ANTÔNIO CARLOS de ASSIS BRASIL



ANTÔNIO CARLOS DE ASSIS BRASIL

" A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las" (Aristóteles).


Por sua rica e produtiva vida profissional e acadêmica, apresenta-se o currículo detalhado do criador e mantenedor da página da FAMÍLIA ASSIS BRASIL, o webmaster ANTÔNIO CARLOS DE ASSIS BRASIL.

Também foram adicionados fragmentos biográficos, bem como alguns textos de sua autoria, de cuja leitura pode-se conhecer um pouco sobre as idéias e a figura humana de Antônio Carlos.

Marília Cechella
Webmaster da página http://assisbrasil.org/joao
(Família de João de Sousa Brasil)





Antônio Carlos de Assis Brasil (2001)

  ANTÔNIO CARLOS de ASSIS BRASIL nasceu em 16-02-1940, em Porto Alegre/RS.

  É Engenheiro de Comunicações e reside na cidade do Rio de Janeiro/RJ, onde vem exercendo atividades profissionais na área de Engenharia, desde 1970. Atualmente, é Diretor de Engenharia da Videocom Brasil Ltda. e consultor independente.

  É filho primogênito do casal ARGEMIRO de ASSIS BRASIL, General do Exército Brasileiro, e ALBA GOMES de ASSIS BRASIL, professora primária, ambos falecidos. É irmão de PAULO RENATO de ASSIS BRASIL, médico, residente em Porto Alegre/RS.

  Casou com IARA FÁTIMA da MOTTA LOPES, em 13-09-1963, na Igreja de São Pedro, em Porto Alegre/RS. Divorciado em 1983. Pais de:

Q.1.3.3.1.1 - MAURO SÉRGIO DE ASSIS BRASIL

Q.1.3.3.1.2 - MÁRCIO ANDRÉ DE ASSIS BRASIL

Q.1.3.3.1.3 - MYLENE LOUISE DE ASSIS BRASIL

Q.1.3.3.1.4 - MARSEYLLE LOUISE DE ASSIS BRASIL


Antônio Carlos de Assis Brasil - AMAN (1962)

  Cursou a Academia Militar das Agulhas Negras de Resende-RJ, formando-se em oficial da Arma de Comunicações (1962).

  Como Oficial do Exército, serviu na 6ª Companhia de Comunicações de São Leopoldo-RS (1962 a 1964) e, após, na 4ª Companhia de Comunicações de Belo Horizonte-MG (1965-1966).

  Graduou-se em Engenharia de Comunicações no Instituto Militar de Engenharia do Rio de Janeiro (1967 a 1969), sendo então transferido da Arma de Comunicações para o Quadro de Engenheiros Militares.

  Aposentou-se no posto de Tenente-Coronel em 1985.



MEDALHAS Cerimônia de recebimento da medalha 
Ordem do Mérito Santos-Dumont

  1972 - Medalha Militar com Passador de Bronze, Ministério do Exército.


  1982 - Medalha Militar com Passador de Prata, Ministério do Exército.


  1987 - Ordem do Mérito Marechal Rondon, grau de Cavaleiro, Governo do Estado de Rondônia, por relevantes serviços prestados ao Estado de Rondônia.


  2005 - Ordem do Mérito Santos-Dumont, Comando da Aeronáutica, por destacados serviços prestados à Força Aérea Brasileira (foto).



PRÊMIOS

  1985 – Prêmio Roquette-Pinto, oferecido pela Fundação Roquette-Pinto, por trabalhos junto ao MEC e Ministério das Comunicações que resultaram na regulamentação do Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa – SINRED.

  2005 – Prêmio Engenheiro Carlos Augusto Schermann, oferecido pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão no 23º Congresso Brasileiro de Radiodifusão por inestimáveis serviços prestados à engenharia de radiodifusão brasileira.


CIDADANIA HONORÁRIA

  1991 – Cidadão Honorário de Cachoeiras de Macacu-RJ.

  1992 – Cidadão Honorário de Itaocara-RJ.


FORMAÇÃO ESCOLAR

  1952 – Ensino Fundamental (1º grau - Primário): Colégio Internacional, Asunción, Paraguay.

  1956 – Ensino Fundamental (1º grau - Ginasial): Colégio Anchieta, Porto Alegre-RS.

  1959 – Ensino Médio (2º grau - Colegial): Escola Preparatória de Cadetes do Ar - EPCAR, Barbacena-MG.

  1962 – Ensino Superior (3º grau - Graduação): Academia Militar das Agulhas Negras - AMAN, Arma de Comunicações, Resende-RJ, média final do curso 8,61.

  1969 – Ensino Superior (3º grau - Graduação): Instituto Militar de Engenharia-IME, Engenharia de Comunicações, Rio de Janeiro-RJ, média final do curso 8,90.

  1979 – Ensino Superior (4º grau - pós-graduação): Instituto Militar de Engenharia-IME, Mestrado em Ciências em Engenharia Elétrica, área de concentração Eletromagnetismo Aplicado, Rio de Janeiro-RJ, menção final MB.


ESTÁGIOS E CURSOS BREVES

  1970 - Introdução à Análise de Sistemas e Pesquisa Operacional, IME, Rio de Janeiro-RJ.

  1970 - Sistemas e Equipamentos de Faixas Laterais Independentes, AEG-Telefunken do Brasil, São Paulo-SP.

  1977 - Curso Básico de Computadores, IME, Rio de Janeiro-RJ.

  1977 - Estágio Especial de Programação COBOL, IME, Rio de Janeiro-RJ.


ATIVIDADES PRINCIPAIS

1. ATIVIDADES PROFISSIONAIS EM ENGENHARIA

  1970 - Diretor Técnico da TV Excelsior, Rio de Janeiro-RJ.

  1970/99 - Recebimentos técnicos de equipamentos, para diversas empresas de rádio, de televisão e de telecomunicações, realizados em empresas fabricantes de equipamentos elétricos e de telecomunicações, analisando e efetuando medições em laboratório de todos os aspectos da funcionalidade, desempenho, interferência eletromagnética e seguranças elétrica e eletromagnética.

  1971 - Recebimentos técnicos em fábrica, para o Ministério do Exército na empresa Telefunken do Brasil S/A, de materiais, equipamentos, transmissores e receptores de uso exclusivo do Exército, atendendo a especificações militares, analisando e efetuando medições em laboratório de todos os aspectos de funcionalidade, desempenho, interferência eletromagnética e segurança elétrica e eletromagnética.

  1971 - Recebimento técnicos, na fábrica na empresa Yanmar, de grupos eletrogêneos, atendendo a especificações militares, para o Ministério do Exército, efetuando medições elétricas de todos os aspectos de funcionalidade, desempenho, e segurança elétrica dos equipamentos.

  1971/73 - Recebimento técnico de equipamentos transceptores móveis e fixos de SSB em HF com especificações militares para o Ministério do Exército em diversas empresas, realizando medições e testes em laboratório para verificar as especificações elétricas, eletromagnéticas e de robustez.

  1972/75 – Recebimento técnico de equipamentos de telefonia, transceptores de VHF e UHF portáteis e para instalação móvil e fixa, repetidores e estações de base com especificações militares para o Ministério do Exército na empresa CONTROL, realizando medições e testes em laboratório visando verificar as especificações elétricas, eletromagnéticas e de robustez.

  1972/82 - Engenheiro responsável pela manutenção, instalação, operação e licenciamento de equipamentos de rádio do Iate Clube do Rio de Janeiro - ICRJ, incluindo instalação de estações fixas e de embarcações, Rio de Janeiro-RJ.

  1973/74 - Fiscal do Ministério do Exército junto à empresa Equipamentos Eletrônicos S.A. efetuando medições em laboratório e analisando todos os aspectos de funcionalidade, desempenho, compatibilidade eletromagnética e segurança elétrica, atendendo a especificações militares, durante o desenvolvimento de equipamentos transmissores em Ondas Decamétricas da Rede Rádio Fixa Secundária daquele Ministério, Rio de Janeiro-RJ.

  1973/75 - Consultor da Fundação Cultural do Espírito Santo e da Rádio Espírito Santo, Vitória-ES.

  1975/90 - Engenheiro responsável pelo projeto, implantação, instalação, operação e manutenção do sistema de comunicações do jornal O Dia, incluindo HF, VHF e UHF, Rio de Janeiro-RJ.

  1977/78 - Consultor do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia-IRDEB, Salvador-BA.

  1978/86 - Engenheiro responsável pelo planejamento e licenciamento dos sistemas de comunicações de Serviços Marítimos Piloto S/A - SERMAPI, Rio de Janeiro-RJ.

  1978/90 - Engenheiro responsável pela Rádio Cabugi Ltda., Natal-RN.

  1978/90 - Engenheiro responsável pela Rádio Difusora de Mossoró Ltda., Mossoró-RN.

  1979/80 - Consultor da Rádio Relógio Federal, encarregado do planejamento e elaboração de projetos técnicos de instalação e para o Ministério das Comunicações, Rio de Janeiro-RJ.

  1980/82 - Consultor da Maersk do Brasil S.A., encarregado do planejamento do seu Sistema de Comunicações Marítimas, Rio de Janeiro-RJ.

  1980/82 - Consultor da Secretaria Estadual de Educação, na área de radiodifusão educativa, encarregado de implantar a Rádio Roquette-Pinto FM, Rio de Janeiro-RJ.

  1981/83 - Consultor da Brasil Off-Shore Apoio Marítimo Ltda. na área de radiolocalização, realizando projetos de legalização e de implantação de radio-faróis, Rio de Janeiro-RJ.

  1981/83 - Consultor da BRASILMAR Navegação S.A., realizando projetos de instalação e vistorias técnicas de telecomunicações em suas embarcações, Rio de Janeiro-RJ.

  1984/87 - Consultor da CONSULTEL-Consultoria, Assessoria e Planejamento em Telecomunicações Ltda., Niterói-RJ.

  1989/91 - Diretor de Operações e Diretor-Superintendente da TV Serramar, responsável pelo projeto técnico de instalação da emissora, áudio, vídeo, iluminação, rede de repetição e de retransmissão de televisão, enlaces rádio etc., Nova Friburgo-RJ.

  1991 - Assessor do Diretor de Afiliadas e Expansão da Rede Globo de Televisão, Rio de Janeiro-RJ.

  1991/97 - Diretor de Engenharia e Operações da Key TV Comunicações Ltda., Rio de Janeiro-RJ.

  1998/99 - Diretor de Tecnologia e Projetos Especiais da Key TV Comunicações S/A, Rio de Janeiro-RJ. Dentre suas atribuições na KTV a partir de 1991 relaciona-se a implantação de estúdio e central técnica para teleconferências via EMBRATEL, implantação de sistema de áudio e vídeo para transmissão de corridas de cavalos no Hipódromo da Gávea, projeto, instalação e licenciamento de enlaces de microondas.

