ALEGRETE-RS


Alegrete antigo (1938): Praça (sul)

Ao fundo, da esq. para dir.: Residência de Amadeu Bicca de Medeiros, Cel. Antônio de Oliveira Macedo,
Francisco Carlos de Sá Dornelles e Alpheu de Sá Dornelles.


" Ah, pátria amada Alegrete, patrimônio histórico há muito tombado nos anais da minha saudade e definitivamente catalogado entre os meus afetos! Irreversível nas minhas remembranças".

José Bicca Larré
Jornalista e escritor alegretense, radicado em Santa Maria/RS.
Membro da Academia Santa-Mariense de Letras.



PATRIAZINHA

José Bicca Larré (*)
Do livro Sereias & Lobisomens: das pessoas e das coisas - Contos e Crônicas.
Associação Santa-Mariense de Letras, 1995.


Praça Getúlio Vargas (parte sul) - Igreja Matriz (foto de M.Cechella)

Minha pequena pátria da infância distante. Alegrete.

Exílio de ti que me impus, há quanto tempo!

Saudade que engordo e nutro, cada dia do meu Ibirapuitã companheiro, úmido e frio, caudaloso, coleando peixes nas corredeiras, dormindo outros nos poços sem fundo, escuros, de grutas submersas. Rio-mar-infância banhando corpos de sereias, aquecido ao sol. De seixos, de limo, de grandes pedras negras e de areias brancas. Ibirapuitã que me ensinou a nadar e a me afogar, a remar e a pescar.

Praça Getúlio Vargas: Banco do RGS - Forum - Clube Cassino. No fundo, rua Gal. Neto, com Colégio
das Freiras (Divino Coração), à esquerda (foto de M.Cechella).

Alegrete das velhas vilas esquecidas, presentes todas nas minhas relembranças. Canudos, Restinga, Vila das Latas, Coxilha, bairros satélites; todos interstícios sócio-econômicos entre a cidade e as fazendas. Fábricas intermináveis de domésticas e prostitutas, operários-carroceiros, crianças, anjinhos e trabalhadores de salário menor e changas pelas ruas.

Minha pátria miniatura, de pecuária e plantações. Flórida gaúcha de rebanhos puros, bovinos e ovinos, muito mais que os humanos. Paisagem de criaturas torturadas e pobres. Alegrete dos casarios baixos, das ruas sem calçadas, suburbanas, entrando pelas portas, na mais pública das intimidades.

Rica e pobre pátria minha, histórica e lendária. Ponte de pedra dos combates revolucionários e rastros do esplendor da Capital Farrapa de um tempo que passou.

Pátria de intelectuais e guapos, de belas mulheres e de mil histórias antológicas, contadas umas, esquecidas outras, nas páginas amarelas da Gazeta, meu primeiro jornal-amor.

Rua Ipiranga, hoje Gaspar Martins (Calçadão) - Clube Caixeiral à direita (foto de M.Cechella)

Conta-me, Alegrete, dos teus filhos que já sepultaste entre os muros carcomidos do velho Cemitério Municipal. Ênio Campos, Antônio Brasil Milano, Felisberto Coelho, Ciro Leães, Hermínio Alves, Eutiquiano Gomes, Salustiano e Gregoriano Ferreira; e Hyran, meu querido irmão? Que é feito deles? E o Dr. Lisboa, e o general Pedro Palma, meu segundo pai? E o Ladário Souza, lendário? E Rui Ramos e dona Neíta, sua mulher, que me ensinou geografia. E o finado Marcos Larré, meu pai? E o tio Eugênio, meu primeiro padrinho prometido, com sua imensa cultura. Poliglota, ensinou-me, entre os seus joelhos, letra e música da "Marselhesa". Pena que convivi tão pouco tempo com ele. Mas me deixou primos muito queridos. A Alba, em primeiro lugar. E a Neda, neta e minha quase irmã. E Oswaldo Dornelles, e o coronel Laurindo Ramos? E o velho Antônio Alves, da farmácia? E o sempre vivo João Peres?

E o nosso Mário Quintana, que, enquanto pôde, fugiu da megera, até que ela lhe fez a derradeira emboscada? E o nosso Oswaldo Aranha, amigo de meu pai, galista inveterado?

Praça de Alegrete, com quiosque ao fundo (foto de M.Cechella).

Alegrete da velha praça e da praça nova também. Relembro a rua "timpina" que me traz outras ruas antigas. A dos Andradas era como uma estrada asfaltada. A ltapiru era conivente nas minhas fugas para o rio. A Mariz e Barros levava ao futebol, à ponte, às carreiras e à aviação. A Dr. Lauro ligava a hidráulica e o cemitério com a prostituição, que começava na Pensão da Anita e terminava no submundo luético do "Duzento", nos Canudos, onde se morria de tiro, facada ou doença venérea. Submundo de uma sociedade levada à extrema simplificação, onde predominavam réus, vítimas e testemunhas!

Av. Freitas Valle - passagem para o Colégio Oswaldo Aranha (foto de M.Cechella)

A Avenida Freitas Valle era o cordão umbilical com a instrução, a cultura, os namoros de estudante e a estação ferroviária. A Delegacia de Polícia, o Correio, o Colégio das Freiras, o tênis e o basquete. Já a rua Ipiranga nos tornava sociáveis no passeio noturno de vai-e-vem, no café, no Cinema Ipiranga, umas poucas vitrines e o Clube Caixeiral.

Havia mistérios insondáveis e segredos-tabus: a Sociedade Italiana, a Casa Queimada, a estátua do "Manequinho", a Pedra Grande, o Chalé dos Portela, a Maçonaria. E a Igreja Metodista, com o diabo atrás da porta, como nos ensinavam na catequese os nossos piedosos padres...

Estátua do Manequinho (Manoel Freitas Valle Fº), no centro da Praça Getúlio Vargas (foto de M. Cechella)


Ah, pátria amada Alegrete, patrimônio histórico há muito tempo tombado nos anais da minha saudade e definitivamente catalogado entre os meus afetos!

Irreversível nas minhas remembranças.




José Bicca Larré, autografando três de seus livros, como Patrono da Feira do Livro de S.Sepé/RS, 
em 2005.

Nota da webmaster:
(*) JOSÉ BICCA LARRÉ nasceu em Alegrete/RS, em 1929. Começou a carreira de jornalista com 14 anos de idade, no 1° jornal do Rio Grande do Sul, o Gazeta do Alegrete. É autor dos livros “Sereias e Lobisomens” (1995), “Maçonaria Esotérica para Maçons e um pouco de História também” (1999), “Tintim por Tintim - Memórias de um Jornalista” (2002), “A Estrela Dalva” (2003), "Crônicas do diário" (2007) e "O cego e a prostituta" (2008). Trabalhou como jornalista na imprensa de Porto Alegre, Caxias do Sul, Alegrete e Santa Maria. É membro fundador da Associação Santamariense de Letras (hoje Academia SL), tendo participado de todas as edições de produção coletiva publicadas por essa antiga Associação. É membro da Academia Brasileira Maçônica de Letras e pertence à recém-criada Academia Santa-Mariense de Letras. É contista e cronista, tendo publicado inúmeras produções em jornais, revistas e livros. Recebeu prêmios literários nacionais, estaduais e municipais. Em 2005, Bicca Larré foi o Patrono da Feira do Livro de São Sepé/RS. Mantém uma coluna nas edições de fim de semana, no caderno "Mix", do jornal Diário de Santa Maria (pertencente à RBS), desde o lançamento desse prestigioso diário. Em 2007, Larré foi o Patrono da Feira do Livro de Santa Maria/RS.


DO ALEGRETE

José Bicca Larré
Do livro Crônicas do diário.
Academia Santa-Mariense de Letras, 2007.


Farmácia na rua Barão do Amazonas, esquina com a rua Alm. Tamandaré, em Alegrete/RS (foto M.Cechella - 04/03/07)

Um antigo adágio popular ensinava que "cada roca tem seu fuso e cada povo tem seu uso". Verdade. Os pelotenses dizem que são "di" Pe1otas. Já os bageenses são "de" Bagé. E os alegretenses afirmam, com o orgulho natural dos que nasceram lá, que são "do" Alegrete. Em oposição ao maneiroso e delicado "di" dos pelotenses, os do Alegrete pressupõem ser de uma terra de machões. As cidades todas precedem seu nome distintivo com esse substantivo feminino que as designam como urbes. Cidade de Passo Fundo, cidade de Uruguaiana, ou de Jaguarão, Santo Ângelo, etc.

Os nascidos em Alegrete fazem questão de identificar seu lugar de nascimento como masculino. E não deixam por menos: o Alegrete, sou "do" Alegrete. Puro machismo, só justificado pelo orgulho que sentem de sua cidade. Tratam e sentem o Alegrete como uma patriazinha lindeira com os demais municípios da região pampeana. Como se fosse um país independente, vizinho e "hermano".

Piquete dirigindo-se para o desfile Farroupilha, no dia 20 de setembro (Dia do Gaúcho).

De onde vem esse orgulho de ser do Alegrete? Creio que a história do Rio Grande, de fato, passou por lá. Alegrete é o coração e centro geográfico da fronteira oeste. Foi capital farroupilha. Berço de grandes combates históricos. Foi o maior município na formação geográfica do Estado (*). Naqueles tempos das sesmarias, quase todos os municípios da planície do pampa rio-grandense, pertenciam ao mapa alegretense. Por assim dizer, Alegrete era o grande e único município daquela região de campos planos e pastagens nobres. Uruguaiana, Livramento, Quaraí, São Francisco de Assis, Rosário do Sul e etcéteras, eram distritos do Alegrete, que se foram tornando independentes e progressistas ao longo do tempo. Mas, ainda hoje, Alegrete é o maior município do Estado.
É curioso esse destino do meu Alegrete. Falo na sua tradição de "exportar" seus filhos. Economia rural de seletiva concentração de renda, não consegue manter os que nascem lá, mas aspiram ser mais do que comerciários e bancários. E os jovens alegretenses debandam, na busca de oportunidades melhores e de posições sociais maiores. Sempre a muito contragosto.

Essas razões, somadas a fatos históricos que são de todos conhecidos, explicam esse êxodo dos alegretenses. Lá, nasceram figuras ilustres inumeráveis, no campo da medicina, das artes, da política, da literatura e do magistério superior. Oswaldo Aranha, cidadão do mundo, e Mário Quintana, nosso maior poeta, são exemplos disso. "Patrícios" do Alegrete já ocuparam posições de destaque, como a presidência da Farsul, a direção da Faculdade de Medicina de Porto Alegre (**), o exercício do jornalismo nos mais importantes diários do Rio Grande do Sul, e as letras, que marcaram uma tradição de grandes valores alegretenses.

O orgulho de ser "do Alegrete" é telúrico. Gera um gentílico admiravelmente típico. Os do Alegrete se consideram "patrícios" entre si. Já ouvi mais de um alegretense extraviado por aí em terras alheias, afirmando com toda convicção: "Sou natural do Alegrete, pela graça de Deus". Outro, mais gaiato, dizia: "Modéstia à parte, sou do Alegrete". De outro já escutei a afirmação: "Não é gabolice minha, mas nasci no Alegrete. Posso provar".

Mapa do estado do Rio Grande do Sul - município de Alegrete em vermelho

Nota da webmaster
(*) Alegrete é o maior município do estado do Rio Grande do Sul em extensão territorial (7.803 km2) e sua população estimada é de ~88.000 habitantes (2006 - IBGE).

No processo de criação dos municípios do Rio Grande do Sul, Alegrete ocupa o oitavo lugar, desmembrado do município de Cachoeira do Sul que, por sua vez, originou-se do município de Rio Pardo, em 1819. Do grande município de Alegrete surgiram os municípios de Uruguaiana, Livramento, Departamento de Artigas (no Uruguai), Quaraí, parte de Rosário do Sul, parte de Bagé e parte de Manoel Viana.

O município tem como riqueza, nos últimos 200 anos, a criação extensiva de gado (rebanho bovino= 536.636 cabeças, o maior do estado; rebanho ovino= 423.446 cabeças) e, nos últimos 50 anos, a lavoura orizícola (45.000 ha).


Fonte: http://www.alegrete.rs.gov.br/2006/dados.php


(**) Médicos alegretenses que foram Reitores da UFRGS:
Dr. Antônio Saint Pastous de Freitas (radiologista) - Reitor de 1943-1944
Dr. Eduardo Faraco (cardiologista) - Reitor de 1968-1972
Dr. José Carlos Fonseca Milano (clínico geral) - Reitor de 1964-1968
Dr. Luiz Francisco Guerra Blessmann - (ortopedista) - Diretor da Fac. Medicina/UFRGS - 1935-38; e 1954-1956.

Fonte:
- "Alegrete em Fatos" (autor: Prof.Danilo Assumpção dos Santos, 2007 - Centro de Pesquisas e Documentação de Alegrete).
- História Fac.Medicina da UFRGS: http://www.famed.ufrgs.br/historia/christfischer.htm



ALEGRETE - "a cidade mais gaúcha do Rio Grande do Sul"

Desfile no Dia do Gaúcho em Alegrete, na Praça Getúlio Vargas, em 20-09-2007.

Alegrete, ex-capital farroupilha, é considerada "a cidade mais gaúcha do Rio Grande do Sul" e seus filhos muito se orgulham desse título. Em cada Dia do Gaúcho (20 de setembro), faça chuva ou faça sol, cerca de 8.000 cavalarianos - de todas as idades, classes sociais e sexo - desfilam orgulhosos pelas principais ruas da cidade, com suas roupas primorosamente típicas e suas montarias ricamente ajaezadas. É o maior desfile, deste tipo, no mundo inteiro.

Neste 2007, os cavalarianos alegretenses deram uma prova incontestável disso. Em meio a uma chuva fina, foram milhares deles que passaram garbosamente na Praça Getúlio Vargas, subindo a rua Mariz e Barros, descendo a Vasco Alves, prolongando-se pela rua dos Andradas, até a dispersão na Praça Nova. Havia orgulho de ser gaúcho, estampado em cada uma das fisionomias e muitos dos que desfilaram, já haviam abrilhantado o desfile do distrito de Passo Novo e também da vizinha cidade de Manoel Viana.

O público, mesmo com a chuva fina que volta e meia insistia em cair, não arredou pé e aplaudiu as encenações históricas, as prendas, os peões mirins e, naturalmente, os tradicionalistas de sempre. Com a presença da RBS TV transmitindo para todo o Estado, o desfile em Alegrete ganhou a visibilidade que há muito merecia.

Fonte:
- Jornal Gazeta de Alegrete (Editorial) - edição de 22-09-2007.




