ, batizado na Capela Episcopal de N.S.da Conceição em 1721,formado em Leis pela Universidade de Coimbra em 22/ 06/ 1748, Familiar do Santo Ofício em 1751, filho do Capitão Agostinho de Pinho Silva, rico homem de negócios no Rio de Janeiro, natural da freguesia de S.Pedro de Vila Chã e S.Roque, Oliveira de Azemes, Bostelo, filho de Matheus João e Maria de Pinho, naturais da mesma freguesia. O Capitão Agostinho de Pinho Silva c.c.D.Cecília Maria de Sá, natural de Macacu, falecida em 03/07/1743, filha de Domingos Leão de Sá, batizado na Candelária em 23/05/1659, falecido em 30/08/1744, c.c.Candelária em 18/01/1683 Maria de Barros, natural de Macacu, em 1662, sepultada no convento de S.Boaventura de Macacu, pais de:
Ascendentes imediatos:
3º Avô Paterno D - SIMÃO PEREIRA DE SÁ 3ª Avó Paterna D - PÁSCOA ROSA DE SÁ E ANDRADE
Pais do 1º Avô Materno - MANUEL DO ESPÍRITO SANTO ARAÚJO:2º Avô Materno A - MANUEL DE ARAÚJO BARREIROS nasceu e foi batizado na Freguesia de Sardezello, Termo de Ponte de Lima, Arcebispado de Braga, Portugal. As palavras "Termo de"significam localidade próxima à cidade, o que em linguagem atual chamaríamos de "Grande". Sua Justificativa de Casamento data de 1748, ano provável de seu casamento realizado com CLEMÊNCIA MARIA DA CONCEIÇÃO. Manuel faleceu antes de 1781.
Ascendentes imediatos:Manuel e Clemência tiveram mais um filho, além de Manuel, primeiro tio-avô materno de Joaquina Theodora, cuja descendência não é estudada por não se relacionar diretamente com o MPO:
3º Avô Materno A - FRANCISCO BRACO DE ARAÚJO 3ª Avó Materna A - ANNA MARTINS
1ª Tia-Avó Materna 1- RITA DE ARAÚJO, batizada em 1758.
2ª Avó Materna A - CLEMÊNCIA MARIA DA CONCEIÇÃO nasceu em Cabo Frio-RJ.
Ascendentes imediatos:
3º Avô Materno B - ANTÔNIO RIBEIRO GUIMARÃES 3ª Avó Materna B - MARIA DA CONCEIÇÃO
Pais da 1ª Avó Materna - MARIA JOAQUINA DO ROZÁRIO LESSA:
2º Avô Materno B - JOSÉ FRANCISCO LESSA nasceu em Lessa de Palmeira, Portugal, batizado na Freguesia de São João de Ver, Porto, faleceu antes de 1785. José Francisco era capitão e adotou Lessa como sobrenome toponímico, ou seja, em homenagem ao local de seu nascimento. Era comum aos imigrantes que chegavam aos seus destinos sem nome de família, se " batizarem " no Brasil com o nome da cidade onde nasceram. José Francisco casou-se na Colônia de Sacramento, em 16-06-1760, com GERTRUDES THOMÁZIA DE SANTA ANNA.
Ascendentes imediatos:
3º Avô Materno C - MANUEL FRANCISCO 3ª Avó Materna C - ESPERANÇA GOMES
2ª Avó Materna B - GERTRUDES THOMAZIA DE SANTA ANNA nasceu na Colônia do Sacramento em 29-12-1739 e foi batizada em 10-01-1740 na freguesia da Matriz do Santíssimo Sacramento, na Praça da Colônia.
Ascendentes imediatos:
3º Avô Materno D - JOÃO GONÇALVES CASSÃO 3ª Avó Materna D - ANTÔNIA VIEIRA DE SANTA ANNA
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