  1999/... - Diretor de Engenharia da Videocom Brasil Ltda. e consultor independente. É o engenheiro responsável pela Videocom Brasil junto ao CREA-RJ e junto ao CREA-SP. Dentre suas funções incluem-se: projeto e instalação de antenas de transmissão e recepção por satélite, dimensionamento e aquisição de equipamentos de áudio, vídeo, eletricidade e telecomunicações para teleportos e unidades móveis, legalização de estações junto à ANATEL, recebimentos técnicos em fábrica, ou em laboratórios credenciados pelos representantes dos equipamentos, de moduladores QPSK, conversores de subida, transceivers e amplificadores de potência operando em banda C ou banda Ku.


2. ATIVIDADES EM EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

  1973/77 - Assessor Técnico do Programa Nacional de Teleducação - PRONTEL, Ministério da Educação e Cultura, Rio de Janeiro-RJ.

  1978/81 - Assessor Técnico da Secretaria de Aplicações Tecnológicas-SEAT, Ministério da Educação e Cultura, Rio de Janeiro-RJ.

  1979/96 - Fundação Centro Brasileiro de TV Educativa-FUNTEVÊ, depois denominada Fundação Roquette-Pinto e atualmente Organização Social Roquette-Pinto - FRP, desempenhando as seguintes atividades:

  •   1979/81 - À disposição da Secretaria de Aplicações Tecnológicas do MEC, assessorando o Secretário.

  •   1982/85 - Assessor da Presidência da Fundação, realizando o planejamento e implantação de emissoras educativas, bem como a redação de Portarias Ministeriais que regularam essa atividade.

  •   1985/87 - Diretor do Centro de Informática na Educação - CENIFOR, órgão encarregado de gerir, em nível nacional, aplicações de informática na educação.

  •   1985/96 - Engenheiro Responsável junto ao Ministério das Comunicações pela TV Educativa-Rio, Rádio MEC-Rio e Rádio MEC-Brasília.

  •   1986/88 - Coordenador-Geral do Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa - SINRED, órgão encarregado da coordenação e da expansão da rede de emissoras educativas de rádio e televisão.

  •   1987/96 - Engenheiro Responsável junto ao Ministério das Comunicações pela TV Educativa do Maranhão.

  •   1989/90 - Coordenador de Expansão dos Sinais da Rede Brasil.

  •   1992 - Superintendente de Engenharia da TV Educativa da Fundação Roquette-Pinto.

  •   1994/96 - Diretor do Departamento de Engenharia da Fundação Roquette-Pinto. Dentre suas missões destacam-se a de manutenção de equipamentos de áudio, vídeo e telecomunicações, especificação de equipamentos, recebimentos em laboratório ou em fábrica de equipamentos de radiodifusão e de telcomunicações, controle de pessoal técnico, participação em comissões de licitaçao etc.

      1997 - Coordenador Técnico e Operacional da realização de uma série de 10 vídeos educativos de Português, para a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, dirigidos por Carla Camurati e produzidos pela KTV, destinados à qualificação de cerca de 80 mil professores de 1ª à 4ª série do primeiro grau de Minas Gerais.


    3. ATIVIDADES ACADÊMICAS

  •  3.1 ATIVIDADES COMO PROFESSOR

      1971/73 - Professor Conferencista das cadeiras de Televisão e Microondas no Curso de Graduação em Eletrônica da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ, Rio de Janeiro-RJ.

      1973/82 - Professor em Comissão das cadeiras de Eletromagnetismo I e Eletromagnetismo II nos Cursos de Graduação em Engenharia de Comunicações, Eletricidades e Eletrônica do IME, Rio de Janeiro-RJ.

      1983/89 - Professor em Comissão das cadeiras de Teoria Magneto-Iônica, Antenas de Abertura e Complementos de Eletromagnetismo no Curso de Pós-graduação em Engenharia Elétrica do IME, Rio de Janeiro-RJ.

      1985/89 - Professor em Comissão das cadeiras de Propagação de Ondas Eletromagnéticas I e II no Curso de Graduação em Engenharia de Comunicações do IME, Rio de Janeiro-RJ.


  •  3.2 – ORIENTAÇÃO DE TRABALHOS UNIVERSITÁRIOS EM GRADUAÇÃO

      1971/73 - Orientador de diversos Projetos de Fim de Curso na Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ, Rio de Janeiro-RJ.

      1978/95 - Orientador de diversos Trabalhos Especiais de Fim de Curso no Instituto Militar de Engenharia-IME, Rio de Janeiro-RJ.

      1987 - Orientador do Trabalho de Iniciação Científica "Medidas do Campo Eletromagnético em Monopolo Vertical", Instituto Militar de Engenharia-IME, Rio de Janeiro-RJ.

      1994 - Orientador do Projeto de Fim de Curso "Viabilidade de Aumento de Potência em Emissora de Onda Média", na Universidade Federal Fluminense, Niterói-RJ.


  •  3.3 – ORIENTAÇÃO DE TRABALHOS DE TESE DE PÓS-GRADUAÇÃO

      1981 - "Utilização do Código de Hamming em Telegrafia Automática via Rádio", de Júlio Cesar de Oliveira Medeiros, Instituto Militar de Engenharia, Rio de Janeiro-RJ. (Orientador e membro da banca examinadora).

      1982 - "Análise Teórica e Experimental Propagação em Solos com Condutividades Mistas", de Ronald Siqueira Barbosa, Instituto Militar de Engenharia, Rio de Janeiro-RJ. (Orientador e membro da banca examinadora).

      1986 - "Estudo de Antenas em Micro-Strip visando determinar um método para projeto de antenas na faixa de microondas", de Luiz Paulo de Oliveira, Instituto Militar de Engenharia, Rio de Janeiro-RJ. (Orientador e membro da banca examinadora).


  •  3.4 – OUTRAS ATIVIDADES UNIVERSITÁRIAS DIVERSAS

      1980/85 - Membro de diversas Bancas Examinadora de Tese de Mestrado na Pontifícia Universidade Católica-PUC.

      1981 – Membro da Banca Examinadora da Tese de Mestrado no IME, de Leni Joaquim, "Análise Numérica da Influência de Torres de Sustentação nas Características de Antenas Lineares", Rio de Janeiro-RJ.

      1982 – Membro da Banca Examinadora da Tese de Mestrado no IME "Propagação a Longa Distância por Dutos Troposféricos", Rio de Janeiro-RJ.

      1982 – Membro da Banca da Tese de Mestrado no IME "Difração por Obstáculos do Relevo" , Rio de Janeiro-RJ.

      1982/83 – Membro da Comissão de Exame de Escolaridade (vestibular) para ingresso no IME, Rio de Janeiro-RJ.

      1982/84 - Coordenador do Curso de Pós-graduação em Engenharia Elétrica do IME, Rio de Janeiro-RJ.

      1983 - Membro da Banca da Tese de Mestrado no IME "Propagação a Longa Distância por Dutos Troposféricos", Rio de Janeiro-RJ.

      1983 - Membro da Banca da Tese de Mestrado no IME "Difração por Obstáculos do Relevo", Rio de Janeiro-RJ.

      1984 – Membro da Banca Examinadora de Concurso Público para Professor Auxiliar de Eletromagnetismo da Universidade Federal Fluminense-UFF, Niterói-RJ.

      1984 – Membro da Banca Examinadora de 2ª Época da Cadeira de Economia do IME, Rio de Janeiro-RJ.

      1984 - Membro da Banca da Tese de Mestrado no IME "Propagação de Ondas Eletromagnéticas na Região Amazônica", Rio de Janeiro-RJ.

      1985 – Membro da Banca da Tese de Mestrado no IME "Cálculo de Interferência entre Sistemas de Telecomunicações Terrestres e Espaciais", Rio de Janeiro-RJ.

      1985 - Gerente do Projeto de Pesquisa M.11.14 do Ministério do Exército, desenvolvido pelo IME, "Propagação de Ondas Eletromagnéticas na Floresta Amazônica", Rio de Janeiro-RJ.


    4. PROJETOS DE ENGENHARIA de TELECOMUNICAÇÕES

      1969/... - Projetos de legalização e instalação de emissoras de radiodifusão e sistemas completos de telecomunicações para diversas empresas e entidades, como Rádio Roquette-Pinto do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Rádio Relógio Federal, Rádio Educadora da Bahia, Rádio Difusora de Mossoró, DOCEGEO, Empresa de Navegação São Geraldo, Iate Clube de Santos e FLONIBRA, dentre outras.

      1969 - Rede Rural de Radiodifusão Educativa para a Amazônia Ocidental, IME, Rio de Janeiro-RJ. Este projeto foi totalmente implantado pela Radiobrás em 1976.

      1970/72 - Plano Nacional de Radiodifusão, seção de Ondas Tropicais, convênio IME-DENTEL, que fez a redistribuição dos canais de rádio e TV no Brasil, Rio de Janeiro-RJ.

      1971 – Elaboração das Normas Técnicas para Distribuição de Canais em Ondas Tropicais, Ministério das Comunicações, Brasília-DF.

      1972 - Sistema de Ondas Curtas para o Serviço Internacional da Rádio Nacional do Brasil, projeto apresentado pela empresa Thomson-CSF na concorrência pública para implantação do sistema, Brasília-DF.

      1973 - Plano Diretor de Radiodifusão em Ondas Médias, Ondas Tropicais, Freqüência Modulada e Televisão para a Fundação Cultural do Espírito Santo, Vitória-ES.

      1973 - Elaboração de Estudo de Viabilidade Técnica de Radiodifusão abrangendo Ondas Médias e Curtas, Freqüência Modulada e Televisão para o Ministério da Educação e Cultura - MEC, visando obter reserva de canais de radiodifusão educativa junto ao Ministério das Comunicações, Rio de Janeiro-RJ. Este estudo foi aprovado e criou a figura do canal educativo de rádio.

      1976 - Levantamento experimental da condutividade do solo de regiões vizinhas a cidades da Amazônia onde a Empresa Brasileira de Radiodifusão - RADIOBRÁS implantou as suas emissoras de Ondas Médias, visando estimativa de coberturas nessa faixa.

      1976 - Projeto e implantação em computador de algoritmo para o cálculo de enlaces ionosféricos e freqüências ótimas de trabalho para uso na rede estratégica do Serviço Rádio do Ministério do Exército, Rio de Janeiro-RJ.

      1977 - Projeto de viabilidade técnica para constatar a possibilidade de compartilhamento no Brasil de canais do Serviço Móvel Marítimo atribuídos a outros países pela União Internacional de Telecomunicações, Ministério das Comunicações, Brasília-DF.

      1984 - Sistema de antenas de Ondas Curtas, em 49, 31 25 e 16m para a melhoria da cobertura nacional da Rádio MEC-Rio, Rio de Janeiro-RJ.

      1987 - Estudo técnico sobre o desempenho experimental de uma antena monopolo e levantamentos de condutividade do solo para normalização de resultados de pesquisa de propagação de ondas eletromagnéticas realizados na Amazônia em 1986, IME, Rio de Janeiro-RJ.