Mulheres alegretenses no desfile do Dia do Gaúcho/2007.

Os Centros de Tradições Gaúchas e seus Piquetes filiados esmeraram-se nas indumentárias e produção da temática deste ano: Assim se Movimentou o Gaúcho, retratando a evolução dos meios de transporte e de locomoção dos gaúchos ao longo da história (carreta de bois, cavalos, charretes, aranhas, carroças, etc).

Desfile no Dia do Gaúcho, na praça de Alegrete, em 20-09-07. Foto: Marco Santierri - www.doalegrete.com.br.


Clique aqui (http://br.youtube.com/watch?v=nCEYKb40aIk) para ver um vídeo sobre o desfile.

Desfile no Dia do Gaúcho em Alegrete, na Praça Getúlio Vargas, em 20-09-2007.

Nas imagens, fatos e vultos históricos dos primórdios da cidade são relembrados, bem como sobre a Revolução de 1923 - a luta política entre maragatos e chimangos, quando aqueles levantaram-se contra uma suspeita reeleição de Borges de Medeiros para o quinto mandato como presidente do Estado (governador).

Foi feita uma simulação do famoso combate sobre a ponte do rio Ibirapuitã, entre as forças de Flores da Cunha (líder chimango) e de Honório Lemes (líder maragato).

Foi, também, representado o batalhão de Vasco Alves Pereira - alegretense que teve importante participação na Revolução Federalista de 1893.

Foi, ainda, relembrada a formação da Aliança Liberal (fusão dos maragatos e chimangos do RGS com mineiros e paraibanos) na Revolução de 1930 - movimento este articulado politicamente e organizado militarmente pelo alegretense Oswaldo Aranha e que acabou por derrubar o então Presidente Washington Luiz. Na seqüência, Getúlio Vargas assumiu a chefia do "governo provisório", marcando o fim da República Velha e Oswaldo Aranha assumiu o Ministério da Justiça e Negócios Interiores.





A bandeira do Rio Grande colada ao peito
atesta o orgulho de ser gaúcho do alegretense.

Clique aqui (http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1222037044 para ver fotos sobre o desfile gaúcho de 2008.


(RE)VIVER EM ALEGRETE

Maria Luiza Vargas Ramos*

"Todos cantam sua terra, também vou cantar a minha..."

Vista aérea da praça Getúlio Vargas (Autoria da foto: desconhecida)

Para quem abriu os olhos para a vida numa primavera alegretense na rua Mariz e Barros, aprendeu as primeiras letras no "Oswaldo Aranha" e as primeiras orações na Igreja Matriz, dançou sua primeira valsa no Casino e namorou no Cine Glória e no Quiosque da Praça... viver ou reviver em Alegrete nas férias e feriados é mais do que um prazer, é mesmo uma necessidade.

Vista aérea da praça Getúlio Vargas, podendo-se ver a Igreja Matriz numa de suas faces.
O céu alegretense, como é o seu habitual, muito limpo e intensamente azul (tipo "céu de brigadeiro").

Entre as ruas, as árvores e o meu povo sinto-me inteira, encontro minhas referências e as razões de tudo o que sou e não sou; as respostas para meu jeito de ver e sentir as coisas, as pessoas e a própria Vida.

Os alegretenses, para mim, têm o olhar mais franco, o sorriso mais aberto e as histórias que contam têm mais ressonância, porque também as vivi.

Meus amigos, os pais dos meus amigos e agora os filhos deles são galhos de árvores conhecidas, cujas sementes nunca caem muito longe do tronco.

O mate é mais amargo e espumante, o churrasco mais suculento, a chula mais bem dançada e, na música, temos o Canto Alegretense que já virou hino do Rio Grande.

Recordista em CTGs e escolas de dança clássica e piano, este é o meu Alegrete, famoso por tudo e por nada, reconhecível pela sua "diferença" no cenário gaúcho.

A cidade grande, com seus teatros, bares e festas famosas absorvem-nos num conveniente anonimato, possibilitando maior crescimento individual. Nossa alma gaudéria , no entanto, revigora-se a cada volta, revendo os amigos, recebendo cumprimentos afetuosos pelas ruas, inteirando-se do destino de cada um e da cidade - berço de todos.

Vista da cidade ao longe, em dia de lua cheia

O céu de Alegrete é mais próximo, as estrelas mais brilhantes e a lua cheia ilumina, escandalosa, cada recanto do pago. É um verdadeiro planetário à noite e uma festa luminosa durante o dia, quase sempre com "céu de brigadeiro".

Vista da cidade ao longe, em noite de lua cheia.

O verão é mais quente, o inverno mais gelado e o Minuano serpenteia com gosto por entre o Ibirapuitã e o Caverá.

Isso faz da nossa gente gaúchos mais campeiros, prendas mais faceiras, poetas mais inspirados e escritores mais "modestos", como esta que vos fala e que, modéstia à parte, também é alegretense. Ainda bem!

Setembro de 1993.




Nota da webmaster: Maria Luiza Vargas Ramos (2007).
(*) MARIA LUIZA VARGAS RAMOS nasceu em Alegrete em 09-11-1952, filha do casal Gaudêncio Ramos e Conceição Vargas Ramos. Professora de Português, Inglês e Literatura no Ensino Fundamental, Médio e Superior, graduou-se e pós-graduou-se em Letras nas seguintes instituições de ensino: Fundação Educacional de Alegrete - atual URCAMP (Graduação); UFSC (Mestrado) e UFRGS (Doutorado), na área de Literatura Brasileira. Escreve no jornal Gazeta de Alegrete desde os quinze anos, como colaboradora e cronista. É radicada em Florianópolis/SC, onde se classificou por duas vezes em Concursos Literários dos Servidores Estaduais (2005 e 2006).
Em 2007, lançou o seu primeiro livro: Gazeteando - Crônicas de Um Pequeno Grande Mundo.
No seu blog (SIMPLESMENTE MARIA - http://cinquentinhas.blogspot.com ) escreve crônicas quase diariamente.



A PRAÇA E O CONSULADO

Andréa Motta de Oliveira (*)
Crônica publicada na Gazeta de Alegrete.



Praça Getúlio Vargas - centro da cidade de Alegrete (foto: www.onossoguia.com.br)

A Praça Getúlio Vargas é o coração de Alegrete! É impressionante a circulação diária de pessoas e a explosão demográfica que acontece aos domingos e feriados... Os carros circulam sem parar, estacionamento é uma dificuldade, todos disputam o melhor lugar, lá vêem e são vistos... Nas festas do final de ano então, nem se fala! Muitos retornam... Amigos que havíamos perdido no tempo e no espaço... Histórias, recordações e novidades pintam do nada, tudo acontece!

Quiosque da Praça Getúlio Vargas de Alegrete - à noite (foto: www.onossoguia.com.br)

Inevitável! Chegam à terrinha loucos de sede! Deve ser culpa do clima... Rumam direto ao Quiosque, que funciona como “Consulado do Município”... Moacir, Ademir e Ildo (proprietários) são os cônsules e prestam excelentes serviços... Inclusive como ponto de informações turísticas para os que estão um pouco perdidos... Logo, acontecem os encontros... O Quiosque funciona como escritório e sala de visitas... A Praça Getúlio Vargas é o quintal de nossas casas... Por lá passamos a infância e juventude, namoros e beijos se misturaram ao gosto do chimarrão...

Praça Getúlio Vargas - centro da cidade de Alegrete (foto: www.onossoguia.com.br)

O espírito farroupilha, faz com que os filhos dessa terra sempre que possível retornem... Uns de mala e cuia, outros dão uma passadinha para matar a saudade... Os forasteiros que bebem a água do Ibirapuitã rezam a mesma cartilha... Certamente chegaremos à chamada melhor idade, como freqüentadores de carteirinha do Consulado, e cada vez mais íntimos dos cônsules... Que bom se esse povo todo que está ausente, espalhado pelos cinco continentes, aparecesse para uma boa noitada... Fico só imaginando... Eles costumam referenciar o Quiosque como o melhor lugar do mundo... O que eu concordo plenamente! Sentem inveja de nós, afinal, o Quiosque é logo ali...

Praça Getúlio Vargas - centro da cidade de Alegrete (foto: www.onossoguia.com.br)

As mesas estão lotadas, porém sempre encontramos um conhecido que chegou primeiro, e nos convida a sentar... Depois de estarmos por lá é uma perdição... Gritamos logo:_”Por favor, a mais gelada que tiver”! E ficamos esperando... Um bom papo com amigos e “loiras geladas”, lá se vai mais uma saideira... Aí é que mora o perigo! Pobre do Ibirapuitã na hora de curar essa ressaca... Haja água! Muita água!

Não me perguntes onde fica o Alegrete, segue o rumo do teu próprio coração...


Andréa Motta de Oliveira - na estância da família em Alegrete (2006).

Nota da webmaster:
(*) ANDREÁ MOTTA DE OLIVEIRA nasceu em Alegrete/RS, em 16-12-1963, filha de Celestino Nogueira de Oliveira e Tânia Motta. É formada em História Geral (Porto Alegre/RS), com pós-graduação em História da Arte (Lisboa/Portugal). Reside em Alegrete, onde é professora (atual Diretora do Museu Oswaldo Aranha), cronista do jornal Gazeta de Alegrete e produtora rural.






IMAGENS de ALEGRETE


Residências antigas na praça principal de Alegrete.

A imagem mostra um conjunto de residências antigas de Alegrete, junto à praça principal (Praça Getúlio Vargas). Da dir. para esq., estão as residências que pertenceram a Alpheu de Sá Dornelles, Francisco Carlos de Sá Dornelles, Cel. Antônio de Oliveira Macedo e Amadeu Bicca de Medeiros. Esta última propriedade hoje é o MUSEU de ARQUEOLOGIA e ARTES JOSÉ PINTO BICCA DE MEDEIROS.

A foto dos casarões é da autoria de Edelweiss Bassis, faz parte do livro Cidades Gaúchas, organizado e editado pelo poeta Luiz Coronel, e ilustra o poema Alegrete do poeta alegretense Élvio Vargas. A foto menor inserida na parte superior é a escultura do Negrinho do Pastoreio, de Vasco Prado - "O Negrinho Triunfante" - colocada no centro de um dos parques da cidade (Parque Rui Ramos).


Nota da webmaster:

Museu de Arqueologia e Artes José Pinto Bicca de Medeiros (foto: M.Cechella/out2006).

O prédio do atual MUSEU de ARQUEOLOGIA e ARTES de ALEGRETE (MAARA) foi erguido em 1898, por Amadeu Bicca de Medeiros, que deixou por herança a seu filho único José Pinto Bicca de Medeiros. Por doação do Dr. José Bicca de Medeiros, o prédio n° 158 da Praça Getúlio Vargas passou à propriedade da Fundação Educacional de Alegrete (FEA), à época mantenedora dos cursos superiores na cidade, juntamente com um acervo de 70 obras de renomados artistas plásticos. Posteriormente, a FEA foi integrada à URCAMP - Universidade da Região da Campanha, financiada e administrada pela Fundação Átila Taborda, de Bagé-RS.

O Museu de Artes José Pinto Bicca de Medeiros foi inagurado a 01 de dezembro de 1985, contando com o inestimável trabalho da Profª. Vera Álvares da Cunha e do Prof. Carlos Roberto Leães, que aumentaram o acervo para cerca de 500 obras de arte. Este acervo compõe-se de esculturas (metal, madeira, terracota), desenhos, pinturas e gravuras (procedentes de 30 países).

Desde 25 de setembro de 2001, passou a denominar-se Museu de Arqueologia e Artes José Pinto Bicca de Medeiros, quando o NEPA - Núcleo de Ensino e Pesquisas Arqueológicas - passou a integrar a instituição.



Casarão do Parque Dr. Lauro Dornelles (foto: da Internet, site www.onossoguia.com.br/alegrete ).





Casarão no Parque Dr. Lauro Dornelles - antiga escola profissionalizante (agrícola) para meninos carentes, a qual funcionava em regime de internato, idealizada pelo Prefeito (Intendente) à época, Dr. Lauro de Sá Dornelles. O local era conhecido como Patronato – e assim o é até hoje. Posteriormente, o Intendente doou a área à Associação Rural de Alegrete, que o detém até os dias de hoje. Em homenagem ao seu criador, o local é chamado de Parque Dr. Lauro Dornelles e sedia eventos rurais do município.



Fonte dos dados históricos: Centro de Pesquisas e Documentação de Alegrete (CEPAL) - Presidente: Professor Danilo Assumpção Santos.
Fotos: Marília Cechella e http://www.onossoguia.com.br.




AS RUAS DE ALEGRETE

Hélio Ricciardi

"As ruas de Alegrete são um tanto estreitas.
Quem as projetou teria necessidade, assim tanto, de calor humano?
Acho que sim, eu não poderia ter nascido e sobrevivido sem o calor humano que eu sinto nessas ruas."



(...) "Batizei de Alegrete / os reinos silenciosos / da cidade que inventei..." (Élvio Vargas)



Calçadão - rua Gaspar Martins


Calçadão - Banco Banrisul - foto de M.Cechella/mai2005.







Calçadão - rua Gaspar Martins.




Clube Casino Alegretense - foto de M.Cechella/mai2005.










Clube Casino Alegretense.





Ponto de encontro dos homens alegretenses, na praça, em frente ao Quiosque - foto de M.Cechella/mai2005.









Ponto de encontro dos homens, na praça (em frente ao Quiosque e próximo ao Clube Casino Alegretense).





Quiosque da praça - foto de M.Cechella/nov2006.










Quiosque da praça - bar e restaurante.
À esquerda, há uma parte coberta e outra com mesas ao ar livre.





Quiosque da praça - foto de M.Cechella/nov2006.









Quiosque da praça - à direita, ficam mesas ao ar livre, muito freqüentadas nas noites de verão e primavera.





Praça Getúlio Vargas - foto de M.Cechella/mai2005.









Praça Getúlio Vargas - caminho em direção à rua Mariz e Barros.





Praça Getúlio Vargas - caminho em direção ao Arco do Triunfo (monumento em homenagem aos expedicionários que lutaram pela FEB na II Guerra Mundial) - foto de M.Cechella/mai2005.









Praça Getúlio Vargas - caminho em direção ao Arco do Triunfo (Monumento ao Expedicionário), em homenagem aos pracinhas brasileiros que lutaram pela FEB (Força Expedicionária Brasileira), na II Guerra Mundial.





Arco do Triunfo na praça principal, à direita; ao fundo Igreja Matriz - foto de M.Cechella/out2006.









Igreja Matriz, ao fundo. À direita, o Arco do Triunfo (Monumento ao Expedicionário), na praça principal. No alto deste, há uma inscrição Dulce et decorum est pro patria mori
("É doce e digno morrer pela Pátria").





Praça Getúlio Vargas - foto de M.Cechella/out2006.









Praça Getúlio Vargas. Ao fundo, à direita, vê-se o chafariz.





Praça Getúlio Vargas - estátua em homenagem às mães - foto de M.Cechella/mai2005.









Praça Getúlio Vargas - estátua em homenagem às mães.
Ao fundo, a lateral do monumento à FEB (Arco).





Praça Getúlio Vargas - chafariz - foto de M.Cechella/mai2005.









Praça Getúlio Vargas - chafariz.
O chafariz foi uma oferta da comunidade libanesa à cidade.





Praça Getúlio Vargas - no fundo, à esquerda, o chafariz (foto: www.onossoguia.com.br)









Praça Getúlio Vargas - no fundo, à esquerda, o chafariz.





Praça Getúlio Vargas - ao fundo, no centro da praça, a estátua em homenagem ao ex-Intendente Manoel de Freitas Valle Filho - Manequinho (26-05-2005) - foto de M.Cechella.









Praça Getúlio Vargas - ao fundo, no centro da praça, a estátua em homenagem ao ex-intendente (prefeito) Manoel de Freitas Valle Filho ("Manequinho").





Prefeitura de Alegrete - foto de M.Cechella/mai2005.









Prédio da Prefeitura, em frente à praça principal.





Palacete dos Dornelles, na praça principal - foto de M.Cechella/mai2005.










Palacete da Família Dornelles, na praça principal, em diagonal à Igreja Matriz, hoje residência do neto Alpheu ("Féco") Dornelles.





Residências antigas na praça principal de Alegrete - foto de M. Cechella/out2006.









Residências antigas, em frente à praça principal.
A primeira pertencia ao advogado e pecuarista Dr. José Pinto Bicca de Medeiros; hoje é o Museu de Artes e Arqueologia (MAARA).





Residências antigas na praça principal de Alegrete - foto de M. Cechella/out2006.









Residências antigas, em frente à praça principal.
As duas primeiras (da esq. para dir.), hoje são usadas para atividades comerciais; apenas o palacete dos Dornelles (última, à direita) permanece como residência da família.





Prédio central do URCAMP - campus Alegrete (Ex-Fundação Educacional de Alegrete) (26.05.05 - foto M. Cechella).









Prédio da URCAMP - Universidade Regional da Campanha, ao lado da Igreja Matriz, em frente à praça principal. O prédio ao fundo, à direita, também pertence à URCAMP-Alegrete (antes foi agência do Banco do Brasil).





Avenida Freitas Valle, com colégio Oswaldo Aranha ao fundo (foto de M.Cechella/mai2005)









Av. Freitas Valle e, ao fundo, colégio Oswaldo Aranha.






Instituto de Educação Oswaldo Aranha - (foto: www.onossoguia.com.br)









Instituto de EducaçãoOswaldo Aranha, o mais tradicional colégio da cidade, por onde passaram várias gerações de alegretenses.





Instituto de Educação Oswaldo Aranha (IEOA), em março/2007, após pintura e reforma  (foto: Marília Cechella)









Colégio Oswaldo Aranha - após pintura e reforma (março/2007).







Colégio Divino Coração - foto de M.Cechella/mai2005.










Colégio Divino Coração ("colégio das freiras").






Rua Gal. Neto - Colégio Divino Coração  (foto: Marília Cechella - março/2007)









Colégio Divino Coração - rua Gal. Neto.
Na esquina da próxima quadra, vê-se a parede lateral do Clube Casino e, ao fundo, a torre da Igreja Matriz.







Escola Estadual Demétrio Ribeiro - foto J. Airam Vasconcellos.









Escola Estadual Demétrio Ribeiro, na rua Gal. Sampaio.
Importante colégio de Ensino Fundamental (primário). Há alguns anos, incluiu o Ensino Médio.





Centro Cultural Adão Ortiz Houayeck, em frente ao colégio Oswaldo Aranha - foto de M.Cechella/nov2005.









Centro Cultural Adão Ortiz Houayeck (nome em homenagem a um ex-prefeito da cidade).
Fica na Av. Freitas Valle, na praça Oswaldo Aranha, em frente ao colégio do mesmo nome.





Prédio da antiga Estação Ferroviária









Prédio da antiga Estação Ferroviária (VFRGS - Viação Férrea do RGS).






Prédio do antigo armazém de cargas da Viação Férrea do RGS, hoje CEPAL - Centro de Pesquisas e Documentação de Alegrete, criado e dirigido pelo Prof. Danilo Assumpção Santos (foto do WebAlegrete)









Prédio do antigo armazém de cargas da Viação Férrea do RGS, hoje abriga o CEPAL - Centro de Pesquisa e Documentação de Alegrete, criado e presidido pelo Prof. Danilo Assumpção Santos.













Vista do Largo da Viação Férrea: máquina Maria Fumaça e Estação Rodoviária.




Largo da Estação Ferroviária, onde está exposta uma antiga máquina de funcionamento a vapor (à epoca, chamada de Maria Fumaça), que puxava os vagões de cargas ou de passageiros (foto: Nosso Guia).







Largo da Estação Ferroviária, onde está exposta uma antiga máquina de funcionamento a vapor (à epoca, chamada de Maria Fumaça), que puxava os vagões de cargas ou de passageiros.




Maria Fumaça (foto: Nosso Guia)





Máquina Maria Fumaça.











OUTRAS IMAGENS de ALEGRETE

Para ver uma COLEÇÃO DE FOTOS sobre ALEGRETE, vá nos seguintes endereços:

Álbum de Marília Cechella no Orkut: http://www.orkut.com/Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1204835283 (parte I) - Ruas e locais da cidade.
Álbum de Marília Cechella no Orkut: http://www.orkut.com/Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1205024292 (parte II) - Ruas e locais da cidade.
Álbum de Marília Cechella no Orkut: http://www.orkut.com/Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1205798902 (parte III) - Calçadão.
Álbum de Marília Cechella no Orkut: http://www.orkut.com/Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1208692743 (parte IV) - Praças da cidade.
Álbum de Marília Cechella no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1216603987 (parte V) - Parques da cidade.

Para ver uma coleção de fotos de PRÉDIOS e CASAS ANTIGAS do ALEGRETE, vá nos seguintes endereços:

Álbuns de Marília Cechella no Orkut:
http://www.orkut.com/Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1205014875 (parte I).
http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1223748101 (parte II).
Álbum de Oly Moreno José de Freitas no Orkut: http://www.orkut.com/Album.aspx?uid=17603605658522581203&aid=1202648082


Para ver um VÍDEO sobre Alegrete, clique em http://www.alegreteonline.com/index.html.
O vídeo (dividido em seis partes) mostra a cidade, sua história, suas atividades econômicas, sua gente, sua arte na música e na dança, e seus dois filhos mais ilustres (Mario Quintana e Oswaldo Aranha).
Esse sítio também tem magníficas fotos panorâmicas da cidade, bastando clicar nas setas que abrem as cortinas da tela.


FOTOS do PAMPA ALEGRETENSE

Álbum de Mário Afonso: http://www.flickr.com/photos/gineteando/
Álbum de Eridiane Lopes da Silva: http://www.flickr.com/photos/9730046@N07/ (clicar nos álbuns: Alegrete-RS e Foto é arte).
Página da Área de Proteção Ambiental do Ibirapuitã (APA): ver imagens AQUI.




Para ver outras FOTOS da cidade, ir ao final desta página.



CRÔNICAS sobre ALEGRETE e sua gente
(Listadas por ordem decrescente)

"Que enormes e indissolúveis forças telúricas tem o Alegrete! Quem nasceu ou viveu lá, não deslembra nunca do lugar que fica entranhado na gente, como se fosse nossa patriazinha única e verdadeira. O alegretense ostenta como uma condecoração preciosa o seu gentílico" (J.Bicca Larré).

"A saudade e o amor por Alegrete são mais fortes que os cedros do Líbano./ Nossa Pátria é a Loba Mitológica que amamenta todas as orfandades,/ no inverno conquistamos as luas boreais e no verão, / todos os sóis ardentes da Jerusalém fronteiriça "(Élvio Vargas).

2010

Um terno de casemira bege. - FRANCISCO CARLOS D´ANDREA (uma história da gente alegretense) (22-03-2010).

2009

Cantata e fuga. - FRANCISCO CARLOS D´ANDREA (uma história da sua infância em Alegrete) (10-11-2009).

O Centenário do pop star Rui Ramos - TIBÉRIO VARGAS RAMOS (sobre o líder alegretense Rui Ramos, na data do seu centésimo ano de nascimento). (12-09-2009).

A Democracia Legislativa em Alegrete - DANILO ASSUMPÇÃO SANTOS (sobre a importância do Quiosque da praça para a gente alegretense) (12-04-2009).

Um Homem Feitio do Alegrete - DANILO ASSUMPÇÃO SANTOS (sobre Wilson Villaverde, criador da marca de calçados Feitio do Alegrete) (10-04-2009).

Uma lenda: Jangota Pereira - SÉRGIO A. PEREIRA BORJA (sobre o seu avô Jangota Pereira) (05-04-2009).

2008

O Bacachiri - GILBERTO CARVALHO (sobre o antigo Bar e Restaurante Bacachiri) (23-12-2008).

Tédio, que nada! É sonho de consumo - ANDRÉA MOTTA DE OLIVEIRA (sobre as belezas e atrativos que Alegrete oferece) (16-12-2008).

Ponte - JOSÉ BICCA LARRÉ (sobre a ponte do rio Ibirapuitã) (25-11-2008).

Civilizações desaparecidas - SÉRGIO FARACO (sobre o êxodo dos alegretenses) (13-04-2008).

Reflexos da 2ª Guerra Mundial em Alegrete - FRANCISCO CARLOS D´ANDREA (uma história da sua infância) (21-03-2008).

História de uma espada - CARLOS ALBERTO DA FONTOURA (uma história militar ocorrida no rio Ibirapuitã) (20-03-2008).

Banzo - MARIA LUIZA VARGAS RAMOS (sobre a sua saudade de Alegrete) (17-02-2008).

Re(Viver) em Alegrete - MARIA LUIZA VARGAS RAMOS (sobre a cidade e alma dos alegretenses) (28-01-2008).


Crônicas anteriores:.

2007: 24 crônicas.

2006: 21 crônicas.




POEMAS sobre ALEGRETE ou sua gente

Canto Alegretense - ANTÔNIO AUGUSTO FAGUNDES

Canto de amor ao Alegrete - ANTÔNIO AUGUSTO FAGUNDES

O Velho Bira - LACY OSÓRIO (sobre o rio Ibirapuitã).

Alegrete - ÉLVIO VARGAS

Torre do sono - ÉLVIO VARGAS (para Mario Quintana, no dia de sua morte).

Ibirapuitã - FLÁVIO BISCH FABRES

Olhos de Giz - ÉLVIO VARGAS (inspirado no IEOA - Instituto de Educação Oswaldo Aranha). (30-04-2007).

Eu, índio - ANTÔNIO AUGUSTO FAGUNDES (sobre suas origens: guarani e charrua) (02-05-2007).

Lá no Alegrete - ERNESTO FAGUNDES e ANTÔNIO AUGUSTO FAGUNDES (07-06-2007).

Poema à Alegrete - PAULO SANT'ANA (20-09-2007).

Rapsódia para um Sapateiro Alegre - ÉLVIO VARGAS (para Wilson Villaverde, após saber de sua morte). (10-04-2009).

Catutinha, o louco-soldado - ANTÔNIO AUGUSTO FAGUNDES (sobre um tipo pitoresco da cidade) (21-03-2010).



"O rio Ibirapuitã não deságua mais no rio Ibicuí. Ele banha o mundo, através dos seus filhos." (Élvio Vargas).



ESCRITORES & POETAS ALEGRETENSES

Mario Quintana, nosso poeta maior.

O poeta MARIO QUINTANA é o escritor mais famoso do Alegrete. Um dos maiores nomes da literatura gaúcha, é considerado também um poeta universal, pois sua poesia fala a todos e expressa a condição humana (Tania Carvalhal, crítica literária gaúcha).

Quintana não é só um dos maiores poetas brasileiros, como também um dos grandes líricos contemporâneos - irmão inteiro dessa família que se faz compreender em qualquer tempo e em qualquer língua" (Fausto Cunha, crítico e ensaísta pernambucano).

Clique aqui para conhecer fragmentos bio-bibliográficos de Mario Quintana e ler alguns poemas dele (última atualização em 02-01-2008).

Escritores e poetas alegretenses, em ordem alfabética:
(Para saber detalhes sobre cada autor, clicar sobre o seu nome)

ALCY JOSÉ CHEUICHE - escritor (atualizado em 14-02-07)

ANTONIO AUGUSTO FAGUNDES - poeta gauchesco (atualizado em 08-04-09)

ANTÔNIO BRASIL MILANO - poeta (atualizado em 24-05-07)

CYRO SOARES LEÃES - poeta (página criada em 08-03-07)

DANILO ASSUMPÇÃO SANTOS - escritor (atualizado em 18-04-09)

ÉLVIO VARGAS - poeta (atualizado em 10-04-09)

HÉLIO RICCIARDI - poeta (atualizado em 05-04-09)

JOSÉ BICCA LARRÉ - escritor (atualizado em 25-11-08)

JOSÉ DE FREITAS VALLE - poeta

LACY OSÓRIO - poeta (atualizado em 27-07-06)

LUIZ ARAÚJO FILHO - escritor

LUIZ ODILOM PEREIRA RODRIGUES - escritor

MARIA LUIZA VARGAS RAMOS - escritora (atualizado em 05-03-09)

MÁRIO QUINTANA - poeta (atualizado em 09-04-09)

SÉRGIO FARACO - escritor (atualizado em 13-04-08)


Outros alegretenses que vêm despontando na arte das letras:

JOSÉ CARLOS QUEIROGA - seu site oficial pode ser visitado em http://www.lapandorga.com.br.



ESCRITORES ALEGRETENSES brilham em 2006!

MÁRIO QUINTANA, o Anjo-Poeta como era carinhosamente chamado por alguns, foi alvo de inúmeras homenagens durante todo o ano de 2006 quando se comemorou, em 30-07-06, os 100 ANOS de nascimento do poeta. Para marcar a data, a vida e obra de Mario Quintana foram lembradas em uma extensa programação de eventos culturais em Porto Alegre, Alegrete e outras cidades do estado. Também em outros estados, os jornais renderam várias homenagens ao poeta alegretense.