      1988/89 - Projeto de viabilidade técnica para utilização do Canal 12 de VHF para operação em Nova Friburgo-RJ, dimensionamento e instalação de todos os equipamentos da emissora, assim como do sistema de proteção elétrica e eletromagnética das instalações e do pessoal técnico e de operação da TV Serramar, atual Intertv, Nova Friburgo-RJ.


    5. PARTICIPAÇÃO EM ASSOCIAÇÕES, COMISSÕES, E GRUPOS DE TRABALHO

      1970 – Comissão de Aprovação do Relatório do Transmissor FLI TR-2K-03A, Serviço Rádio do Ministério do Exército, Rio de Janeiro-RJ.

      1970/72 - Grupo de Trabalho que elaborou o Plano Nacional de Radiodifusão, Convênio IME/DENTEL, Rio de Janeiro-RJ.

      1972 - Comissão de concorrência pública da Fundação Roquette-Pinto, operadora da TVE/RJ, para aquisição de seus primeiros equipamentos em cores, Rio de Janeiro-RJ.

      1973 - Coordenador Nacional da Comissão de Estudos de Propagação Ionosférica da Divisão Técnica da Secretaria Geral do Ministério das Comunicações, Rio de Janeiro-RJ.

      1973 – Membro da equipe de planejamento e execução do reequipamento da Rede Rádio Fixa do Serviço Rádio do Ministério do Exército, Rio de Janeiro-RJ.

      1974 - Representante do MEC na Comissão de Concorrência da Fundação Roquette-Pinto para aquisição de transmissores e equipamentos diversos para a implantação da TVE Canal 2, Rio de Janeiro-RJ.

      1975 - Grupo de Trabalho nomeado pelo Ministério das Comunicações para elaborar o Plano de Distribuição de Canais em Ondas Médias da Região Amazônica para a implantação das emissoras de Ondas Médias da RADIOBRÁS, Brasília-DF. Este grupo atualizou o projeto de fim de curso citado anteriormente para atender mudanças das normas técnicas.

      1975 - Grupo de Trabalho nomeado pelo Ministério das Comunicações para elaborar o Plano Básico de Distribuição de Canais em Ondas Médias.

      1975 - Grupo de Trabalho encarregado de elaborar o projeto de reequipamento da Rede Rádio Fixa Principal do Serviço Rádio do Ministério do Exército, Rio de Janeiro-RJ.

      1976 - Grupo de Trabalho encarregado de dimensionar equipamentos e estabelecer diretrizes para a operação da Rádio MEC-Rio e da Rádio MEC-Brasília, Rio de Janeiro-RJ.

      1977 - Comissão organizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, representando o Ministério do Exército, para estudar o programa de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de estações terrenas de telecomunicações, Rio de Janeiro-RJ.

      1977 - Comissão de Estudos do Serviço Móvel Marítimo, criada pelo Ministério das Comunicações, realizando o dimensionamento de circuitos de Ondas Decamétricas, Rio de Janeiro-RJ.

      1978 - Grupo de Trabalho criado pelo Ministério das Comunicações para estudar assuntos relativos ao Grupo III (Serviço Fixo) do Comitê Consultivo Internacional de Rádio-CCIR da União Internacional de Telecomunicações-UIT, visando elaborar as propostas brasileiras a serem apresentadas nas reuniões do CCIR, Rio de Janeiro-RJ.

      1979/85 - Suplente do representante do Ministério da Educação e Cultura no Conselho Nacional de Comunicações- CNC, Brasília-DF.

      1982 - Grupo de Trabalho encarregado de redimensionar a Rede de Telecomunicações do Ministério da Educação e Cultura - RETEMEC, Brasília-DF.

      1982 - Grupo de Trabalho da Secretaria de Educação do Distrito Federal encarregado de estudar a implantação da televisão educativa em Brasília-DF.

      1982 - Grupo de Estudos da Secretaria de Radiodifusão do Ministério das Comunicações que estudou o comportamento da intensidade de campo, em ondas hectométricas, propondo como levar em conta o sistema de terra das antenas nesse cálculo, e que estudou o comportamento da intensidade de campo ionosférico em torno do nascer e por do sol, Brasília-DF.

      1982 – Grupo de Trabalho da Seção de Eletricidade do IME, encarregado de atualizar os equipamentos e instalações dos laboratórios de medidas elétricas e de medidas eletromagnéticas do IME, Rio de Janeiro-RJ.

      1982 – Representante do IME no "XI Painel de Comunicações da TELEBRASIL: O Satélite Brasileiro, a Política, os Usos e as perspectivas", Rio de Janeiro-RJ.

      1982 - Grupo de Trabalho da Seção de Eletricidade do IME, encarregado de atualizar os equipamentos e instalações dos laboratórios de medidas elétricas e de medidas eletromagnéticas do IME, Rio de Janeiro-RJ.

      1982/83 - Grupo de Estudos de Radiodifusão por Satélite do Ministério das Comunicações, Brasília-DF.

      1982/83 –Comissão Interministerial MEC/MINICOM encarregada do estudo das diretrizes para o cumprimento das finalidades educativo-culturais da radiodifusão comercial, Brasília-DF.

      1984/85 –Grupo de Pesquisas do IME que desenvolveu o projeto "Propagação de Ondas Eletromagnéticas na Região Amazônica" para o Ministério do Exército, com a finalidade determinar, experimentalmente, quais as freqüências, antenas e tipo de equipamento são mais adequados à floresta tropical brasileira, Rio de Janeiro-RJ.

      1984/90 - Membro do Conselho Técnico da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão-ABERT, Brasília-DF.

      1985/86 - Grupo de Trabalho coordenado pelo Ministério das Comunicações encarregado da preparação das propostas brasileiras à Conferência Administrativa Regional de Radiocomunicações - CARR, referentes à extensão da faixa de Ondas Médias entre 1605 e 1705 kHz na Região 2 da UIT, Brasília-DF.

      1987 - Grupo de Trabalho do Ministério das Comunicações encarregado de preparar as propostas brasileiras à Conferência da UIT de Planejamento de Serviço Fixo por Satélite - CAMR ORB/88, Brasília-DF.

      1987 - Comissão Especial de Licitação da Fundação Roquette-Pinto para aquisição de equipamentos de recepção por satélite para a implantação da rede nacional de emissoras educativas, Rio de Janeiro-RJ

      1987/88 - Grupo de Trabalho do Ministério das Comunicações encarregado de estudar a propagação de ondas de rádio com a finalidade de apresentar propostas brasileiras nas reuniões futuras do CCIR sobre radiodifusão, Brasília-DF.

      1989 - Grupo de Trabalho da Associação Brasileira de Emissoras de Radiodifusão - ABERT encarregado de estudar e propor ao Ministério das Comunicações normas para o uso microfones sem fio, Brasília-DF.

      1989 - Grupo de Estudos da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão e Telecomunicações-SET encarregado de estudar os métodos de propagação utilizados para planejamento de distribuição de canais de televisão em UHF, São Paulo-SP.

      1989/95 - Vice-Presidente da Sociedade Internacional de Profissionais de Satélite - Capítulo do Brasil, Rio de Janeiro-RJ.

      1989/95 - Vice-Presidente Técnico da Associação de Emissoras de Rádio e Televisão do Estado do Rio de Janeiro - AERJ, Rio de Janeiro-RJ.

      1991/93 – Membro da Comissão Assessora de Assuntos de Televisão - COMTV, instituída pelo Ministério das Comunicações, encarregada de estudar e propor diretrizes para o desenvolvimento dos serviços de televisão e correlatos no Brasil, Brasília-DF.

      1995/96 - Grupo de Trabalho do Ministério das Comunicações encarregado de propor a reformulação das normas técnicas brasileiras para os serviços de radiodifusão e serviços correlatos, Brasília-DF.

      1996/98 - Vice-Diretor de Ensino da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão - SET, Rio de Janeiro-RJ.

      1998/03 – Membro do Conselho de Ensino da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão - SET, Rio de Janeiro-RJ.

      2003/04 - Vice-Diretor de Ensino da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão - SET, Rio de Janeiro-RJ.

      2003/... - Membro do Grupo de Estudos de Radiodifusão Digital ABERT/SET, GERD, que estuda a implantação do Rádio Digital no Brasil, Brasília-DF.

      2005/... - Membro do Comité Assessor da Diretoria de Ensino da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão - SET, Rio de Janeiro-RJ.


    6. PARTICIPAÇÃO EM CONFERÊNCIAS, SEMINÁRIOS, PALESTRAS E SIMPÓSIOS.

      1971 - Assessor da Delegação do Brasil à "6ª Reunião da Comissão Interamericana de Telecomunicações-CITEL, Caracas, Venezuela".

      1971 - Assessor da Delegação do Brasil à 1ª Conferência Interamericana de Telecomunicações-CITEL, Caracas, Venezuela.

      1972 - Delegado do Brasil à Reunião Intermediária do Comitê Consultivo Internacional de Rádio-CCIR da União Internacional de Telecomunicações-UIT, Genebra, Suíça.

      1973 - Palestrante no 1º Simpósio de Telecomunicações Móveis Marítimas, promovido pelo Iate Clube do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro-RJ, com o tema "Instalação correta de antenas monopolo".

      1975 - Representante da Diretoria de Comunicações do Ministério do Exército à 2ª Conferência Interamericana de Telecomunicações, Rio de Janeiro-RJ.

      1980 – Observador do Governo Brasileiro na 2ª Conferência Mundial de Radiodifusão, Rio de Janeiro-RJ.

      1980 - Representante do Iate Clube do Rio de Janeiro ao 7º Simpósio de Telecomunicações das Associações de Iatismo, Angra dos Reis-RJ.

      1980 - Conferencista do II Encontro Técnico-Científico da Associação dos Diplomados do IME com o tema "Radiodifusão em Ondas Tropicais: Aspectos Técnicos", Rio de Janeiro-RJ.

      1980 - Conferencista, a convite do Ministério das Comunicações, para ministrar a engenheiros daquele Ministério e alunos da Universidade de Brasília palestra com o tema "Propagação Ionosférica em Ondas Médias" - Brasília-DF.

      1980 – Palestrante na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército – EsAO com o tema "Métodos de Cálculo de Enlaces Radioelétricos", ministrado no Curso de Comunicações.

      1982 - Conferencista na 34ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC, apresentando o trabalho "Absorção Ionosférica em Função da Freqüência em Ondas Hectométricas", Campinas-SP.

      1982 - Painelista no evento "XI Painel de Telecomunicações: Satélite Doméstico Política, Usos e Perspectivas" da Associação TELEBRASIL, Rio de Janeiro-RJ.

      1983 - Conferencista, a convite do Conselho Federal de Educação, apresentando o tema "O Satélite BRASILSAT e a Teleducação" para os membros daquele Conselho, Brasília-DF.