O "Ano do Centenário de Mario Quintana" foi instituído pelo Governo do Estado, através do Decreto n.º 43.810, de 24 de maio de 2005. A lei também institui uma Comissão responsável pela promoção dos eventos. Presidida pelo então governador Germano Rigotto, ela era integrada pelo vice-governador Antonio Hohlfeldt, pelos secretários de Cultura e da Educação e pelos diretores da Casa de Cultura Mario Quintana e do Instituto Estadual do Livro, além de representantes da Uergs, PUC e Prefeitura de Porto Alegre.

Clique AQUI para ver alguns textos de escritores gaúchos feitos para homenageá-lo em 2006.


Mario Quintana



ALCY CHEUICHE foi eleito o novo Patrono da Feira do Livro de Porto Alegre, o maior evento literário do R.G.do SUL. A Feira ocorre tradicionalmente na Praça da Alfandega, em out/novembro, com muitas atividades culturais paralelas. Para saber mais informações sobre o escritor, clicar AQUI.

Nosso aplauso ao alegretense que nasceu aos quatro anos de idade quando o trem que trazia sua família chegou à nossa cidade: "De repente, tornei-me conterrâneo de Oswaldo Aranha, Mario Quintana e Sérgio Faraco". Nosso aplauso será o pagamento ao ALCY por estar elevando ainda mais o nome do Alegrete no vasto território da literatura. Será um pagamento na forma das palavras do poeta Élvio Vargas: "O único salário de um poeta, e dos artistas em geral, são as palmas. Não existe melhor resposta do que o estampido emocional das palmas. Elas não atingem a vaidade, elas coroam o espírito" (Flávio Bisch Fabres).


Cheuiche - Praça da Alfândega de Porto Alegre



SERGIO FARACO: O seu livro sobre a história do naufrágio do Titanic, "O Crepúsculo da Arrogância", teve lançamento em Porto Alegre, no dia 28 de setembro de 2006. O livro poderá ser recebido pelo correio, encomendado no site da L&PM Editores, ou através de qualquer livraria virtual.
Para saber mais informações sobre o escritor, clicar AQUI.


Faraco - cais do porto, em P.Alegre

No dia 6 de dezembro de 2006, ocorreu o lançamento do curta-metragem "Um Aceno na Garoa", baseado no conto homônimo de SERGIO FARACO, com direção, roteiro e montagem de Mário Nascimento. O curta é ambientado em uma noite de inverno no bairro portoalegrense IAPI e acompanha o encontro de dois desesperançados: uma adolescente que sobrevive na prostituição e um homem de 30 anos amargurado pelo desemprego e pela falta de dinheiro.



ÉLVIO VARGAS: O lançamento do seu livro de poesias "Água do Sonho" aconteceu no dia 04 de outubro de 2006, na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre. Por ser uma produção independente, o livro poderá ser solicitado através do e-mail do poeta, ou pelos telefones (51) 3028-1620 e (51) 8114-5101. Para saber detalhes da trajetória poética de Élvio Vargas, clicar AQUI.


Élvio Vargas recebendo os cumprimentos do seu conterrâneo,
o escritor Sérgio Faraco (Casa de Cultura Mario Quintana).



MARIA LUIZA VARGAS RAMOS: pela segunda vez foi classificada no Concurso Literário dos Servidores do Estado de Santa Catarina, o que a coloca novamente entre as dez melhores cronistas daquele estado. A premiação e noite de autógrafos ocorreu no dia 22 de novembro de 2006.
Sua crônica premiada - "Adoráveis Cinqüentinhas" - pode ser lida AQUI.
O endereço do seu blog é http://vargasramos.zip.net, onde há outros textos da cronista.


Maria Luiza Vargas Ramos



JOSÉ CARLOS QUEIROGA: o lançamento do seu livro "Código da Vinci: a vingança de Cangaya", uma novela satírica, ocorreu na noite de 05 de dezembro de 2006, no Museu de Arqueologia e Artes José Pinto de Medeiros, em Alegrete (MAARA).

Nessa ocasião, também foi lançada a edição 2006 da revista cultural TUDINHA - "Do Alegrete para o resto do mundo em volta", com textos de L.F.Veríssimo, Sérgio Faraco, André Mitidieri e outros. A revista é o órgão de divulgação do Instituto Cultural José Gervasio Artigas (ICJGA), criado por Queiroga em 2005, em Alegrete. O ICJGA é uma entidade não-governamental, que, segundo seu criador, busca a aproximação entre gauchos e gaúchos, rio-grandenses, uruguaios e argentinos, reunindo as três fronteiras dessa região pampiana.

Os livros e a revista Tudinha poderão ser adquiridos na livraria Café com Letras (Alegrete) ou solicitados através do e-mail do escritor. Para ler mais sobre suas publicações, clique AQUI.



JOSÉ BICCA LARRÉ: foi empossado na recém-fundada Academia Santa-Mariense de Letras, em Santa Maria/RS, em 15-12-2006, juntamente com a sua esposa, a poetisa Ruth Farias Larré. Para saber detalhes da sua trajetória de escritor e para ler algumas de suas crônicas sobre Alegrete, clicar AQUI.


Posse na Academia Santa-Mariense de Letras - José e Ruth Larré.



DESTAQUES da CIDADE e sua GENTE em 2007

CAROLINA PRATES NERY, representando a beleza da mulher alegretense, foi eleita no dia 09 novembro de 2006 a MISS RIO GRANDE DO SUL, entre 72 belíssimas candidatas. O evento é um dos mais tradicionais e glamurosos concursos de beleza do Estado e credenciou a sua vencedora a participar do concurso Miss Brasil 2007. Carolina, que é modelo e empresária (dona de uma grife de acessórios), tem 21 anos e é filha de LILIANA PRATES e PAULO CARDONA NERY, que atualmente residem em Porto Alegre.

Na noite de 14-04-2007, no concurso Miss Brasil 2007, realizado no Rio de Janeiro, dentre 27 candidatas de diferentes estados brasileiros, a alegretense CAROLINA PRATES NERY foi a segunda colocada e irá ao Miss Beleza Internacional, a ser realizado no segundo semestre em local a ser ainda anunciado.


Carolina Prates Nery
Miss Alegrete e Miss Rio Grande do Sul



FATOS E FOTOS: UMA TRAJETÓRIA NO ENSINO SUPERIOR EM ALEGRETE (10 anos da instalação do ensino superior em Alegrete): em 06-12-2006, comemorou-se a 1ª década de instalação do Campus Universitário da URCAMP (Universidade da Região da Campanha) em Alegrete com uma exposição - FATOS E FOTOS: UMA TRAJETÓRIA NO ENSINO SUPERIOR EM ALEGRETE, composta por um conjunto de banners que ilustravam as conquistas e as realizações da universidade local, em sua fase histórica (1953 - 1998) e as instalações da URCAMP-Alegrete na atualidade.

O trabalho de pesquisa referente ao período de 1953 a 1998, elaborado pela Profª MARIA ODILA RODRIGUES, pode ser lido AQUI.


URCAMP-campus Alegrete à noite.



LIVRO "ALEGRETE EM FATOS" (ALEGRETE 150 ANOS), de DANILO ASSUMPÇÃO SANTOS: no dia 20 de janeiro de 2007, ocorreu o lançamento do livro Alegrete em Fatos, do Prof. Danilo Assumpção Santos. A data assinala o momento em que comemorava-se os 150 anos de elevação de Alegrete à categoria de cidade (22 de janeiro de 1857).

O livro de Danilo A. Santos é uma viagem de 150 páginas no tempo e nas raízes alegretenses. Resgata os fatos, evidencia os momentos da história de Alegrete que tiveram relevância ou despertaram curiosidades. Essa obra esclarece algumas dúvidas históricas pertinentes a datas ou a fatos nebulosos, entre outros assuntos. O Prof. Danilo aborda, além de história, também geografia, literatura, cultura, economia, locais históricos, personalidades, prédios e muito mais. O leitor, alegretense ou não, tem a chance de conhecer e entender o trajeto histórico que fez Alegrete ser o que é.

Concomitantemente, houve o lançamento do sítio http://www.alegrete.com.br, que tem como base o conteúdo do livro, mas ampliado de forma a ser um registro permanente de Alegrete, passado e presente. Segundo seus idealizadores (Nosso Guia e CEPAL) , é uma maneira de tornar a cidade, sua história e sua essência disponível para o mundo.

O livro Alegrete em Fatos pode ser adquirido através do site http://www.alegrete.com.br.


Capa do livro de Danilo Santos



DOCUMENTÁRIO sobre OSWALDO ARANHA: O diretor de filmes JULIO WOHLGEMUTH, gaúcho de Estrela, mas radicado em Brasília/DF há muitos anos, esteve no Rio Grande do Sul em abril/2007, filmando cenas e depoimentos para o longa-metragem Oswaldo Aranha - O Voto e a Revolução. O realizador registrou imagens nas cidades de Alegrete e Itaqui, esta a cidade onde ficava a fazenda da família. Em Alegrete, a equipe contou com o auxílio do Prof. e Coordenador do Curso de História da URCAMP, Luiz Felipe Schervenski. A previsão é de que o documentário estará pronto em agosto/2007. O diretor explica que o filme terá uma parte em forma de narrativa, mas também serão utilizados atores para a gravação de algumas passagens da vida do alegretense.


Oswaldo Aranha



MÁRCIO FARACO: No dia 05 de abril/2007, o músico alegretense MÁRCIO FARACO lançou o seu novo disco (INVENTO), em Paris, cidade onde o artista está radicado há vários anos. Depois do show de lançamento do CD, realizado em casa cheia no Café de la Danse, Márcio começa a turnê européia com sua banda.

MÁRCIO é um talentoso músico (violonista, compositor, arranjador e cantor) e sua personalidade artística vem sendo mundialmente reconhecida como uma das mais originais e inovadoras da nova música popular brasileira. Informações detalhadas sobre o trabalho musical de Márcio Faraco podem ser obtidas no seu site oficial (http://www.marciofaraco.com) ou AQUI.

MÁRCIO é filho da alegretense RITA FARACO e de INDIO BRASIL DE FREITAS, que residem em Brasília/DF.


Márcio Faraco

MÁRCIO nasceu em Alegrete em 1963, tendo-se mudado para Brasília/DF com sua família aos 15 anos. Lá, não demorou muito para abandonar o curso de Direito para se dedicar inteiramente ao estudo da guitarra. Aos 25 anos, tenta a sua sorte no Rio de Janeiro como cantor/compositor e é aí que começa a trabalhar e gravar com artistas como Cássia Eller e Milton Guedes.
Em 1992, resolve partir para Paris onde reside até hoje. Foi no programa francês de televisão, TARATATA, numa edição totalmente dedicada ao Brasil, que MÁRCIO FARACO conhece Chico Buarque de quem fica muito amigo. É através de Chico Buarque que é apresentado às pessoas certas no Rio de Janeiro, participando mais tarde num tributo a Antonio Carlos Jobim, em 1994, ao lado de nomes como Maria Bethânia e Hermeto Pascoal.
A sua matéria-prima favorita é o samba, mas a influência da Bossa Nova é evidente em vários temas. Seu primeiro CD ("Ciranda") foi lançado em 2000. A presença de Chico Buarque como padrinho, interpretando o dueto que dá nome ao disco Ciranda, é prova do seu talento. Clique AQUI para ouvir Márcio cantando a sua Ciranda em parceria com Chico Buarque.

Nesse seu novo CD, Invento, lançado no começo de abril na França, MÁRCIO musicou o poema A Imagem Perdida, dedicado por Mario Quintana ao escritor Sergio Faraco, tio do músico. Assim, versos de Mario Quintana estão sendo cantados nas rádios francesas desde o início do mês de abril, pois a canção, que abre o disco, foi escolhida pela gravadora como a música para ser tocada nas rádios.

Para ler o poema de Mario Quintana musicado por Márcio Faraco, clique AQUI e para ouvir a música na voz de Márcio, vá em http://www.myspace.com/mfaraco.

Na música Breve desse último CD, a letra foi feita por outro alegretense, Antônio Augusto (Guto) Vilaverde, seu amigo de longa data. Para ver a letra de Breve, clicar AQUI e para ouví-la, vá em http://www.myspace.com/mfaraco.




Discografia de Márcio Faraco:
* CIRANDA (2000)
* INTERIOR (2003)
* COM TRADIÇÃO (2005)
* INVENTO (2007)

O disco INTERIOR pode ser adquirido, via Internet, na Gravadora Biscoito Fino (clicar aqui). Os demais álbuns podem ser comprados em lojas que vendem CDs importados.



DOCUMENTÁRIO sobre o ESCRITOR ALCY JOSÉ CHEUICHE : no final de abril/2007, uma equipe de profissionais esteve em Alegrete para registrar imagens da cidade e filmar depoimentos para um documentário sobre a vida do escritor alegretense Alcy José Cheuiche, que foi o Patrono da Feira do Livro de Porto Alegre em 2006. Para ler mais sobre o escritor, clicar AQUI.


Alcy Cheuiche



ESCULTOR DERLI VIEIRA DA SILVA (de apelido "CHAPÉU PRETO") e sua obra MILONGA: Em 05-05-2007, o artista alegretense Derli ("Chapéu Preto") Vieira da Silva recebeu Menção Honrosa da Prefeitura pelas mãos do prefeito J.Rubens Pillar e do secretário de Educação, Nicanor Sobrosa, pela idealização do projeto "Aprimorando o Saber" (foto).
O vereador Sobrosa encaminhou solicitação ao Prefeito, sugerindo estudos para aquisição da obra “Milonga” (foto abaixo) do escultor CHAPÉU PRETO para que seja colocada na entrada da cidade, com a finalidade de ornamentar a entrada da “Cidade Mais Gaúcha do Rio Grande”, dando as boas vindas aos visitantes do nosso município.

Nota:Em 27-03-2008, o monumento Milonga (foto) foi inaugurado, na frente do Museu do Gaúcho. Milonga foi um dos maiores ginetes de Alegrete e sua figura esculpida traduz a hospitalidade e autenticidade do gaúcho.


Chapéu Preto junto ao Prefeito Pillar e o vereador Sobrosa.




Monumento "Milonga", em frente ao Museu do Gaúcho.
(foto: Flávio Burin, em www.doalegrete.com.br).

Derli ("Chapéu Preto") é um escultor que, através de sua arte, conquistou já muitos prêmios em diversas exposições, não só no R.G.Sul como em outras estados brasileiros e também em alguns países vizinhos (Argentina e Uruguai). Suas esculturas reproduzem os nossos símbolos telúricos: peões, cavalos, carretas, bois - tudo aquilo que compõe nosso rico culto memorial. Auto-didata, é pintor, desenhista, escultor e cenógrafo. É um homem rude, simples e muito simpático. Só anda de chapéu preto, daí o seu apelido. Seu ateliê - que ele denominou de "Casca Pau do Brasil" - é uma das provas de sua criatividade (foto). Fica numa das vilas da cidade (Av. Espinilho, 82 - Vila Capão do Angico) e lá ele trabalha e mora. Contato com o artista: tel. (55) 9148.2318.


Fachada do ateliê do artista "Chapeú Preto".

Sobre o artista, assim se expressou o poeta alegretense Élvio Vargas (30-05-2007):

Sua nave principal entranha-se sob um céu azul de metileno.
Pórticos, colunas, capitéis, nada valiam para a simplicidade do presépio.
Munido pelos rudes materiais do ofício, foi moldando de estranhas formas sua grotesca catedral.
Um mastro de latão animava a discreta solidão do campanário.
Do bloco maciço de cerejeira, extraiu um totem pampeano.
Ciclópico homem maior que gárgulas, saudando as almas do povoado.
Um vitrô gótico bombeava luz para o centro do templário.
Desenhos, escritas, e toda a variedade de signos rupestres impregnavam os murais.
Uma canga de bois acendia o martírio do crucificado.
Abutres, ovelhas, elefantes vagavam no limbo do espaço pagão.
Não havia sino, havia vento e todos os cantos gregorianos emanavam da insólita natureza dos feitios.
Todas as liturgias foram abolidas e a hóstia convertida em chimarrão...




ERNANI APPRATTO: No dia 25 de maio/2007, o músico alegretense ERNANI APPRATTO lançou o seu novo disco (TANGOS - GRANDES CLÁSSICOS), em Alegrete e no dia 16 junho, na cidade de Livramento. Esse é o 6º CD do artista e tem tangos para todos os gostos (La Cumparsita, Balada para un Loco, Caminito, entre outros).

Ernani é um consagrado violonista, compositor, musicista e arranjador. Seu site oficial pode ser visitado AQUI, onde há demonstrações/30 seg. de várias músicas, principalmente do R.G.do Sul (incluindo o Hino Riograndense, uma das pérolas da música gaúcha, num arranjo especial feito por Ernani).

Para ouvir a arte de Ernani Appratto, clique nos links abaixo:
http://br.youtube.com:80/watch?v=81IPJ8aWsNU - Canto Alegretense
http://br.youtube.com/watch?v=xDZudL0Bz84 - Rio Grande Tchê
http://br.youtube.com/watch?v=kvsTAzo4fnI - El Cosechero
http://br.youtube.com/watch?v=R4UbXDUFXoE - O Rio e Eu
http://br.youtube.com/watch?v=Tp8nBPnMLfc - Pra ti gaiteiro
http://br.youtube.com/watch?v=q9hB_Q5_ww4 - Caseriando -valsa- (Enio Medeiros).


Ernani Appratto

"Nasci em Alegrete - RS, no Bairro Ibirapuitã, no ano de 1956. Sou filho de Edir Barrios de Souza e Helena França Appratto. Comecei a aprender violão aos 20 anos de idade, descobri então finalmente o que eu queria. O violão veio através de um amigo que já não encontra-se mais entre nós (Luiz Carlos Magalhães), um jovem na época como eu, que tocava e cantava, um poeta. Gostava muito da literatura e música pois a primeira canção que ele me passou foi um solo e aí começou tudo. Depois veio o incentivo do meu tio, violonista Sidney França Appratto, que afinava o meu violão e toca até hoje (e muito bem) em nossas rodas de violões. O que mais gostamos é, sem dúvida, do Choro Brasileiro; depois vem as nossas músicas como os chamamés, milongas, valsas e o tango, através do bandoneón fantástico do nosso primo, o amigo Eroci Guterres França, grande instrumentista do bandoneón. Aprendi de ouvido e depois aperfeiçoei através do método do Professor ISAIAS SÁVIO e MATTEO CARCASSI; fiz curso de Musicalização através da 29ª DE e Regência de Coral. Sou violonista, compositor, musicista e arranjador. Moro em Alegrete, Rua: Barão do Amazonas, 584 Bairro: Centro - CEP: 97 542 100 - Rio Grande do Sul, Brasil".



PROJETO 150 ANOS DE MEMÓRIA - PATRIMÔNIOS HUMANOS DE ALEGRETE : Para a realização desse projeto, várias entidades ligadas à cultura da cidade, sob a coordenação da Profª Vera Álvares da Cunha (Coordenadora de Cultura da URCAMP - campus Alegrete), organizaram atividades nas áreas da dança, das artes plásticas e produção histórico-literária, cuja culminância ocorreu na Semana de Museus 2007, de 14 a 20 maio/2007.


Museu de Arqueologia e Artes de Alegrete - MAARA
(Foto: Marco Santierri)

Durante essa Semana de Museus 2007, ocorreu a exposição coletiva de artes plásticas, intitulada Patrimônios Humanos de Alegrete. Esta mostra inaugurou o Espaço Cultural João de Deus Barros Peres no Palácio Legislativo Dr. Lauro Dornelles (foto). Nela, todos os artistas plásticos participantes retrataram, em múltiplas formas, estilos e técnicas, um pedaço do tecido humano histórico e sociológico da sesquiscentenária Alegrete.


Casarão no Parque Dr. Lauro Dornelles.


Segundo a Profª Vera, "Alegrete vive, em seus 150 anos de história, um momento de plenitude nas ações da preservação de seus patrimônios. Oswaldo Aranha, Mario Quintana, João Saldanha, Romário Oliveira, Ícaro Ferreira da Costa e muitos outros, nos fizeram legatários de suas vidas, de seus valores, de suas obras humanas e imortais. Vale evocá-los na Semana dos Museus, que propõe sejam vistos os guardados como patrimônio universal. Alegrete é um território com esta riqueza patrimonial sesquicentenária".



LANÇAMENTO de LIVRO SOBRE O COLÉGIO OSVALDO ARANHA : Em junho/2007, foi feito o lançamento oficial de um livro que conta a história do Instituto Estadual de Educação Osvaldo Aranha (IEEOA), o mais tradicional estabelecimento de ensino da cidade, em cujos bancos passaram inúmeras gerações de alegretenses. Foi escrito pela professora MARIA INÁCIA DE SOUZA ANTUNES por proposta da Associação dos Ex-alunos, Ex-Professores e Ex-Funcionários do IEEOA.

A obra literária, que é uma síntese histórica do educandário, teve o recurso viabilizado pelo Banco do Estado do Rio Grande do Sul - Banrisul através do conterrâneo e ex-diretor da instituição, Antonio Carlos Brites Jaques. Além do seu significado cultural, a obra teve um sentido social, já que toda a renda de venda do livro foi destinada à APAE para que fosse construída uma área coberta para seus alunos.


Fachada e portão do colégio Osvaldo Aranha.



CONSTRUÇÃO de um ESPAÇO HISTÓRICO em ALEGRETE: o MEMORIAL OSWALDO ARANHA : Em 20 de agosto/2007, foi lançado em Alegrete o projeto do futuro Memorial Oswaldo Aranha, com 872,65m², cuja planta é da autoria do consagrado arquiteto carioca Oscar Niemeyer, a ser construído na rodovia Oswaldo Aranha (BR290), à altura de Alegrete, em terreno já cedido pela União (vizinho à Vila Militar).
O projeto tramitou em Brasília sob a supervisão e acompanhamento da família do diplomata. Através de uma filha de Oswaldo Aranha (Dedei Aranha Corrêa de Lago) e de uma neta (Zazi Aranha), a maquete do referido projeto foi tombada e passou a ser acervo do Museu Oswaldo Aranha de Alegrete.


Maquete do projeto do Memorial Oswaldo Aranha,
de autoria de Oscar Niemeyer.

Em 28 de agosto/2007, houve um coquetel do lançamento estadual do Memorial Oswaldo Aranha, na Casa do Alegrete (*), localizada no Parque Assis Brasil, em Esteio/RS, durante a realização da Expointer (Exposição Internacional) - a maior feira agropecuária da América Latina.

Na ocasião foi feita a entrega do orçamento estimativo do projeto, elaborado pela Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (SERGS), pelo seu presidente – eng.Newton Quites - ao presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul - dep. Frederico Antunes e ao Governo Estadual, na presença de diversas autoridades. "É um trabalho criterioso, com embasamento e conteúdo técnico. O projeto é mais que uma obra de engenharia, mais que um dos grandiosos projetos arquitetônicos de Oscar Niemeyer. Será um marco para o desenvolvimento da cultura, do turismo, das tradições e da economia de Alegrete e região”, enfatizou o presidente da SERGS, em seu discurso (foto).


(*) Nota da webmaster: Localizada em ponto nobre do Parque Assis Brasil, a Casa do Alegrete é um local onde se concentram os alegretenses e amigos no período em que se realiza a Expointer. Desde 1997 que a Casa do Alegrete é um ponto alto nas atividades e reuniões que acontecem durante a feira.



INAUGURAÇÃO de ESPAÇO CULTURAL: MEMORIAL VASCO ALVES PEREIRA : Em 17-09-2007, a Prefeitura de Alegrete entregou à comunidade o Espaço Cultural Cel. Vasco Alves Nunes Pereira, no 4º Sub distrito (Vasco Alves), na fazenda Progresso. O Museu guarda objetos, armas e peças da época da Revolução Federalista – do combate da sanga da Batalha, encontrados nos campos do local pelo proprietário da referida fazenda, Luis Trindade.

O Cel. Vasco Alves Pereira, nascido em Alegrete em 1852, foi importante líder político e comandou tropas durante a Revolução Federalista de 1893 (o temido Batalhão Vasco Alves). Foi assassinado a tiros no interior da Prefeitura, durante a apuração dos votos, na eleição de 25-11-1922.
O Cel. Vasco Alves era filho do Brigadeiro Vasco Alves Pereira - o Barão de Santana do Livramento (para ler sobre ele, clicar aqui).

O Espaço Cultural tem ao fundo, pintado na parede, um extenso painel com a encenação da Sanga da Batalha e um mapa do local do combate, e guarda boa parte do material e de documentos usados pelas tropas do tenente Vasco Alves, no combate da Jararaca e da batalha do Inhanduí, durante a Revolução Federalista de 1893. Esta eclodiu como uma reação dos Maragatos ou Federalistas (seguidores de Gaspar Silveira Martins ou gasparistas), que defendiam o sistema parlamentar de governo, a revisão da Constituição e pregavam o fortalecimento do Brasil como União Federativa, opondo-se frontalmente aos seguidores de Júlio de Castilhos ou castilhistas (os chamados Pica-paus), que tinham uma visão descentralizadora, pregando a autonomia estadual.

A bisneta do homenageado, Marizete Alves Pereira Aquino, junto ao filho Gabriel, participou do evento e entregou moedas e outros objetos para ao acervo do Memorial.



CRIAÇÃO DA UNIPAMPA (FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA) em ALEGRETE: : Em ato no gabinete do prefeito foi assinado no dia 19 de setembro de 2007, pelo Reitor da Universidade Federal de S.Maria, prof. Dr. Clóvis Silva Lima e o prefeito, Dr. José Rubens Pillar, a escritura pública de doação pelo Município de uma área de 33mil 850, 75 m² para sediar a UNIPAMPA - campus Alegrete. Em parte da área do antigo aeroporto, já funciona o Centro de Tecnologia, com três cursos superiores - Eng. Civil, Elétrica e Ciência da Computação. A área doada pelo Município possibilitará a ampliação e construção de mais prédios em Alegrete.

A nova universidade federal é multicampi: atua em dez cidades, localizadas na mesorregião metade sul do estado (Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul, Dom Pedrito, Itaqui, Jaguarão, Santana do Livramento, São Borja, São Gabriel e Uruguaiana) e têm 30 cursos de graduação.


Reitor da UFSM, Clóvis Lima e Prefeito Rubens Pillar

A presença da UNIPAMPA em Alegrete por certo mudará o panorama da cidade e da região da fronteira-oeste. Ao oportunizar cursos superiores aos jovens, permitirá que a juventude permaneça em sua região de origem e adquira as informações necessárias para impulsionar o progresso de sua região. Além disso, uma instituição de ensino superior é sempre um elemento de desenvolvimento econômico e social, por proporcionar o aproveitamento das potencialidades locais.

Nota da webmaster:
A Lei que instituiu a UNIPAMPA foi sancionada no dia 11 de janeiro de 2008 pelo presidente da República, mas por mais uns dois anos, a UFSM e a UFPel ficarão dando respaldo aos dez campi da UNIPAMPA no RS.



MEDALHA MÉRITO RIOGRANDENSE para FAMÍLIA MITTIDIERI: : Em setembro/2007, a governadora Yeda Crusius esteve em Alegrete (projeto Interiorização do Governo) e, nessa ocasião, homenageou a FAMÍLIA MITTIDIERI (descendentes do imigrante italiano Império Mittidieri) pelo seu centenário em Alegrete, vindos da Itália. Representando a família, Paulo Mittidieri (foto) recebeu das mãos da governadora a Medalha Mérito Riograndense. Em retribuição ao gesto, a família ofertou-lhe uma bandeira italiana.


Paulo Mittidieri e a governadora




HOMENAGEM A TRADICIONALISTAS ALEGRETENSES e VULTOS HISTÓRICOS da CIDADE : Mais de 2.500 cavalarianos, representando os Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) e Piquetes, acompanharam a chegada da Chama Crioula na praça principal em Alegrete, no dia 13 de setembro/2007, acompanhados por um grande público.

Os cavalarianos levaram a centelha da chama para suas entidades, que deverá arder durante a Semana Farroupilha. Durante o protocolo, foram homenageados Milton Vaz, Maciel Estivalet, Valdemar Calovi, Delci Dornelles e Rubens Pillar pelas suas efetivas participações junto ao tradicionalismo gaúcho.

Também, atores devidamente caracterizados, representando vultos históricos alegretenses, desfilaram em carros antigos. Foram homenageados Antônio José de Vargas, Mário Quintana, Oswaldo Aranha, Joaquim Antonio da Silveira, José de Abreu, Marquês de Alegrete, Francisco de Sá Brito e Demétrio Ribeiro.

Nas fotos acima e abaixo, vê-se a caracterização de alegretenses ilustres. O poeta Mario Quintana (de bengala e casaco claro) e Oswaldo Aranha (de chapéu preto), entre outros.





Desfile de cavalarianos, na praça de Alegrete, em 20-09-07. Foto: Marco Santierri - www.doalegrete.com.br.