      1983 - Conferencista no III Seminário Técnico da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão-ABERT, com o tema "Propagação em Ondas Decamétricas", São Bernardo do Campo-SP.

      1984 – Representante do IME no 2º Simpósio Brasileiro de Telecomunicações, Campinas-SP.

      1984 - Conferencista, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro-UERJ, para o curso de Pós-Graduação em Educação, com o tema "Aspectos Técnicos da Radiodifusão em Ondas Médias, Tropicais, Curtas e Televisão", Rio de Janeiro-RJ.

      1984 - Conferencista no XIV Congresso Brasileiro da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão-ABERT, com o tema "Antenas de Ondas Médias: Projeto, Aquisição, Instalação e Manutenção", Salvador-BA.

      1984 - Representante da Fundação Roquette-Pinto no XVI Seminário Brasileiro de Tecnologia Educacional da Associação Brasileira de Tecnologia Educacional atuando, no grupo de Radiodifusão Comunitária, Porto Alegre-RS.

      1985 - Conferencista no V Seminário Técnico Nacional da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão-ABERT, com os temas "Reportagens Externas em Radiodifusão Sonora" e "Propagação em Altas Freqüências", São Paulo-SP.

      1985 - Conferencista no Encontro sobre Teleducação da Universidade Estadual de Londrina com o tema "A Radiodifusão Educativa no Brasil", Londrina-PR.

      1985 - Conferencista na Universidade Federal de Pernambuco com o tema "Antenas de Radiodifusão Sonora e de Sons e Imagens", Recife-PE.

      1985 - Painelista no 17º Seminário Brasileiro de Tecnologia Educacional, promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia Educacional - ABT, apresentando o tema "O Projeto EDUCOM", Rio de Janeiro-RJ.

      1985 - Conferencista no VII Encontro Técnico Científico da Associação dos Diplomados do IME com o tema "Antenas Verticais com Elementos Parasitas", Rio de Janeiro-RJ.

      1985 - Painelista no XVI Congresso Brasileiro de Radiodifusão promovido pela ABERT, apresentando o tema "Aplicações da Informática na Radiodifusão", Canela-RS.

      1985 - Painelista no 6º SEMICRO - Seminário de Microcomputadores apresentando o tema "Informática e Educação - A Responsabilidade do Estado", Rio de Janeiro - RJ.

      1985 - Conferencista no 1º Seminário de Informática na Educação da Fundação Educacional Padre Landell de Moura-FEPLAN, apresentando o tema "Informática e Educação - A Responsabilidade do Estado", Porto Alegre-RS.

      1985 - Painelista no XVIII Congresso Brasileiro de Informática da SUCESU apresentando o tema "Informática e Educação - A Responsabilidade do Estado", São Paulo-SP.

      1985 - Painelista no 1º Encontro Estadual de Tecnologia apresentando o tema "O Projeto EDUCOM", Vitória-ES.

      1985 - Painelista na 2ª JIN - Jornada de Informática Nacional apresentando o tema "Informática e Educação - A Responsabilidade do Estado e o Projeto EDUCOM", Salvador-BA.

      1985 - Organizador e coordenador da 1ª JET - Jornada de Trabalho EDUCOM, reunindo os pesquisadores do Projeto EDUCOM, Rio de Janeiro-RJ.

      1985 - Painelista no Seminário do Conselho Federal de Educação sobre Educação e Informática apresentando o tema "O Projeto EDUCOM", Brasília-DF.

      1985 - Delegado do Brasil à 4ª Reunião do Comitê Técnico Permanente nº 2 – Radiodifusão, Conferência Interamericana de Telecomunicações-CITEL, Fortaleza-CE.

      1986 - Representante da FUNTEVE no "III Congresso Internacional LOGO" e "1º Congresso Brasileiro LOGO - Informática na Educação" organizados pela UFRGS, Novo Hamburgo-RS.

      1986 - Conferencista no VI Seminário Técnico Nacional da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão-ABERT, com o tema "Medidas em transmissores de Frequência Modulada", Brasília-DF.

      1986 - Representante da FUNTEVE no XV Congresso Brasileiro de Radiodifusão da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão-ABERT, Brasília-DF.

      1986 - Representante da FUNTEVE no "Primeiro Seminário Internacional de Comunicação via Satélite", organizado pela Revista Nacional de Telemática-RNT, atuando na Mesa Redonda "Teleducação Via Satélite", São Paulo-SP.

      1987 - Delegado do Brasil à reunião do Grupo Interino de Trabalho 8/10 (JIWP 8/10) do Comitê Consultivo Internacional de Rádio-CCIR da União Internacional de Telecomunicações-UIT, que discutiu os problemas de interferência entre o Serviço Móvel Aeronáutico e o Serviço de Radiodifusão em Frequência Modulada, Rio de Janeiro-RJ.

      1987 - Representante da FUNTEVE no Primeiro Encontro Brasileiro de Educação e Televisão promovido pelo Ministério da Educação, atuando na Mesa Redonda "O uso do Satélite BRASILSAT a Serviço da Televisão Educacional", Brasília-DF.

      1987 - Organizador e coordenador da IX Reunião do Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa-SINRED, reunindo representantes de todas as emissoras educativas brasileiras, Petrópolis-RJ. 1987 - Organizador do Curso de Formação de Recursos Humanos para o SINRED, ministrado pela FUNTEVE na Fundação Aperipê de Sergipe em Aracaju, recebendo cerca de 100 (cem) alunos de emissoras educativas de rádio e televisão do Nordeste e de Moçambique, nas áreas de operação de áudio, sonoplastia, operação de câmaras, operação de vídeotape, chamadas, produção etc., Aracaju-SE.

      1987 - Participante de um ciclo de palestras e debates na Faculdade Tiradentes de Aracaju, apresentando o tema "A Televisão Educativa: Aspecto Social e Educacional", Aracaju-SE.

      1987 - Painelista em encontro público organizado pelo Governo de Alagoas sobre aspectos de televisão e rádio brasileiros, apresentando o tema "A FUNTEVE e a Teleducação no Brasil", Maceió-AL.

      1987 - Moderador no Painel O Satélite BRASILSAT e a Radiodifusão Brasileira no VII Seminário Técnico Nacional da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão-ABERT, Rio de Janeiro-RJ.

      1988 - Organizador e coordenador da X Reunião do Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa-SINRED, Gramado-RS.

      1988 - Organizador e coordenador da XI Reunião do Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa-SINRED, Teresina-PI.

      1988 - Delegado do Brasil à 2ª Sessão da Conferência Administrativa Regional de Radiocomunicações-CARR (2), promovida pela União Internacional de Telecomunicações-UIT, que definiu os critérios para extensão da faixa de Ondas Médias entre 1605 e 1705 kHz na Região 2 da UIT, Rio de Janeiro-RJ.

      1988 - Painelista no Primeiro Simpósio Brasileiro do Museu para a Educação do Superdotado promovido pela Associação Brasileira para Superdotados, a Associação de Membros do ICOM do Brasil e o Comitê Brasileiro do ICOM, apresentando o tema "Informática na Educação e o Superdotado", Rio de Janeiro-RJ.

      1988 - Conferencista no VIII Seminário Técnico Nacional da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão-ABERT, com o tema "Propagação em Meios Não Ionizados", São Paulo-SP.

      1989 - Organizador e coordenador da XIII Reunião do Sistema Nacional de Radiodifusão Educativa-SINRED, Rio de Janeiro-RJ.

      1989 - Participante do IX Seminário Técnico Nacional da Associação Brasileira de Rádio e Televisão-ABERT, Rio de Janeiro.

      1990 - Participante do 1º Ciclo de Debates sobre Rádio e TV promovido pela Fundação Roquette-Pinto - FRP e Organização dos Estados Americanos-OEA, atuando como Moderador no painel "TV Educativa", Rio de Janeiro-RJ.

      1990 - Painelista no 10º Seminário Técnico Nacional da ABERT, com o tema "Emissoras de Televisão de Pequeno Porte", Blumenau-SC.

      1992 - Conferencista no 2º Congresso Internacional de Radiodifusão e 2ª Telexpo, com tema "A formação do Técnico de Radiodifusão", São Paulo-SP.

      1992 - Painelista no 12º Seminário Técnico Nacional da ABERT, com o tema "A formação do Técnico de Radiodifusão", Belo Horizonte-MG.

      1997 - Conferencista no Seminário Rede Corporativa Compartilhada da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, com o tema "A Key TV e Ensino à Distância", Rio de Janeiro-RJ.

      1997 - Painelista no Seminário da UNI-RIO Tecnologias da Informação e Comunicação a Distância-LDB, com o tema "Novas Tecnologias em Educação a Distância", Rio de Janeiro-RJ.

      1997 - Painelista no MERCOSUR 97 - Primeras Jornadas de Educación a Distancia del Mercosur, com o tema "A experiência da Key TV Comunicações em Educação a Distância no Brasil", Foz do Iguaçu-PR.

      1997 – Apresentação de experiências pessoais no 29º Seminário Brasileiro de Tecnologia Educacional - "Ensino à Distância: da Teoria à Prática" promovido pela ABT, na Prática "Comunicação Interativa em Educação à Distância", Rio de Janeiro-RJ.

      1998 – Coordenador do Painel Tutorial de Satélite do 6º Congresso Brasileiro de Engenharia de Televisão promovido pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão e Telecomunicações-SET, São Paulo-SP.

      1998 – Palestrante no Seminário Integrado de Jornalismo, promovido pela Universidade Federal de Juiz de Fora, com o tema "O Mercado de TV por Assinatura no Brasil", Juiz de Fora-MG.

      2003 – Coordenador e Moderador do Tutorial "Modulação Digital" no 11º Congresso Brasileiro de Televisão – SET 2003, promovido pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão e Telecomunicações-SET, Rio de Janeiro-RJ.

      2004 – Coordenador e Moderador do Tutorial "Modulação Digital" no 12º Congresso Brasileiro de Televisão – SET 2004, Rio de Janeiro-RJ.

      2005 – Participante, a convite da ABERT, do 23º Congresso Brasileiro de Radiodifusão promovido pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão - ABERT, onde recebeu o Prêmio Engenheiro Carlos Augusto Schermann, Brasília-DF.

      2005 - Participante do Congresso ABTA-2005 promovido pela Associação Brasileira de TV por Assinatura, São Paulo-SP.

      2005 – Coordenador e Moderador do Painel "Rádio Digital – Implantação do Rádio Digital: As Antenas" no Congresso SET-2005, São Paulo-SP.


    7. ATIVIDADES DE ENGENHARIA NO MINISTÉRIO DO EXÉRCITO

      1970/72 – Chefe da Estação GB/1 e da Central Rádio do Serviço Rádio do Ministério do Exército, Rio de Janeiro-RJ.