DESFILE FARROUPILHA em ALEGRETE É O MAIOR do MUNDO : Apesar da chuva, Alegrete promoveu no dia 20-09-2007, data máxima do povo rio-grandense, o maior desfile de cavalarianos, deste tipo, do mundo, com mais de 8.000 participantes, confirmando a sua fama de "cidade mais gaúcha do Rio Grande".
A RBS TV (afiliada da Rede Globo) transmitiu, ao vivo, um programa especial sobre o desfile alegretense, diretamente da Praça Getúlio Vargas.

Os Centros de Tradições Gaúchas e seus Piquetes filiados esmeraram-se nas indumentárias e produção da temática deste ano: Assim se Movimentou o Gaúcho, retratando a evolução dos meios de transporte e de locomoção dos gaúchos ao longo da história (carreta de bois, cavalos, charretes, aranhas, carroças, etc).

Desfile no Dia do Gaúcho, na praça de Alegrete, em 20-09-07. Foto: Marco Santierri - www.doalegrete.com.br.

Clique aqui (http://br.youtube.com/watch?v=nCEYKb40aIk) para ver um vídeo sobre o desfile.



SERGIO FARACO - UM NOVO LIVRO: O escritor alegretense Sérgio Faraco publica, como organizador, a coletânea "Antologia de contistas bissextos" (editora L&PM), com 19 contos de 19 contistas eventuais. O livro teve lançamento em Porto Alegre, no dia 27 de setembro de 2007.

(...) "Eu, por mim, não sei o que é um conto. Escrevo histórias que os outros chamam de contos e, por isso, sou considerado um contista. Mas sempre que me perguntam por que não escrevo novelas ou romances, respondo que já escrevi mais de cinqüenta, que costumam acabar na sétima página.
Sugeriu-me um amigo que organizasse esta antologia de contistas eventuais, bissextos, e então me ocorreu a idéia de convidar não apenas autores que raramente escreveram contos ou nunca o fizeram, mas que tivessem algum ou muito destaque em outras áreas da arte, para descobrir o que pensam, sem fórmulas ou modelos já usados, sobre aquilo que venha a ser um conto. Cada um contou uma história."

Para saber mais informações sobre o escritor Sérgio Faraco ou para ler algumas crônicas dele, clicar AQUI.


Capa do livro

DAVID COIMBRA - colunista do jornal Zero Hora e um dos contistas do livro:
"Imagina submeter um conto ao crivo do melhor contista do Brasil. Foi o que me aconteceu, meses atrás, quando Sergio Faraco, que, todo mundo sabe, é um contista profissional, o contista número 1 do país, o nosso Tchecov, pediu-me para escrever um conto para ele. A idéia do Faraco era organizar um livro com o que ele chama de "contistas bissextos". Ou seja: gente que de uma forma ou outra é afeita às letras, mas não especificamente ao conto.
Bem. Lá me fui para o computador. Escrevi um, não gostei. Escrevi o segundo. Achei um pouco melhorzinho e mandei para o Faraco."

O livro poderá ser recebido pelo correio, encomendado no site da L&PM Editores.



MARIA LUIZA VARGAS RAMOS LANÇA LIVRO DE CRÔNICAS: No dia 26-10-2007, houve o lançamento do livro de crônicas Gazeteando - Crônicas de um pequeno grande mundo da escritora alegretense MARIA LUIZA VARGAS RAMOS, durante a festa comemorativa dos 125 anos do jornal Gazeta de Alegrete, onde Maria Luiza escreve desde os 15 anos, como colaboradora e cronista. A escritora é radicada em Florianópolis – SC, tendo sido classificada em Concursos Literários daquele Estado em 2005 e 2006. Além das crônicas, escreve contos e prepara um livro de Literatura Infantil e um romance.


Maria Luiza Vargas Ramos

Magia
"Escrever é desnudar a alma em personagens indefesos. Cada personagem é rosto empalhado no tempo. Tempo que o escriba manipula, dilata, encurta, ignora, oculta. Escrever... é sublimar fantasmas de vidas futuras ou encerrá-los em castelos sem vida. O escritor é ao mesmo tempo criador e criatura, Deus e diabo, ida e volta, morte e vida, escrever é verticalizar o horizonte, andar de barco nos montes, beber cerveja nas nuvens. Ferreira Gullar diz que “fazer um poema é dar vida a algo que não existe”. Tuas crônicas, Luiza, Maria, Maria Luzia, têm essa magia de processar a transformação da linguagem, de materializar o subjetivo, do caminhar macio em qualquer terreno. É muito bom te ler, sem precisar desvendar-te. Brincas com o tempo, como se estivesses cirandando, andando de bicicleta nos versos de Quintana. Comove-me a facilidade que tens em humanizar teus momentos. Desde o resgate das juvenis domingueiras, da bucólica Alegrete, à paixão, quase Lobatiana, por uma indigente cadela. Escrever, tem disso... bicho vira gente, gente aprende a ser bicho. O cronista, o poeta, o contista, o prosador, o ensaista, o cantador, o trovador, o pintor... Enfim, apoderam-se de outras almas, despindo as suas."

(Prof. Chicão, da E.E.B. Aníbal de Nunes Pires - Florianópolis/SC).

O endereço do seu blog é http://cinquentinhas.blogspot.com, onde há várias crônicas da escritora. Para adquirir o seu livro, escrever para o e-mail da cronista.




ÉLVIO VARGAS ESCOLHIDO PATRONO DA FEIRA DO LIVRO DE ALEGRETE: Em 31-10-07, o poeta alegretense ÉLVIO VARGAS foi escolhido para ser o Patrono da Feira do Livro em 2007 - ano do Sesquicentenário de Alegrete. O poeta é radicado em Porto Alegre, onde participa de várias atividades literárias e culturais junto com outros escritores e artistas da Capital. Para saber informações sobre o poeta e ler alguns de seus poemas, clicar AQUI.


"O único salário de um poeta, e dos artistas em geral, são as palmas.
Não existe melhor resposta do que o estampido emocional das palmas.
Elas não atingem a vaidade, elas coroam o espírito."
(Élvio Vargas)




SERGIO FARACO GANHA IMPORTANTE PRÉMIO LITERÁRIO: em novembro/2007, o escritor alegretense foi agraciado com duas premiações estaduais. Foi o ganhador do Prêmio Fato Literário 2007 - categoria Personalidade, atribuído pelo Grupo RBS de Comunicações e recebeu o prêmio Livro do Ano - Categoria Não-Ficção, da Associação Gaúcha de Escritores, pelo seu impactante relato sobre o naufrágio do Titanic, no livro O crepúsculo da arrogância.

O Fato Literário é uma premiação anual destinada a premiar pessoas e iniciativas que tenham marcado o cenário da literatura no Rio Grande do Sul. O júri oficial, formado por personalidades da cultura no Estado (escritores, editores, professores e outros membros da comunidade cultural), escolheu Faraco dentre seis finalistas. O escritor mostrou o quanto é popular através da votação obtida. Dos 90 votos do júri oficial, o contista alegretense obteve 72 e foi bastante aplaudido na cerimônia, realizada no Clube do Comércio.

Além das duas premiações, em 2007, Sérgio Faraco assinou contrato com a Rede Globo de Televisão para a realização de uma microssérie baseada no seu conto Dançar tango em Porto Alegre, com direção de Luiz Fernando Carvalho.


Sérgio Faraco

Ao agradecer o prêmio Fato Literário, o escritor resumiu a seriedade com que encara o ofício: "Um reconhecimento como este não faz com que alguém escreva melhor, mas estimula esse alguém a alcançar a última fronteira de sua capacidade”.

Para saber mais informações sobre o escritor Sérgio Faraco ou ler algumas crônicas dele sobre Alegrete, clicar AQUI.



HOMENAGEM A GAUDÊNCIO MACHADO RAMOS por RELEVANTES SERVIÇOS ao AÉRO CLUBE DE ALEGRETE : Em dezembro/2007, foi sancionada pelo Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União, a lei que passou a denominar de GAUDÊNCIO MACHADO RAMOS o Aeroporto Federal de Alegrete.

A homenagem foi muito merecida, pois Gaudêncio Machado Ramos foi a alma da aviação em Alegrete. Ele formou incontáveis alunos, hoje pilotos comerciais (alguns até de linhas internacionais) e dedicou-se ao Aéro Clube da cidade por todo o tempo que viveu. O povo alegretense sabia disso, pois mobilizou-se, encheu listas de assinaturas, pedindo a aprovação do projeto da deputada gaúcha Maria do Rosário.

Nem mesmo o passar da idade tirava o entusiasmo de Gaudêncio Ramos pelo Aéro Clube de Alegrete. Ele apareceu até no programa Fantástico da Rede Globo, dando instrução de vôo aos 80 anos, sendo considerado o piloto mais antigo do Brasil em atividade. Por sua dedicação, recebeu a medalha Santos Dumont, instituída a pessoas que prestaram relevantes serviços à aviação brasileira.


Gaudêncio Machado Ramos, já de cabelos brancos, pilotando um avião.




HOMENAGEM AO DOADOR DAS TERRAS DA CIDADE DE ALEGRETE : Em dezembro/2007, a cidade de Alegrete, através da Prefeitura Municipal e da Câmara de Vereadores, homenageou o doador das terras da cidade, Antonio José de Vargas, numa cerimônia pública junto ao Monumento do Expedicionário e com a presença de seus descendentes.

Antonio José de Vargas, dentre mais de uma centena de sesmeiros que povoaram o município de Alegrete, foi quem verdadeiramente doou para a comunidade as terras onde hoje se localiza parte da área urbana. A doação foi feita em 1814, quando menos de mil pessoas povoavam a região. A partir da conquista das Missões, em 1801, portugueses começaram a se fixar na fronteira-oeste do Estado. Antonio José de Vargas participou dessa conquista e, assim, após a guerra, requereu os campos de Alegrete à Coroa Portuguesa.

Este fato foi esclarecido através de pesquisa realizada pelo acadêmico Homero Corrêa Pires Dornelles, Presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Alegrete. Com base na documentação encaminhada à Câmara Municipal e à Prefeitura de Alegrete, a história foi resgatada e a discussão sobre esse tema polêmico foi encerrada.



Descendentes de diferentes gerações do sesmeiro Antônio José Vargas participam da homenagem prestada ao verdadeiro doador das terras da cidade de Alegrete.
Marilene Vargas (a 4ª da esq. p/ a dir.) é filha de Vasco Trindade de Vargas, neta de Lídio Alves de Vargas, bisneta de Timóteo de Vargas, trineta de Lino de Vargas e tetraneta de Antônio José de Vargas.



RESTAURAÇÃO do PRÉDIO da ANTIGA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA: : Em dezembro/2007, foi finalizada a restauração do prédio da antiga Estação Ferroviária da cidade. Essa construção da Viação Férrea foi tombada provisóriamente e está em fase de tombamento definitivo, segundo informações de Homero Dornelles, atual Presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Alegrete.

O prédio foi construído em 1903, pelo 2º Batalhão de Engenharia, sob o comando do Tenente-Coronel Bento Manoel Ribeiro Carneiro Monteiro, neto do Marechal Bento Manoel Ribeiro e filho do General Vitorino José Carneiro Monteiro - o Barão de São Borja - casado com Benevenuta Amália Ribeiro (filha do Marechal Bento Manoel Ribeiro).


Prédio da antiga Estação Ferroviária, após restauração.
(Foto: Homero Dornelles).

A revitalização do local foi festejada no dia 20 de dezembro com um espetáculo comunitário natalino no Largo da Viação Férrea. O Centro Empresarial de Alegrete, a Prefeitura Municipal e a Secretaria de Turismo do município organizaram atividades de música e dança, com artistas locais. O grupo de danças Os Fronteiriços de Alegrete (do DTG do Clube Juventude) montou um espetáculo de danças típicas das principais etnias formadoras de Alegrete. Essa coreografia fez parte do projeto “Tributo ao Imigrante”, que visou homenagear os imigrantes que ajudaram Alegrete a prosperar.



Locomotiva antiga (Maria-fumaça) restaurada,
no Largo da antiga Estação Ferroviária
(Foto: Homero Dornelles).



TOMBAMENTO de PRÉDIOS HISTÓRICOS: : Durante muitos anos, os únicos prédios tombados em Alegrete eram o da Sociedade Italiana e o casarão da família Dornelles, na praça Getúlio Vargas. Entretanto, em 2007, foram tombadas, por decreto municipal, oito prédios e mais uma antiga fazenda no interior. E há outros prédios para os quais o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Alegrete (COMPAHCA) pretende abrir processos de tombamento definitivo em 2008.

Segundo informações do Presidente do COMPAHCA, Homero Corrêa Pires Dornelles (pesquisador e estudante do curso de História da URCAMP-Campus Alegrete) foram pesquisados, fotografados e catalogados 110 prédios na cidade passíveis de tombamento pela Prefeitura.

PRÉDIOS TOMBADOS:

Na Praça (face sul): os três casarões antigos, ao lado do palacete da família Dornelles.
Na Praça (face sul): a casa mais antiga da cidade ainda em pé, construída em 1820 pelo Marechal Bento Manoel Ribeiro. Fica quase na esq.da rua N.Srª do Carmo.
Na Praça (face norte): a casa da família Quinteiro Pinto, quase esquina da Rua Luiz de Freitas.
Na Praça (noroeste): Quiosque.
Na Praça (noroeste): o atual Museu Oswaldo Aranha - casa que antes pertenceu à família Freitas Valle, ascendentes maternos de Oswaldo Aranha.
Praça (nordeste): Prédio da Prefeitura Municipal.
Rua Vasco Alves: Prédio da Câmara Municipal (que leva o nome de Palácio Legislativo Dr. Lauro Dornelles).
O prédio da Estância São Fernando, construída em 1835, no Rincão de São Miguel (está na fase final do Decreto do Prefeito).

PRÉDIOS PROVISORIAMENTE TOMBADOS:

Prédio da Estação Ferroviária (restaurado em dezembro/2007). A locomotiva no Largo da Estação Ferroviária também foi restaurada.
Prédio antigo do Instituto de Educação Oswaldo Aranha (restaurado em 2006).
Prédio da Igreja Nossa Senhora da Conceição Aparecida (restaurado em 2005/2006).
Prédio da Igreja Metodista (restaurado em 2005).
Casa Paroquial, anexa à Igreja Metodista - residência dos Reverendos (restaurada em 2005).
Casarão Parque Dr. Lauro Dornelles (restaurado em 2006).
Prédio da Igreja Metodista de Alegrete, construído em 1914  - foto de Marília Cechella/mar2007.









Igreja Metodista, após restauração.
Fica na avenida Dr. Lauro Dornelles, esq. da rua Vinte de Setembro.
O prédio foi projetado pelo Rev. Claude Livingston Smith (1872-1946), mesmo
responsável pela construção de templos em várias cidades gaúchas e em S.Paulo.







Casa Paroquial, anexa à Igreja Metodista (casa dos Reverendos) - foto de Homero Dornelles/2007.













Casa Paroquial, anexa à Igreja Metodista (residência dos Reverendos), após restauração.








Em relação ao patrimônio histórico-arquitetural da cidade, a comunidade de Alegrete vêm debatendo em fórum do Orkut a situação de seus prédios históricos.
Veja os debates aqui: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=48983&tid=2582350637207639130&start=1(tópico Fachadas do Alegrete URGENTE!) e AQUI.

A discussão nesse fórum gerou um artigo sobre o tema ("Preservar ou destruir?"), escrito por um dos membros da referida comunidade, o designer gráfico Rogério Fouchard Lira. Seu texto pode ser lido no seu blog: http://cumulos-e-nimbos.blogspot.com/, em 5 de março de 2008. A matéria foi também publicada na Revista CENTO e CINCO, nº 2, de fevereiro de 2008 (da Rádio Nativa FM 105.9 - Alegrete).



DESTAQUES da CIDADE e sua GENTE em 2008

MÁRCIO FARACO na REDE GLOBO DE TELEVISÃO: Em janeiro/2008, a cantora NANA CAYMMI gravou um dueto com MÁRCIO FARACO, músico alegretense radicado em Paris. A música escolhida foi Tu Sais Je Vais T´Aimer - Eu Sei Que Vou Te Amar, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. MÁRCIO começa cantando em francês e Nana continua em português. Por coincidência, os dois gravaram a música no dia 25 de janeiro, data do aniversário de Tom Jobim. O dueto faz parte da trilha sonora da novela das sete ("Beleza Pura") da Rede Globo de Televisão (tema do personagem de Edson Celulari), que estreiou no 1º semestre/2008.


Márcio Faraco e Nana Caymmi

Para escutar essa belíssima interpretação de Márcio e Nana, clicar neste linK: http://br.youtube.com/watch?v=QOJyG50Rhm8




J. BICCA LARRÉ é o PATRONO da FEIRA do LIVRO de SANTA MARIA e lança NOVO LIVRO: Em maio/2008, ocorre a tradicional Feira do Livro em Santa Maria-RS e, neste ano, o jornalista e escritor alegretense JOSÉ BICCA LARRÉ, radicado em Santa Maria desde o início dos anos 60, foi eleito Patrono dessa Feira. A Feira ocorre de 03 a 17 de maio de 2008.

"Faço um inventário da própria vida e lhes digo que, dos meus 78 anos, quase 50 são santa-marienses". Com estas palavras, J. Bicca Larré deu início ao seu pronunciamento na cerimônia de lançamento da Feira do Livro 2008. O Patrono convidou a comunidade a "cultuar a cultura" na Feira 2008 e anunciou o lançamento de O Cego e a Prostituta (Duas histórias), sua mais recente obra. Bicca Larré faz um apelo: "Temos que ler um livro, e outro, e outro, e outro, para libertar o que de mais nobre tem o homem: o seu pensamento".

Para criar as personagens do novo livro, Larré disse ter buscado inspiração em suas lembranças. Para saber detalhes sobre a nova obra e para ler algumas crônicas do escritor sobre Alegrete, clicar AQUI.


J. Bicca Larré em pronunciamento na abertura da Feira Livro 2008.
Ao seu lado, Selma Feltrin, a Patrona da Feira do Livro Infantil.



HOMERO CORRÊA PIRES DORNELLES lança livro PORTEIRAS DA HISTÓRIA - ESTÂNCIAS CENTENÁRIAS DE ALEGRETE: No dia 21-06-2008, aconteceu o lançamento do livro do historiador alegretense Homero Dornelles, que mostra a história das fazendas centenárias do Alegrete - em torno de 30 fazendas que ainda estão nas mãos de descendentes -, as características arquitetônica de cada uma, sua localização, sua produção, a genealogia dos proprietários, causos e estórias pitorescas, fotos do estabelecimento e assuntos importantes que identificam a propriedade.

As estâncias do Rio Grande do Sul nasceram com a expansão da pecuária em seu território, a partir do gado trazido pelos jesuítas no século 17. Além de residências e de marcos da ocupação territorial brasileira, as estâncias representaram em seus primórdios as principais unidades produtivas de uma província agrária. Assim, essas estâncias foram fundamentais para o crescimento econômico, cultural e para o desenvolvimento humano de nossa região. Ao mostrar a riqueza cultural e intelectual presente em nossas fazendas, o autor resgata parte de nossa história. Um livro valioso para aqueles que querem descobrir as origens e as estórias de cada pedra assentada nestas estâncias ou, simplesmente, admirar a arquitetura dessas construções nas belíssimas fotos que compõem o livro.


Homero Dornelles, junto com a Profª Ely Costa, Diretora da URCAMP/Alegrete.

O lançamento do livro ocorreu durante um jantar dançante no Clube Casino, mesclado com shows de música e dança gauchescas, executados por grupos de artistas locais. Às autoridades e a cada proprietário das fazendas incluídas no livro foi ofertado um troféu.

Nota da webmaster:
Uma das fazendas centenárias incluídas no livro de Homero Dornelles foi a São José, que pertenceu ao meu avô materno, José Manoel (Zéca) de Souza, que, por sua vez, a recebeu de herança de seu pai (meu bisavô), Feliciano José de Souza. Com o falecimento de meu avô, a Fazenda São José ficou nas mãos de seu filho José (Juca) Lautert de Souza e, com a morte deste, a estância passou aos cuidados de sua filha Vera Lucila Puente de Souza (Piccoli) e seu genro, Engº Renato Piccoli. Esse casal, num louvável trabalho de preservação histórica da construção centenária, realizou a restauração da casa, mantendo a aparência e as características arquiteturais originais (fotos).



AUTORES da MÚSICA CANTO ALEGRETENSE RECEBEM COMENDA OSWALDO ARANHA: Em outubro/2008, os autores da consagrada música CANTO ALEGRETENSE receberam a Comenda do Mérito Oswaldo Aranha em reconhecimento ao seu destacado trabalho no cenário musical estadual, nacional e até fora do país. Eles fazem parte do prestigiado grupo musical nativista OS FAGUNDES, composto pelos alegretenses Antônio Augusto (Nico), Euclides Filho (Bagre), Euclides Neto e Ernesto Fagundes.
Na mesma ocasião, a Profª Vera Alvarez da Cunha, diretora de Cultura da URCAMP/Alegrete, recebeu essa condecoração pelo seu brilhante currículo como professora de história e apoio à arte. A cerimônia aconteceu no Salão Azul do Centro Administrativo da Prefeitura Municipal de Alegrete.

A Comenda Oswaldo Aranha é outorgada pelo município de dois em dois anos, a no máximo cinco cidadãos que, através de seu trabalho artístico, cultural ou intelectual, levam o nome do Alegrete além dos seus limites geográficos. As pessoas homenageadas são escolhidas por uma comissão formada por autoridades locais. Os alegretenses que já receberam essa importante Comenda estão listados AQUI. A webmaster dessa página, Marília Cechella, recebeu a Comenda do Mérito Oswaldo Aranha no ano de 2006, por seu trabalho na área de Medicina e da Educação.


Ao lado do Prefeito, Ernesto e Bagre Fagundes e a Profª Vera Cunha.

Para ver um vídeo em que NETO FAGUNDES canta o CANTO ALEGRETENSE (letra e música de NICO e BAGRE FAGUNDES) clicar AQUI.
Essa música, que tornou-se um verdadeiro hino no Rio Grande do Sul, foi considerada, através de decreto da Prefeitura Municipal de jan/2009, com valor de excepcional relevância artística, o que levou o Prefeito a efetuar o tombamento provisório da mesma, junto com outros bens e monumentos do município de Alegrete.

Veja aqui um vídeo do programa Galpão Crioulo, da RBS-TV, apresentado semanalmente por NICO e NETO FAGUNDES (homenagem ao aniversário da cidade de Porto Alegre, em março/2009).



VULTOS ALEGRETENSES

Neste tópico, serão incluídos pessoas que se destacaram na cidade ou fora dela, sejam eles alegretenses de nascimento ou de coração.



OSWALDO ARANHA, o cidadão do mundo.

Político e estadista, OSWALDO ARANHA é o filho mais ilustre do Alegrete. É considerado um dos maiores expoentes políticos do país em toda a sua história.

Foi um dos mais atuantes políticos de sua era, ocupando cargos de suma importância para o destino da nação:

Articulador ideológico da Revolução de 1930
Ministro da Justiça e Negócios Interiores
Ministro da Fazenda
Embaixador do Brasil nos Estados Unidos
Ministro das Relações Exteriores
Chanceler durante a II Guerra Mundial
Chefe da missão brasileira junto à ONU (Organização das Nações Unidas)
Secretário Geral da ONU por duas vezes.
Presidiu a 1ª sessão especial da ONU, defendendo a criação de Israel.

Antes disso, foi:
Intendente (prefeito) de Alegrete
Deputado Estadual
Deputado Federal
Secretário do Interior do governo do RGS.

A despeito do seu destaque nacional e internacional, sempre sentiu um grande orgulho de sua origem rural e costumava apresentar-se como “Peão do Alegrete”.

“Trago comigo o orgulho e a predestinação de minha terra e sinto, com o máximo orgulho,
que, ao contar-vos coisas de mim mesmo, vos revelo apenas que a imagem
desses recantos tem sido a estrela tutelar de minha cruzada.”

(Oswaldo Aranha)


Sobre Oswaldo Aranha, assim se expressou o ex-presidente Tancredo Neves:
"Gaúcho autêntico na nobreza, no cavalheirismo, na bravura, na lealdade, mas sobretudo na generosidade. Nunca vi ninguém subir tão alto pela coragem, pela bravura indômita e disposição de resistência. Toda a alma impetuosa, valente do gaúcho nele acordava. E dos pampas parecia-lhe chegar pelas sopradas do vento a mensagem de sua história: pelear por sina e morrer com glória...".


Leia mais sobre a vida e a trajetória política de OSWALDO ARANHA e veja outras fotos do projeto arquitetônico do futuro Memorial Oswaldo Aranha, clicando aqui.



OUTROS ALEGRETENSES EXEMPLARES que ajudaram a construir a HISTÓRIA de ALEGRETE.
Listados por ordem alfabética (para saber detalhes sobre cada personalidade, clicar sobre o seu nome).


"Registrar os serviços das gerações que passaram é fazer-lhes o seu maior elogio"
(Luiz Araújo Filho, em O Município de Alegrete - 1908).


Patrimônios Históricos de Alegrete (foto-montagem: convite Coord. Cultura URCAMP-Alegrete)

ALCY VARGAS CHEUICHE

ANTÔNIO JOSÉ DE VARGAS

ALEXANDRE LISBOA

ANTONIO SAINT PASTOUS DE FREITAS

DEMÉTRIO RIBEIRO

FRANCISCO de SÁ BRITO

ÍCARO FERREIRA da COSTA

JOÃO BARROS PERES

JOSÉ PINTO BICCA de MEDEIROS

JOSÉ de ABREU (BARÃO do CERRO LARGO)

JOAQUIM ANTÔNIO da SILVEIRA

JOSÉ de CARVALHO PORTELLA

LAURO DE SÁ DORNELLES

LUIZ de FREITAS VALLE (BARÃO DO IBIROCAY)

ROMÁRIO OLIVEIRA

RUI RAMOS

VASCO ALVES PEREIRA

ZULMIRA (MIMI) CONTINO


Nota da webmaster: Outros alegretenses exemplares que ajudaram a construir a História alegretense serão adicionados posteriormente.




ALEGRETENSES EXEMPLARES que se destacaram ou se destacam no CENÁRIO ESTADUAL, NACIONAL ou MUNDIAL.
Listados por ordem alfabética (para saber detalhes sobre cada personalidade, clicar sobre o seu nome).


OS FAGUNDES (grupo musical nativista formado por Antônio Augusto, Euclides Fº (Bagre), Euclides Neto e Ernesto Fagundes).

JOÃO SALDANHA (ex-técnico da Seleção brasileira de futebol).

JOSÉ CARLOS FONSECA MILANO

LEOCÁDIO ANTUNES

MÁRCIO FARACO (músico e compositor, radicado em Paris).

PAULO CÉZAR PEREIO (ator de cinema e TV, radicado no Rio).

PLÍNIO BRASIL MILANO


Nota da webmaster: Sugestões de nomes para esse tópico são sempre bem-vindas.




ALEGRETE ANTIGO

"Um povo não pode nunca se desquitar completamente da lembrança do seu passado, e, assim como o indivíduo, conserva sempre os resquícios da sua primitiva educação." (Luiz Araújo Filho, em "O Município de Alegrete" - editado em 1907).





Alegrete antigo: prédios em frente à Praça (sul)

Da esq. para dir.: Banco Pelotense, Teatro Treze de Maio e Clube Casino Alegretense.
No local do Teatro, depois foi construído o Fórum. No lugar do Banco Pelotense,
foi construído o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul).



Alegrete antigo: outra ângulo dos prédios em frente à Praça (sul)

Da dir. para esq.: Clube Casino Alegretense, Teatro Treze de Maio e
Banco Pelotense. Ao fundo (D), a Igreja Matriz.



Alegrete antigo: Rua Ypiranga (1938).

Antes, foi rua do Comércio, depois Ypiranga (grafado com "Y") e após,
rua Gaspar Martins, em homenagem ao destacado tribuno do Partido Libertador (maragato).



Alegrete antigo: Rua Ypiranga (1938).

A construção de dois andares, à direita, era o Banco Nacional do Comércio.



Alegrete antigo: Banco Nacional do Comércio, na rua Ypiranga,
esquina da rua General Sampaio (1938).

Ao lado do banco (esquina), na seqüência: a antiga Companhia Telefônica; o casarão dos Moreira (construção recuada, com grades junto à calçada); a Confeitaria Ideal e, ao fundo, o prédio de dois andares era o cinema Ypiranga.