      1972/75 – Chefe e engenheiro-residente responsável pela Estação Transmissora e pela Estação Receptora da Rede Rádio Fixa Principal do Serviço Rádio do Ministério do Exército, encarregado da especificação, manutenção, instalação e operação de antenas e equipamentos, recebimentos técnicos em fábrica de transmissores, transceptores e receptores de HF, VHF, UHF e SHF. Era responsável pela segurança física das instalações, pela segurança elétrica e pela proteção eletromagnética dos operadores dessas estações, Rio de Janeiro-RJ.

      1975/78 – Sub-Chefe e Chefe do Serviço Cinefotográfico do Exército, Rio de Janeiro-RJ.

      1975/85 – Professor do Instituto Militar de Engenharia, Rio de Janeiro-RJ..


    8. TRABALHOS PUBLICADOS

  •  8.1 ARTIGOS

      1969 - "Um Oscilador de 1750 a 1900 kHz", PY's em Revista, Agosto - São Paulo-SP.

      1974 - "Aspectos Econômicos na Administração de Empresas de Radiodifusão, Revista Brasileira de Teleducação, nº 5, Rio de Janeiro-RJ".

      1975 - "O Plano de Terra em Ondas Médias", Revista Brasileira de Teleducação, nº 8, Rio de Janeiro-RJ.

      1976 - "Acústica de Estúdios e Colocação de Microfones", Revista Brasileira de Teleducação, nº 12, Rio de Janeiro-RJ.

      1984 - "O Satélite Doméstico e a Teleducação", ESPAÇO, nº 4, Setembro, Editado pela FUNTEVE, Rio de Janeiro-RJ.

      1985 - "Antenas de Ondas Médias: Aquisição, Instalação e Manutenção - critérios- 1ª, 2ª e 3ª partes", Revista ABERT, nº 1, 2 e 3, Maio, Junho e Julho de 1985, Brasília-DF.

      1985 - "O Projeto EDUCOM - 1ª, 2ª e 3ª partes", Jornal da FUNTEVE, nº 0, 1 e 2, Rio de Janeiro-RJ.

      2005 – "Reflexões sobre ciência", Revista da Aeronáutica, nº 45, outubro, Rio de Janeiro-RJ.


  •  8.2 SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA

      1982 - "Absorção Ionosférica em Função da Freqüência em Ondas Hectométricas", trabalho científico apresentado e publicado nos Anais da 34ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência-SBPC, Campinas-SP.


  •  8.3 TESE DE MESTRADO

      1979 - "Absorção Ionosférica Noturna em Função da Freqüência na Faixa de Radiodifusão de Ondas Hectrométricas", Tese de Mestrado em Engenharia Elétrica, Área de Concentração de Eletromagnetismo Aplicado, Instituto Militar de Engenharia-IME, Rio de Janeiro-RJ.


  •  8.4 LIVRO

      1986 - "O Projeto EDUCOM - Ano I", Editora do IBGE, Rio de Janeiro-RJ.


    9. IDIOMAS

      Espanhol e inglês (lê, fala, escreve e traduz). Entende francês e italiano.




    Emblema da Escola Preparatória 
de Cadetes do Ar (EPCAr).

    A seguir, são transcritos alguns textos de ANTÔNIO CARLOS de ASSIS BRASIL, publicados em O CON*DOR - Boletim Informativo da sua turma de 2º grau da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAr), em Barbacena/MG (a Turma 57-BQ/Aspirantes 62), que permitem que se conheça um pouco sobre o seu modo de ser e sua maneira de pensar.

    Também são publicados comentários e opiniões dele obtidos na homepage da sua Turma da EPCAr, pois, segundo ele próprio, além de procurar ser informativa para os que pretendem ingressar na FAB (especialmente na EPCAr), "ela nos procura retratar. Ela é o nosso retrato tirado por nós mesmos. O nosso jornalzinho, O Con*dor, divulga as nossas histórias e é parte desse retrato. Nele, caprichamos ao expor a nossa alma, os nossos anseios e a nossa vivência".


    A NOSSA ESCOLA VOLTOU A SER A MESMA

    Aluno 57-18, BRASIL

    Prezados amigos da EPCAR,

    A Escola Preparatória de
Cadetes do Ar, em Barbacena/MG.

    Em 7 de março de 1957, entrávamos na EPCAR adolescentes, dela saindo no final de 1959, já como adultos. Com o entusiasmo da juventude, que sempre mantivemos, nós nos denominamos Turma 57-BQ / Aspirantes 62, Uma Turma Quase Perfeita... Essa Escola tem uma magia que nos agregou, a todos, para sempre. Tínhamos um sonho comum, ser oficiais aviadores. Isso nos unia e ainda nos une, mesmo aqueles que não seguiram a carreira militar. A nossa Escola nos tornou homens úteis para nós mesmos, para a Sociedade e para a nossa Pátria. Tenho a certeza de que, se não tivesse nela ingressado, não teria tido a felicidade pessoal e profissional que me tem acompanhado ao longo de toda a minha vida.

    Não cursei a Escola de Aeronáutica. Saí ao final do 3º Ano da EPCAR. Durante trinta anos, não mais tivera contato com a minha Turma, até ser achado... Na primeira reunião, depois de tanto tempo, a emoção de rever os mesmos jovens brincalhões, reiniciando as conversas de onde tínhamos parado em 1959. E em cada novo encontro nos transformamos em homens-meninos ou em meninos-homens, como disse o Neves, tanto faz.

    Em 1997, retornamos à Escola para mais uma reunião em Barbacena. Para mim a primeira desde que, de lá, saíra. Quarenta anos depois. Nossa festa foi linda, a confraternização também. Em nossa visita à Escola, a decepção... Não era mais uma Unidade de Formação de jovens destinados à Aviação. Alunos desmotivados, instalações feias, pessoas estranhas, nada das lembranças que tínhamos. A falta de alunos, durante alguns anos, acabou com todas as tradições. Ela era apenas uma escola, não mais a nossa Escola. Não reclamamos, nem entre nós, mas sofremos com a diferença.

    Chegou 2002. Desta vez, preparamos um programa muito especial para os nossos quarenta e cinco anos. Na oportunidade, curtiríamos a Cidade, suas pessoas e a nossa Escola. Ela estava no primeiro item de nossa agenda, que se iniciava na mesma data de nosso ingresso, 7 de março.

    Ao entrarmos, a surpresa. Era a nossa Unidade Militar de Ensino, de novo. A mesma em que estudáramos, agora mais bonita. Do Comandante aos Soldados e Servidores Civis, todos motivados. Tudo muito limpo, arrumado, organizado. O Código de Honra, sob o qual fomos formados, totalmente resgatado, reescrito e publicado em um belíssimo monumento. Os Cadetes da Sociedade Acadêmica acompanhavam nossa visita. Elegantes, bonitos, educadíssimos, atenciosos, eram uma presença constante e agradável ao nos escoltar, respondendo a todas as nossas perguntas, ávidos que estávamos em saber como eles vivem, o que fazem, como se integram na Cidade, como é o estudo, a rotina, qual o professor mais chatinho etc. Eles nos mostraram, agora, a ESCOLA! Levaram-nos aos laboratórios, vimos telescópios, salas de aula, aeromodelos, todas as dependências.

    Escutaram, com paciência, atenção e bondade, nossas histórias e nossos comentários. Discretos sempre. Na parada, coisas novas. Movimentos suaves de ordem unida, muito bem feitos, mesmo, pelos alunos mais modernos. O entusiasmo e o orgulho de pertencer à Força Aérea manifestaram-se em espetaculares gritos de guerra, belíssima e bem-vinda novidade.

    O desfile foi perfeito. Cantamos todos, emocionados, a nossa Canção da EPCAR, agora certos de que nossa Escola tinha revivido e que novas tradições estão se consolidando. Na recepção que nos foi oferecida no final da tarde, o requinte e o bom gosto estiveram presentes. O comparecimento dos Oficiais e de Alunos ao evento foi muito importante, pois eles fazem a nova Escola. Os alimentos eram pratos da terra, diferentes, bem preparados. Grande variedade de saborosas e bebidas não alcoólicas. Serviço de bufê impecável.

    Camofo Voador, 
o símbolo da sua Turma 57-BQ.

    Um simpático e sorridente homem-orquestra nos imergiu em sons dos Anos Dourados. O detalhe de nosso símbolo, o Camofo Voador, nos estandartes de cada mesa, trouxe-nos mais felicidade ao confirmar que estávamos de novo em nossa Casa e com nossos Amigos. Amigos que nos recebiam e faziam de tudo para que nos sentíssemos bem e felizes. Conseguiram, gente, e como!

    Em nossos programas pela Cidade, até o dia 10 de março, tivemos vários encontros com o passado e com o presente. Jantar no Gino´s, encontro na Estação Ferroviária, Museu Municipal, onde criamos nosso grito de guerra, Câmara Municipal, Missa... Em todos eles, os nossos colegas da Sociedade Acadêmica, às vezes acompanhados por Oficiais da Escola, estiveram presentes. Já dizia Camões que o fraco rei torna fraca a forte gente.. Desta vez vimos a recíproca. Uma gente forte comandada por chefes fortes, inteligentes, lúcidos, humanos. Vimos uma Unidade Militar brasileira de ensino e de elite. Vimos, nos olhos uns dos outros, o brilho da emoção ao percorrermos os recantos de nossa Escola, renascida, bela, povoada por homens e mulheres dedicados a ensinar e aprender, sob a direção de um carismático Comandante, que todos gostaríamos de ter tido.

    Obrigado, Sociedade Acadêmica. Obrigado, Comandante. Obrigado, EPCAR. Estamos tão felizes como é possível estar.

    Antônio Carlos de Assis Brasil
    Aluno 57-18, BRASIL, da EPCAR, com muito orgulho.

    O CON*DOR - 2002

    .



    O tempo...

    O TEMPO DO TEMPO

    Aluno 57-18, BRASIL




    O CON*DOR - Ano III - Nº 6 - nov/dez 98.

    Das lembranças que trago comigo da minha meninice, destaca-se a da minha avó materna. Chamava-se Medora. Eram os anos 40. Suave e delicada, sempre a vi como uma velhinha. Seus cabelos eram brancos e compridos, arrumados em um coque. Vestia luto pela morte do marido. Depois de uns dois anos do falecimento de meu avô, passou a usar vestidos negros com minúsculas bolinhas brancas. Era o alívio do luto. Na medida em que o tempo passava, as bolinhas aumentavam um pouco, mas ela nunca chegou a se vestir com roupas coloridas. Dessa década, não sei por que, lembro-me, vivamente, da Medora pedindo-me para enfiar a linha na agulha, para que ela pudesse costurar. Era o que mais fazia, horas e horas costurando manualmente e, às vezes, à máquina SINGER, ainda a pedal, preta e com logomarca dourada. Eu tinha o maior carinho com ela, mas, muito menino, não entendia porque ela própria não colocava a linha.

    O tempo passou, chegaram os anos 50 e, com eles, a minha adolescência. Morávamos em Porto Alegre. A televisão não existia na cidade. Minha mãe, um dia, comprou uma rádio-vitrola, assim mesmo, gênero feminino. Era um móvel grande. Do lado direito, em cima, um rádio "possante", como se dizia na época, com ondas curtas e médias. Abaixo dele, dentro do móvel, a caixa dos alto-falantes. Do lado esquerdo, em cima, o toca-discos e em baixo um espaço para arquivo de discos. Quando aquela maravilha chegou à nossa casa, eu fiquei encantado. Mexi em todos os controles, olhei as válvulas, removi-as para examiná-las e ler os números gravados. Admirei o mecanismo do ponteiro indicador de estações (que um dia desmontei), cheio de rodinhas e com uma linha segurando o ponteiro verde, bem fininho. Instalei um fio no sótão para atender a recomendação do folheto: "necessita antena externa" e viajei nas ondas curtas. Até hoje guardo na memória o desenho do cachorrinho fox-terrier da RCA que enfeitava o móvel. Rapidamente aprendi as freqüências de todas as estações e naquele mesmo dia tornei-me um expert em rádio-vitrolas.

    Ao longo do tempo parecia-me que minha avó mantinha sempre a mesma aparência, meio curvada, simpática, sempre na casa dos filhos, ajudando-os em tarefas domésticas. Ela era a doçura personificada... Um dia sentou-se na sala e pediu-me para ligar o rádio, como sempre fazia. Disse-me que sintonizasse a Rádio Farroupilha, pois queria ouvir um tango. Aleguei que seria isso seria muito difícil, pois não havia tangos na Farroupilha naquele horário. Procurei em outras rádios, percorri todo o mostrador e nada de tangos. Achei um rock'n roll com o Bill Halley e seus Cometas. Ela ficou muito frustrada e me disse que aquela música era um barulho, que música boa era a música do seu "tempo". Jamais tocou nos botões do rádio, seja para ouvir rádio ou ouvir discos. Colocar um disco? Nem pensar! Tentei ensiná-la e ela me disse que "era muito velha para essas coisas". Passou o resto de sua vida, sempre simpática, à margem do progresso e da tecnologia. Suas conversas eram, sempre, apenas reminiscências.

    Após a Segunda Guerra Mundial, o General Douglas McArthur fez um discurso que ficou conhecido como "Oração aos Jovens" (*). Fala da juventude e do entusiasmo. Fala da velhice, também. Em seu momento mais feliz, ele afirma: "Não ficamos velhos quando nossa cara fica cheia de rugas... A velhice chega, isso sim, quando, ao perdermos o entusiasmo, ficamos com a alma enrugada!"

    Quis o destino que me coubesse, por escolha de meus colegas da minha turma de 2º grau, concluído na Escola Preparatória de Cadetes do Ar, a honrosa tarefa de criar e manter a homepage da Turma na Internet. Não tenho formação em informática e nunca havia feito isso. Comecei comprando revistas que traziam artigos do tipo "Aprenda a fazer a sua homepage em dez lições". Houve muito trabalho, erros e acertos até nossa página aparecer como um ponto de união entre nós mesmos e entre nós e a Sociedade. Nela existe, dentre outras coisas, fichas para atualização de dados cadastrais on-line, correios eletrônicos de nossos colegas, datas de aniversário, fotografias, convites para festas e reuniões, endereços, além do nosso boletim mensal O CON*DOR, com memórias, crônicas e notícias. Em uma dessas crônicas, brilhante e inspirada, intitulada "Para todos os que nasceram antes de 1945", nosso colega Claudiney Fullmann comenta que todos de nossa turma nascemos antes do plástico, televisão, máquina de lavar, transistor, bebês de proveta, bomba atômica, vacina Sabin, computador etc. E que, apesar dos pesares, sempre nos adaptamos muito bem ao advento de tudo isso. Conseguimos sobreviver e, conforme ele encerra sua crônica, "continuaremos a viver apesar da próxima invenção".

    Passado um ano da inauguração de nossa homepage, já com mais de 5.000 visitantes registrados, contabilizamos um grande sucesso entre colegas de outras turmas, gente de outros países e jovens candidatos ao ingresso na FAB, todos nela obtendo informações preciosas. Verificamos, porém, que não tivemos um bom retorno em termos de visitas de gente de nossa própria turma. Notamos isso pelo reduzido número de mensagens deixadas por pessoas da turma no Livro de Visitas da homepage, pelo reduzidíssimo número de atualizações cadastrais recebidas e pelo infinitesimal número de colegas com e-mail próprio. Conversando pessoalmente com essa nossa gente ausente descobrimos o motivo: eles se transformaram na minha avó! Eles olharam, sem ler, a Oração do General McArthur. E, sem perceber, deixaram que suas almas se enrugassem! Não leram o artigo do Fullmann e, assim, decidiram que não precisavam continuar a viver a partir da invenção do computador.

    Minha avó era moça na minha infância, estava na casa dos 40, e ainda continuava relativamente moça na minha adolescência. Ela tinha uns quarenta anos mais do que eu. Quando entrei no 2º grau a "velhinha" era mais moça do que eu sou agora, mas sua cabeça tinha se cristalizado no passado. Não percebia que o seu tempo era aquele agora. Não conseguiu se adaptar, nem ao advento de novidades da tecnologia, nem à mudança do gosto musical. Claro que músicas antigas são gostosas, vejam Bach, Beethoven, Lupicínio, Pixinguinha e outros. Mas as músicas do nosso tempo são as de hoje, pois o tempo do nosso passado foi o "nosso tempo", já não o é mais. Sentimos essa inadaptação aos novos tempos, muito claramente, ao perguntar aos nossos colegas que nunca apareceram na lnternet o por quê dessa ausência. Recebemos, de volta, pérolas como:

    "Um dia desses vou comprar um computador...", ou
    "Eu ainda não tenho computador(!)... ou
    "Meu filho monopoliza o computador e não me deixa mexer nele... ou
    "Qualquer hora dessas eu faço um cursinho e dou uma olhadinha por lá... ou
    "Lá em casa quem mexe (!) com isso é o meu netinho mais novo... ou
    "Não tenho mais paciência nem idade para lidar com essas coisas..." etc., etc., etc...

    Esse comportamento, infelizmente, é generalizado entre pessoas que passaram dos quarenta anos. Homens e mulheres inteligentes, que foram capazes de comandar, de administrar pessoal e suprimentos, de advogar, de engenhar, de curar, de ensinar, de criar e de construir, estão agora, ainda moços, sem entusiasmo e sem vontade de se adaptar a novas tecnologias. Muitas dessas pessoas são incapazes, sequer, de consultar um saldo bancário usando o cartão eletrônico de seu banco. Apesar de ainda capazes, estão fadados a permanecer fora das conversas, anacrônicos, almas enrugadas.

    Ainda é tempo de recuperar o tempo, de chegar ao presente e de viver o futuro. Tempo de aperfeiçoar a nós mesmos! Vamos sacudir a poeira das almas e esticar as suas rugas! Tenhamos orgulho, vigor intelectual, aprendamos e ensinemos! Vivamos o tempo do nosso tempo! Ele não passou, nem chegou nem chegará! Ele sempre foi, é e será nosso!




    Balançar...

    Ainda sobre juventude x velhice...
    Comentário publicado na homepage da sua Turma 57-BQ/Aspirantes 62, da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCar), auto-intitulada de Turma Quase Perfeita.

    É a sua resposta a um dos visitantes do sítio*, que lhe solicitou a reprodução do poema conhecido como "Oração aos Jovens". Inicialmente ele disserta sobre o autor do poema (Ullman) e o seu divulgador (MacArthur), depois transcreve o poema e, a seguir, faz um comentário sobre a temática do poema.

    Antônio Carlos: "Edimar, parabéns pela sua busca do discurso atribuído ao general Douglas MacArthur. Ele foi um brilhante militar norteamericano que participou, como oficial, das duas guerras mundiais e também da do Vietnã. Ele nasceu em 26-01-1880 e faleceu em 05-04-1964. Na 2ª Guerra, como comandante das forças aliadas, recebeu a rendição do Império Japonês do próprio imperador do Japão. Na Guerra do Vietnã foi o comandante das forças americanas. Na realidade, o poema divulgado pelo general intitula-se YOUTH e foi escrito em 1911 por Samuel Ullman, nascido na Alemanha em 1840, imigrante no Estados Unidos em 1852, onde faleceu em 1924. Ele se estabeleceo no Mississipi e serviu no Exército Confederado. Casou-se, abriu um negócio e tornou-se um ativista cívico e religioso pelo resto de sua vida. Em 1884, Ullman e sua família mudaram-se para Birmingham, Alabama, tendo se tornado em um líder na estruturação da cidade. Trabalhou na secretaria de educação da cidade, onde ganhou reputação por defender iguais oportunidade de acesso à educação para crianças brancas e negras. Durante toda a sua vida exerceu sua vocação de poeta. Em 1918, com 78 anos, Ullman escreveu o ensaio "Youth", que se tornou o poema favorito do General Douglas MacArthur. Este tinha um quadro com o texto do poema na parede de seu escritório em Tóquio, quando administrou o Japão logo após o término da II Guerra Mundial. Consta que quando ele esteve nas Filipinas, também mantinha o poema bem visível em seu gabinete em Manila. Devido à influência do general, o poema Youth tornou-se muito conhecido no Japão. A casa onde vivei Samuel Ullman é, atualmente, um museu gerenciado pela Universidade do Alabama em Birmingham. O poema de Ullman ficou conhecido em algumas publicações como "Oração aos Jovens" e sua autoria tem sido, indevidamente, atribuída ao general. Deixamos publicado abaixo o texto original do poema de Ullman e, logo a seguir, uma tradução livre"(**).

    (**) SER JOVEM (Samuel Ullman - 1911)

    A juventude não apenas é uma fase da vida. É um estado de espírito, um reflexo da vontade, uma característica da imaginação, uma intensidade emotiva, uma vitória do valor sobre a timidez, um gosto da aventura sobre o amor à comodidade.

    Ninguém se torna velho por haver vivido certo número de anos. Torna-se velho aquele que abandonou os seus ideais. O tempo enruga a pele de nosso rosto, mas o abandono de nossos ideais enruga a nossa alma.

    As preocupações, as dúvidas, os temores e, principalmente, as desesperanças são os inimigos que, lentamente, nos fazem vergar para o chão e nos convertem em pó antes da morte.

    Jovem é quem se encanta e se maravilha, perguntando como a criança: "- E depois?" Jovem é quem desafia os acontecimentos e encontra alegria nos embates da vida. As provas o galvanizam, os fracassos o tornam mais forte e as vitórias o fazem ainda melhor.

    Serás tão jovem como a tua fé e tão velho quanto as tuas dúvidas. Tão jovem quanto a confiança que tenhas em ti e tão velho como tuas desesperanças e teu abatimento.

    Permanecerás jovem enquanto permaneceres generoso, enquanto sentires entusiasmo em dar algo de ti mesmo, sejam pensamentos ou palavras. Permanecerás jovem, enquanto fores receptível a tudo quanto é belo, bom e grandioso: às mensagens da natureza, do homem e do infinito.

    E se um dia, qualquer que seja a tua idade, sentires o coração mordido pelo pessimismo, torturado pelo egoísmo e roído pelo cinismo, que Deus, então, tenha piedade de tua alma, porque neste dia serás de verdade um velho.

    Antônio Carlos: "Essas sábias palavras de Samuel Ullman, muito atuais apesar de escritas há 84 anos, descrevem exatamente como somos nós, os meninos da Quase Perfeita. Em primeiro lugar, mais do que tudo, somos todos jovens muito entusiasmados pela vida, pelo trabalho, pelos amigos, pelos companheiros e pela profissão que cada um seguiu. Somos jovens porque somos ousados, corajosos, criativos, receptivos, perseverantes, otimistas e generosos. Não sentimos o passar dos anos porque cultivamos um ambiente social fraterno, respeitoso e de sadia camaradagem, procurando estar sempre atualizados. Trazemos dentro de nós a experiência, a vontade, a confiança, a alegria, o entusiasmo, a esperança, o encantamento e os sonhos. Apesar do tempo poder trazer algumas rugas aos nossos rostos, temos a certeza de que manteremos nossas almas, para sempre, muito bem esticadas".

    Nota da webmaster*:
    ANTÔNIO CARLOS é o criador e administrador da homepage da sua Turma 57-BQ/Aspirantes 62, da EPCAr e responde a todos os questionamentos feitos pelos visitantes do sítio sobre assuntos relacionados à Aeronáutica ou outros.

    Por seus comentários claros, objetivos e bastante informativos, ele vem exercendo um papel educativo de grande porte junto aos jovens que buscam informações sobre o ingresso na Força Aérea Brasileira (FAB).

    Por essa razão, em 2005, foi agraciado com a Ordem do Mérito Santos-Dumont, do Comando da Aeronáutica, por destacados serviços prestados à FAB.




    A REFORMA ORTOGRÁFICA BRASILEIRA
    Uma Proposta

    Aluno 57-18, BRASIL

    O Con*Dor - 1º trimestre de 2004 - No.1, página 7.

    INTRODUÇÃO
    Visando à simplificação da escrita do Português utilizado no Brasil, causa primordial da dificuldade em alfabetizar a população, apresenta-se um primeiro esboço de proposta de reforma ortográfica gradual para estudo e discussão pública.

    1º ANO
    1º semestre:
    O "S" substituirá o "SS", o "SC", o "Ç" e o "C" sibilante. Sertamente iso terá muita aseitasão, pois simplificará a língua com a eliminasão do "Ç", diminuirá o tamanho de sertas palavras, fazendo creser o interese pela reforma ortográfica.
    2º semestre:
    O "C", com som de "K", será substituído por este. O motivo de não manter o "C" apenas kon som de "K" é devido ao nome da letra "C" ser pronunsiado komo "se" e não "ke". Iso akabará kom dificuldades de alunos de alfabetização nas eskolas, prinsipalmente nas klases inisiais.

    2º ANO
    1º semestre:
    Akaba o uso do "X" e do "S" kom som de "Z", substituídos por "Z". Iso fasilitará a vida dos alunos e elimina sertas konfuzões ezistentes no uzo desas letras.
    2º semestre:
    Akaba o uso do "Z" kom som de "S" no final das palavras, substituído por "S". Dis o ditado popular, kada makako no seu galho. A reforma ortográfika pretende ke se tenha "kada letra kom seu uzo".

    3º ANO
    1º semestre:
    Akaba a eskrita de "X" entre vogais, em palavras komo "sexo", "nexo", "tóxiko", substituindo-se esas letras por "KS". Nas palavras escritas kom "XC", komo "excelência", "excessão", "exceto" ets., o "XC" será substituído pela letra "S" simples, para adekuar a eskrita à pronúncia brazileira, "eselência", "esesão", "eseto" ets.
    2º semestre:
    O "C", ke até o semstre anterior estará servindo para akompanhar o "H" na produsão do som de "X", será eliminado definitivamente. As palavras kom "CH" pasarão a ser eskritas kom "X", ke somente será uzado kom seu som xiado. Elas fikarão mais kurtas, komo "xave" e "kaxasa". A mudansa resolverá, para sempre, todas as dúvidas centenárias sobre a eskrita de algumas palavras, komo "xuxu" e "xíkara".

    4º ANO
    1º semestre:
    A eskrita kontinuará a ser simplifikada kom a eliminasão definitiva do desnesesário "Q" e da sua junsão kom o "U", komo em "QU" antes de "E" ou de "A", substituídos pelo "K". A partir desa reforma, dúvidas sobre o uzo do trema, ke frekuentemente atormentam nosos alunos, dezapareserão para senpre junto kom ele.
    2º semestre:
    O uzo do "H", komo letra muda, será kanselado para sempre. Nas palavras ke kontenham "LH", ele será substituído pelo "I", remanejando-se o asento da palavra. Iso resolverá um antigo problema dos alunos dos kursos de alfabetização, ke não entendem direito kuando se ensina a eskrita de palavras komo "vélio", toália" ets. O "H" pasará a ser uzado, eskluzivamente junto kom o "N", apenas em palavras komo "lenha" ou sozinho em abreviaturas, komo a da palavra "ora".

    5º ANO
    1º semestre:
    A letra "G" pasará a ter apenas o som de "G", komo na palavra "garra", não mais posuindo o som de "J". Iso ekonomizará letras desnesesárias, komo o "U" das palavras "gerra" ou "gizo", além de akabar para sempre kom sertas dúvidas, komo kom ke letra se eskreve "marjem", "viajem" ou "berinjela".
    2º semestre:
    A letra "M" terá sua aplikasão reduzida apenas ao seu uzo junto a vogais, komo en "mangeira". O entuziasmo pela reforma kreserá kuando palavras ke kontenham o som de "N" pasarem a ser eskritas apenas kom "N"! Kon iso, akaba a konfuzão en palavras komo "tanto" e "tanbén", ke pasarão a ter uma grafia mais lójika, sem regras tipo "antes de P e de B se eskreve...".

    6º ANO
    Nese ano, conpletada a faze do estabelesimento do uzo correto das letras, será inisiado o planejamento de uma reforma ortográfika konplementar, tanbén gradual, ke tratará, prinsipalmente, da modifikasão da grafia das palavras ezistentes de forma a retratar o mais ezatamente posível a pronúnsia do portugês falado no Brazil.

    Enbora de forma sinples e inkonpleta, sujerimos, a segir, alguns tópikos, dentre outros.
      Regulamentar o tradisional kostume, á muito tenpo adotado en todo o Brazil, de pronunsiar letras não eskritas en palavras komo "muito" e "também". Serão modificadas as letras en palavras ke não se pronunsian komo se eskreven. Entretanto, kuando o kostume de mudar a forma falada for apenas rejional, komo "arrôs", ke é pronunsiado pelos kariokas komo "arroix", pelos mineiros komo "arrois" e pelos gaúxos komo "arrôs", se usará a grafia tradisional. Palavras faladas kon a mesma prozódia en todo o país, terão obrigatoriamente a nova grafia, komo "fôrão einbora", "estivérão fujindo", "tanbêin xegei", "têin jente", "sêin xanse", "êin sima da meza", "eles se âmão" ets., o ke fasilitará múinto a alfabetizasão.

      Pasar a grafar o artigo definido maskulino "O" kom a letra "U", para fikar koerente kon a pronúnsia brazileira, komo êin "U ômein xama-se Jilson Gimarães".
      Pasar a grafar as palavras termindas em "O" kom a letra "U", kômu êin "U meu kárru é líndu", "Konprei un sapátu".
      Pasar a grafar as palavras termindas em "E" kom a letra "I", kômu êin "U meu korasão pertênsi a êli".
      Pasar a grafar as palavras êin ke o "L" têin son di "U", kômu êin "U meu automóveu novu keimou".
      Grafar as palavras ke são terminadas êin "ÃO" komo realmênti as pronunsiamos, "fakâun", "kâun", "Sâun Jorje" ets.

    KONKLUZÂUN
    Akreditâmus, sinseramênti, ki kon a reformulasâun da nosa ortografia, aliada áu esfôrsu dus profesôris brazilêirus, atinjirêmus a meta de akabar kon u anaufabetísmu ki enpobrési a nosa kultura e nus umília komo pôvu i komu nasâun.

    Alúnu 57-18, Braziu 3a Eskuadrília
    EPKAR

    Nota da Webmaster: Abaixo, transcreve-se texto pinçado de correspondência pessoal trocada com a webmaster, em 25-08-2005.
    Antônio Carlos: (...) "Em um daqueles O CON*DOR (jornal da turma do EPCar) que te indiquei existe um artigo meu sobre a ortografia. A origem daquilo remonta aos meus 4 anos. Eu tinha muita curiosodade em ler e meu pai me alfabetizou, isto é, me ensinou todas as letras maiúsculas. Aprendi como juntá-las para fazer palavras mas nunca havia escrito. Uma noite, lembro-me bem de querer fazer uma surpresa para ele (agora só lembro de coisas antigas, não sei mais o que fiz ontem). Peguei um lápis, papel e chamei o Argemiro para demonstrar minha sabedoria. Escrevi o nome dele assim, ARGMIRO. Ele me disse que faltava a letra E. Argumentei que não precisava, pois escrevi a letra G. Lembro-me de dizer a ele, "ora, pai, se Argemiro é com G por que escrever GE? Ele não me deu uma explicação que atendesse à minha inteligência e pensei, no alto dos meus quatro anos, que os adultos eram burros, gastavam letras que não eram necessárias. Fiquei todo feliz por me sentir mais sabido do que os velhos".



    Suas reflexões sobre as REFLEXÕES de Sara Maria Binatti dos Anjos...


    IRRETOCÁVEIS PALAVRAS

    Aluno 57-18, BRASIL

    O CON*DOR nº4, pág. 7 - jul-ago/2003.

    Prezada Sara Maria,

    O que aconteceu conosco? Que valores são esses? Que lares são esses? Quando foi que tudo sumiu ou ficou ridículo? Quando foi que senti amor pela última vez? Quando foi que esqueci o nome do meu vizinho? Quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida, calçado sem sentir medo? Quando foi que fechei a janela do meu carro? Quando foi que me fechei?

    Essas são as perguntas que você fez, Sara Maria, nas REFLEXÕES reproduzidas em nosso O Con*dor, edição de maio/junho deste ano, que muito nos emocionaram. Cada uma delas é o lamento de uma perda, tanto pessoal como também coletiva, que se adiciona a muitas outras que tivemos ao longo dos nossos caminhos. A maneira de escrever, as construções, as palavras, as idéias, os exemplos pinçados da realidade, tudo nos encantou, pois vemos, em letra de forma, o que todos sentimos: a perda da tranqüilidade e dos valores com o surgimento de novos paradigmas de comportamento social.

    Balanço das vidas

    Vida pior... A origem de parte desse caos social é bem conhecida. Ela vem de educação deficiente feita por pais e mestres relapsos ou comodistas, por pais que não receberam educação e não a podem transmitir, por pais que educam filhos para seguir a "Lei de Gerson", por pais que não têm tempo para dedicar a seus filhos, dentre outras razões.

    Além da educação deficiente ou mesmo inexistente, vivemos em um mundo de apelos. Compram-se seios novos, carros bonitos, peles esticadas. Compra-se tudo e para isso precisa-se de dinheiro. Às posses e às aparências associa-se a felicidade. Esses apelos ao consumo, muitas vezes, sepultam a educação e os valores éticos recebidos.

    As explicações completas para a gênese de tudo estão bem explícitas nas suas REFLEXÕES. Ao ler a sua queixa sobre furar filas, lembrei-me de três episódios. O primeiro ocorreu em um supermercado, quase na hora do fechamento. Havia apenas uma caixa aberta, com cerca de quinze pessoas que aguardavam atendimento. Uma moça aproximou-se da senhora que me antecedia, a primeira da fila, e pediu-lhe para entrar na sua frente. A senhora concordou. Não me conformei com a falta de urbanidade das duas e lhes disse, em voz alta o suficiente para ser ouvido por todos, que nós todos deveríamos ter sido consultados. Elas ficaram constrangidas, e criou-se um certo mal estar. Com pena delas, perguntei, ainda em voz alta, aos que estavam atrás de mim se concordavam. Todos balançaram a cabeça afirmativamente, aprovando com sorriso a lição ministrada.

    Em outra ocasião, também em uma fila, desta vez para compra ingressos para a Disneylândia, uma menininha sardenta, com seus sete ou oito anos, ficou bem próxima a mim, parecendo estar a esperar alguém. Aproximou-se a mãe que a pegou pelo braço, deu-lhe uma sacudida com certa violência e, em voz alta, disse-lhe para nunca entrar numa fila fora do final, porque aquelas pessoas que lá estavam chegaram antes dela.... Senti pena da criança, mas entendi que a mãe, dentro do seu papel de educadora, a preparava para o convívio social.

    Finalmente, mais uma vez na fila - agora em um Banco, com cerca de cinqüenta clientes aguardando - vi um sargento do Exército, fardado, vindo da parte de trás, parando ao lado de cada pessoa e dizendo-lhe algo. Fiquei curioso. Quando chegou a minha vez, ele me disse: "-O senhor permite que passe à sua frente? Tenho um problema muito importante para resolver e a fila está muito grande". Disse-lhe que sim e ele dirigiu-se aos demais à minha frente, até chegar ao balcão.

    O primeiro episódio relata uma possível deficiência na educação e o que podemos fazer, com delicadeza, para nos fazer respeitados, o segundo mostra a indispensável ação orientadora da família e o episódio final apresenta o resultado de uma boa formação familiar.

    Mudar o que já está feito é muito difícil, o que não significa que nos devamos acomodar. As armas que temos para entrar nessa luta são os nossos talentos. Você é uma pessoa de inteligência singular, com excepcional domínio do idioma e dadidática, dotada de grande capacidade de observação, capaz de tratar de um assunto extremamente angustiante, sem perder a calma, mesmo parecendo que todos ao seu redor a tenham perdido, para citar Kipling.

    A sua parte está cumprida, pois todos os seus talentos estão sendo usados, com muita eficiência, para acordar a nossa sociedade. Materializados nas suas lúcidas REFLEXÕES, eles sacodem as mentes de todos os que, lendo-as, se perguntam que ações adequadas e possíveis devem tomar para a reversão do mal. A resposta está na oração da sabedoria, que pede forças para mudar o que pode ser mudado. Basta a força da nossa vontade.

    Gotas de chuva

    No meio de toda a angústia dolorida que você nos descreve, a sua alma de poeta, aquela que junta as palavras que gostaríamos de ter escrito, nos presenteia e anima com uma belíssima mensagem de esperança:

    E viva o retorno da verdadeira vida, simples como uma gota de chuva, limpa como um céu de abril, leve como a brisa da manhã.

    Irretocáveis palavras.
    Que assim seja.
    Obrigado, Sara Maria.



    NICOLAU! NICOLAU!

    Aluno 57-18, BRASIL

    O CON*DOR - julho/agosto 1999.

    O paraense Aroldo Hage Nicolau, colega de Antônio Carlos na EPCar em Barbacena/MG

    É interessante a vida... O Nicolau foi quem me acolheu em sua casa no Rio e quem me deu a sua família de presente, quando eu era "bicho", em Barbacena. Ficou com pena de mim, pois, como "laranjeira", eu não ia para casa nos licenciamentos. Além de morar longe, eu era, como todos, muito duro, não dando para pagar a passagem, a não ser no fim do ano. Eu gostava de Hollywood, mas meu dinheiro só dava para fumar Mistura Fina.

    Sua família, assim como ele, foi a minha referência na idade pré-adulta. Criado no sul, em uma família onde carinho significava apenas boas escolas, nunca tinha visto um pai beijar o filho adolescente, nem esse filho sentar-se no colo da mãe, nem sobrinho menino chamar tio adulto de você, nem homens a se abraçar e dar palmadinhas no rosto um do outro. Aquela gente do Pará fazia isso... Foi uma mudança muito drástica. Passei a ver que existia uma outra sociedade, mais gostosa, onde as pessoas se tocavam e eram fraternas. Hoje, isso parece simples para mim, mas foi um aprendizado, uma mudança interna bastante complicada.

    Nasci em Porto Alegre. O sul do Brasil foi colonizado, apenas, muito depois do descobrimento. Porto Alegre, por exemplo, foi fundada há cerca de dois séculos e meio - novinha, novinha... Não havendo agricultura, não havia escravos, pois basta um homem e um cavalo para se tomar conta de três mil reses. Para lá, foram italianos, alemães, açorianos e muitos outros. Todos europeus. Isso se refletiu no jeito de ser e na aparência daquela gente do sul. São, ainda, muito branquelos. Minha cidade não era passagem para lugar nenhum. Os pólos de atração dos povos do nosso norte são Rio de Janeiro e São Paulo. Só ia ao Rio Grande do Sul, quem tinha de ir. Nada do que acontece por aqui, - vem gente do nordeste para ganhar a vida em São Paulo e acaba ficando no Rio - acontece por lá. Também o clima frio nunca favoreceu a migração interna. Dos anos 40, até quase os 70, lá não chegava ninguém de fora. Além da falta de atrativos e do frio, o transporte era trem, navio ou avião (este último, com pouca freqüência), pois as estradas eram precárias e, em muitos trechos, ainda de terra. Não havia televisão, e os meios de comunicação de massa eram incipientes. Tudo isso fez com que nós, isolados, ficássemos um pouco diferentes das pessoas dos outros estados mais ao norte. Eu, até meus 16 anos, nunca tinha conhecido um paraense, um amazonense, um rio-grandense-do-norte, um maranhense... Assim, fiquei encantado com o modo de ser daquela gente do Nicolau, todos muito alegres, amigos e descomplicados.

    A vida, porém, nos fez tomar rumos diferentes. Passaram-se os anos, voltei a ver o Nicolau nas nossas reuniões da Quase Perfeita. Lá estava ele, a mesma cara... Comparado com a maioria de gordos, carecas e barrigudos, parecia até que o danadinho tinha feito plástica. O mesmo comportamento afável e amistoso. Os quarenta anos de separação não me impediram de vê-lo, de novo, como o mesmo menino que teve de se esconder, na EPCAr, daquele soldado da PM que andava a sua procura. Lembram-se? O "meganha" ia à Escola e perguntava pelo aluno que tinha uma pinta no rosto. A gente fingia que não sabia de nada. O Elemento, com consciência muito culpada, ficou meses sem ir à cidade, com medo do marido furioso...

    Não digo que eu passasse o meu tempo com saudade do Nicolau. Todos os meus companheiros são sempre presentes, como um braço ou uma mão. Fazem parte de mim. A dor vem quando perdemos esses nossos pedaços. Mas esse irmão foi uma peça importante na minha formação de homem, mudando-me com seu exemplo e com o que aprendi na casa do velho (?) Arlindo Nicolau João, onde fui acolhido como filho e irmão. Sei que o Nicolau, com seu ar de gentleman, aliado ao de homem simples, fará muita falta para todos nós, seus amigos, e para a sua família. Mas também sei que será muito bom chegar lá no Céu, de táxi, assim como o Luzardo, e dizer ao Aroldo:

    - Ô Elemento, avisa aí ao Arlindo e à Coroa que eu vim morar com vocês de novo! E, desta vez, para sempre!



    CARTA ABERTA A MEU PRIMO

    Marília Cechella
    Webmaster da página http://assisbrasil.org/joao
    (Família de João de Sousa Brasil)

    Antônio Carlos,

    Hoje é o seu aniversário e esta página é o meu presente para você.

    Você já estava a merecê-la há muito tempo! Por tudo o que fez até aqui. Basta um simples passar de olhos em seu currículo para perceber que você sempre soube usar adequadamente os talentos que Deus lhe deu. E - muito importante - não só em seu próprio proveito, mas também em benefício da sociedade e da Pátria. Sua trajetória mostra um profissional brilhante em todos os lugares por onde passou.

    Por outro lado, aqueles que têm o privilégio de lhe conhecer um pouco mais a fundo e de compartilhar suas idéias, como eu, sabem que por trás do dedicado engenheiro e do profissional bem-sucedido, existe uma grande pessoa.
    Um homem íntegro, um cidadão correto, respeitador dos valores morais, um bom pai, um bom irmão, um bom amigo.
    Um espírito lúcido, que aposta na vida, que tem esperança e enfrenta desafios com otimismo.
    Um jovem sexagenário que não permitiu que o tempo esclerosasse os seus sentidos, que tem disposição de viver, de crescer, de renovar atitudes e aprender novas lições sempre.

    Por tudo isso, depois de ter finalizado a edição do seu histórico profissional, desejei mostrar, também, um pouco de sua figura humana. Neste aspecto, sei que seria difícil fazer algo completo, mas estou certa de que aqueles que sabem ler, conseguirão "enxergar" você sem muito esforço, nos seus textos, comentários e histórias acima. Você se mostra muito quando escreve. A palavra escrita funciona, em você, como uma forma de desnudamento da alma. Assim, julgo que os visitantes desta página poderão facilmente identificar o que você é: um GRANDE HOMEM!

    Tenho muito orgulho de termos o mesmo sangue nas veias, Antônio Carlos.

    De sua prima que lhe admira,

    Marília

    Santa Maria/RS, 16 de fevereiro de 2006.



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