Alegrete antigo: rua Ypiranga (1929)

À direita: em primeiro plano, residência de Miguel e Zulmira (Mimi) Contino, ele fotógrafo, ela famosa educadora da cidade. No sobrado, ficava a Alfaiataria de Gil Ribeiro (mais tarde, Casa Duarte, de Vivaldino Barros Duarte). A seguir, Sociedade Italiana; residência da família de Pascoal Mittidieri; residência de Olinto/Ditinha de Assis Brasil e, contígua, a casa da família João Vieira de Macedo; Casa Vítor, de Álvaro Inácio de Medeiros - loja de discos/música, fotografias, livros (mais tarde, residência da família de Tereza Marona/Dr. Virgílio Machado da Silveira, médico). Na esquina, a Casa Vasconcelos - loja de tecidos, de João Vasconcelos (depois foi Casa De la Rocha, de Constantino de La Rocha; mais tarde, foi Casa Para Todos, de José Suslik). Obs.: Antes de ser Casa Vasconcelos, foi Casa Negra e, antes ainda, foi residência de Nicola Appratto (imigrante italiano de Torre Orsaia/Salerno) e Maria Cândida de Abreu Appratto (filha de Vasco José de Abreu e Maria Joaquina de Abreu, sendo Vasco filho do Barão de Cerro Largo, José de Abreu).

À esquerda, em primeiro plano: residência da família Medeiros (mais tarde, da família de Alfredo da Silva Motta e Luciana (Lula) Corrêa da Silva ). No sobrado ao lado, no térreo, funcionava o cartório de Olinto de Assis Brasil. Na seqüência, o casarão do Dr. Oscar Antunes Maciel, dentista (mais tarde, residência de Hermínio Ferreira da Costa). Na esquina, ficava o Hotel Alegretense, cuja entrada era pela rua Gal.Sampaio. Este foi o 1º hotel da cidade e recebia muitos representantes comerciais (viajantes) que chegavam à cidade para expor e vender produtos aos comerciantes locais. Depois, instalou-se no local uma filial da Companhia União Fabril (grande loja de venda de tecidos, lãs, chapéus, capas, ponchos, cobertores e produtos da loja Rheingantz); mais tarde, um parte foi ocupada pelo escritório de advocacia do Dr. Nelci Oliveira e o restante deu lugar à loja A Imperial, de Luiz Zuñeda, uma grande loja de tecidos e confecções para homens e mulheres.


Para ver uma COLEÇÃO DE FOTOS sobre o ALEGRETE DE ANTIGAMENTE, vá no seguinte endereço:
Álbum de Marília Cechella no Orkut: http://www.orkut.com/Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1205234941&p=0



ALEGRETE: ASPECTOS HISTÓRICOS

No processo de criação dos municípios do Rio Grande do Sul, Alegrete ocupa o oitavo lugar, desmembrado do Município de Cachoeira do Sul que, por sua vez, originou-se do município de Rio Pardo, em 1819. Do grande Município de Alegrete, surgiram os municípios de Uruguaiana, Livramento, Departamento de Artigas (no Uruguai), Quaraí, parte de Rosário do Sul, parte de Bagé e parte de Manoel Viana.

Povoamento do Rio Grande
Remontam ao século XVII as primeiras incursões de aventureiros paulistas às então remotas paragens do Rio Grande de São Pedro, à procura de riquezas e arrebanhando gado. Ao mesmo tempo, os jesuítas do Paraguai, alargando os domínios espanhóis, fundavam, na margem esquerda do rio Uruguai, os Sete Povos das Missões. Os primitivos habitantes da terra gaúcha eram constituídos pelas tribos nômades dos índios charruas e minuanos.

Em 1732, inicia-se a distribuição, pelo Governo da Coroa de Portugal, das sesmarias (tratos de terra com que eram brindados os soldados que haviam servido nas campanhas contra os castelhanos). O gado, às soltas, em meio favorável, multiplicava-se espontaneamente e, quem quisesse dele se apossar, bastava arrebanhá-lo, pois logo se aquerenciava. Construída uma tôsca morada estava iniciada a estância que, em sua acepção primitiva, significava paragem, lugar de pouso. Desse modo, fazia-se o povoamento do Rio Grande de São Pedro.

Povoamento de Alegrete
Já no século XVII, grande parte do gado que escapara das missões jesuíticas destruídas, veio para os campos do atual município de Alegrete e formou grande rebanho. Apesar dessa riqueza, o povoamento só muito mais tarde se efetuaria, talvez pela indecisão, por longo tempo reinante, quanto à soberania, espanhola ou lusitana, sobre aquela região.

1808 - Tudo indica que o povoamento se tenha iniciado neste ano, quando JOÃO MANOEL PINTO ali se fixou. Seu exemplo foi logo seguido por algumas levas de portugueses que se dedicaram à agricultura.

1811 - O Príncipe português, D.João (futuro D. João VI) ordena que se concentre no Rio Grande um Exército de Observação, chamado depois de Exército Pacificador, cujo comando entregou ao Capitão-General D. DIOGO DE SOUZA. Sua finalidade era evitar que as lutas do Prata atingissem o nosso território.

Assim, em 1811, o Exército português, vindo do centro da Colônia e da Europa, chegou ao sul, ampliando a posição geopolítica portuguesa, para que a pátria não só significasse um espaço, como também um exercício de influências e de conquistas políticas.

Dividiu a tropa em duas colunas:
A primeira, comandada pelo Marechal MANUEL MARQUES DE SOUZA, que acampou junto aos Cerros de Bagé.
A segunda teve como comandante o Marechal de Campo JOAQUIM XAVIER CURADO, estabelecido no rio Ibirapuitã-Chico, margem direita (alto Caverá), recebendo o nome de Acampamento de São Diogo (hoje no município de Livramento).
O General THOMAZ da COSTA RABELO e SILVA, comandante da Coluna avançada do General JOAQUIM XAVIER CURADO, tem seu acampamento no lugar onde hoje é a cidade de Alegrete.

Destacou-se do Exército uma coluna, comandada pelo Coronel JOÃO DE DEUS MENA BARRETO, para guarnecer as Missões.
D. DIOGO DE SOUZA, em revista ao teatro de operações, vindo de São Borja, chegou ao Povoado dos "Aparecidos", em junho de 1811.

POVOADO DOS "APARECIDOS"
Junho de 1811 - Portanto, a primeira efetiva ocupação do terreno de Alegrete e seu conseqüente povoamento ocorreu quando um destacamento do Exército Imperial, comandado por D. DIOGO de SOUZA acampou às margens do rio Inhanduí, no inverno de 1811, preparando-se para invadir o Uruguai. A partir dessa data, o movimento de tropas militares veio impulsionar ainda mais o povoamento inicial.

1812 - "O Tenente-coronel José de Abreu, em suas terras situadas a 4 léguas da atual cidade de Alegrete (24 km) e 1 km abaixo do Passo dos Guedes, em campos da Estância Santa Amazília, à margem do Inhanduí, cedeu uma fração para a fundação da povoação e para o seu rocio (praça) ou logradouro, devendo os proprietários das casas a construir, pagar um foro, para a sustentação da Capela, que seria dedicada a Nossa Senhora da Aparecida".

1813 - No território junto às tropas militares, no Inhanduí, onde hoje se situaria o vasto município de Alegrete, desde 1813 foram distribuídas sesmarias, iniciando a sua respectiva povoação.

CAPELA NOSSA SENHORA APARECIDA DO INHANDUÍ
Além de fundar uma povoação, os moradores trataram de edificar uma capela que seria o ponto de convergência para o culto de sua fé. Para praticar os Sacramentos, portanto, não teriam de deslocar-se até a Paróquia de São Borja, o que levava alguns dias de viagem.

Segundo o historiador Walter Spalding, desta forma, "libertavam-se das contingências de ir mendigar os Sacramentos na Paróquia de São Borja, distante de 160 a 215 km, atravessando com alguns dias de viagem e por extensos campos, onde com o interstício de algumas léguas, avistava-se uma rara habitação, além das dificuldades e perigos com a passagem pelos rios caudalosos e banhados imensos".

1814 - Assim, no local às margens do Inhanduí (atual Estância Santa Amazília, a 24 km da atual cidade de Alegrete) teve início a construção de uma capela, erguida sob a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

1811 - 1816 - Período de permanência do Exército no Inhanduí -, na Capela do Inhanduí, que hoje é popularmente conhecida com o nome de Capela Queimada.

1816
30-03-1816 - O Rei D. JOÃO (futuro D.João VI) organiza o Exército Português (5.000 homens) na Europa, que chega, nesta data, ao Rio de Janeiro e junta-se com 2.000 homens aqui existentes, comandados pelo General JOAQUIM XAVIER CURADO. Este Exército era para invadir a Banda Oriental do Uruguai, obedecendo a um plano de conquista.

Agosto/1816 - O MARQUÊS de ALEGRETE assume o Comando Geral das Forças na Fronteira Sudoeste, a fim de tomar providências ordenadas pelo Rei. O Marquês entregou o Comando das Forças de Vanguarda ao General JOAQUIM XAVIER CURADO e, sob as ordens deste, o general JOSÉ de ABREU.

Desde agosto, e antes mesmo, na fronteira, as tropas uruguaias distribuíram-se em duas colunas: uma comandada por ANDRES ARTIGAS (Andresito, filho adotivo de José Gervásio Artigas) e outra pelo próprio D. JOSÉ ARTIGAS que, acampado no rio Arapeí, enviara a vanguarda composta de 3.400 homens, dirigidos por LA TORRE. Dessa maneira, procuravam apoderar-se, inicialmente, da costa do Rio Uruguai, nos Sete Povos das Missões, que os gaúchos haviam conquistado em 1801.

 Cemitério da Capela Queimada

CAPELA QUEIMADA
- Em 16-09-1816, quando possuía regular população (cerca de 40 casas), o "Povoado dos Aparecidos" e da Capela do Inhanduí foi atacado, incendiado e arrasado pelos insurgentes de ARTIGAS, uma força dos chamados "independentes", da Banda Oriental. O local passou a ser chamado de Capela Queimada. Os habitantes do povoado fugiram para a margem esquerda do Rio Ibirapuitã, próximo ao acampamento militar que lá existia (provavelmente no local da atual Praça Getúlio Vargas).


Cemitério da Capela Queimada (Capela de Nossa Senhora
Aparecida do Inhanduí)

Luiz Teles da Silva Caminha e 
Menezes, o Marquês de Alegrete


Os orientais só se retiraram com a aproximação das forças comandadas por Dom LUIZ TELES da SILVA CAMINHA e MENEZES, 5º Marquês de Alegrete.


16-09-1816 até 26-12-1816 - Período que os fugitivos da Capela do Inhanduí ("Capela Queimada") levam para chegar até o local da atual cidade de Alegrete, situada a 24 km de distância do "Povoado dos Aparecidos".


20-12-1816 - O MARQUÊS de ALEGRETE estava com seu Quartel General no Ibirapuitã, junto ao General CURADO, ao General ABREU e ao General THOMAZ DA COSTA, onde se abrigavam os fugitivos do Inhanduí, que se estabeleceram próximos ao acampamento, na margem esquerda do Rio Ibirapuitã.


26-12-1816 - Data do primeiro batismo, realizado na Legião do Exército pelo Capelão da Legião, o Padre JOSÉ de FREITAS, batismo da menina Zeferina. Essa data pode ser considerada a efetiva certidão de nascimento da futura cidade de Alegrete.




1817
25-01-1817 - Os fugitivos da Capela do Inhanduí destruída, enviaram um ofício ao MARQUÊS de ALEGRETE, que se encontrava no seu Quartel-General no Ibirapuitã, e pediram licença para erguerem uma nova capela.

27-01-1817 - O Comandante do Distrito de Entre Rios, o Tenente Coronel JOSÉ de ABREU manda iniciar a construção das moradias para os fugitivos do Inhanduí. Quando JOSÉ DE ABREU recebeu as ordens do MARQUÊS do ALEGRETE para erguimento da povoação, ele já havia determinado o local e iniciado realmente o povoamento, com a construção das primeiras habitações, ali, na retaguarda das tropas, nos fundos do acampamento do Ibirapuitã.

Pouco tempo depois, o MARQUÊS de ALEGRETE fez construir uma pequena igreja, na colina da margem esquerda do Rio Ibirapuitã, e forneceu dinheiro a diversos moradores para construírem suas choupanas nesse local.

Os habitantes da aldeia destruída, então, aí instalaram-se e colocaram a nova capela sob a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida de Alegrete, em homenagem ao título honorífico do Governador da Capitania (o MARQUÊS DE ALEGRETE), seu fundador protetor. Esse povo é que deu origem à atual cidade de Alegrete.

 Alegrete e seu rio 
Ibirapuitã

Alegrete à margem esquerda do seu rio Ibirapuitã (foto).
Em primeiro plano, o Parque Porto dos Aguateiros, local do rio Ibirapuitã, situado na face sul da Praça Getúlio Vargas que, desde o princípio da história de Alegrete (1817) serviu de ponto de retirada da água para abastecer o arraial, a vila até o período de cidade, nos anos de 1900. Este local foi escolhido, por ser a parte mais baixa do rio, o qual possui, em suas margens, pedras metamórficas pretas e uma enseada que proporcionava a retirada da água, que era carregada em pipas e vendida.
Para se defender da poluição provocada pelas lavadeiras, foi estipulado, mais abaixo, à distância de 300m, um local com uma placa e um poste, onde ficava um guarda em observação, chamando-se assim o local de "Pau do Polícia". Quando Alegrete teve a sua água encanada e esgoto, a partir de 1930, o Porto dos Aguateiros tornou-se uma praia para a população ribeirinha e também para o banho diário dos que não possuíam banheiro, tanto no inverno, quanto no verão.

O poeta Lacy Osório muito versejou sobre o rio Ibirapuitã (veja aqui). Outro poema sobre o rio Ibirapuitã, da autoria do alegretense Flávio Bisch Fabres, pode ser lido aqui .

ANTONIO JOSÉ VARGAS foi o doador das terras onde está a cidade de Alegrete, porque tinha o senhorio das terras. Entretanto, na qualidade de Comandante Militar e representante do Monarca luso-brasileiro, foi D. LUIZ TELES DA SILVA CAMINHA E MENEZES, o Marquês de Alegrete o fundador legal de Alegrete (que dele tomou o nome), porque foi por sua autoridade, que a nova povoação foi estabelecida e legalmente reconhecida. Por outro lado, por ter sido o executante das ordens do MARQUÊS DE ALEGRETE, o General JOSÉ DE ABREU é considerado, por alguns, como o fundador de Alegrete, e o Marquês como o Patrono do povoado.

Para mais detalhes sobre o MARQUÊS de ALEGRETE clicar aqui.

1820 - A Capela recebia o título de "Curato de N. Srª. Imaculada Conceição Aparecida de Alegrete" (Capela Curada de Alegrete).

1831 - A povoação foi elevada à categoria de Vila, por Decreto Provincial de 25 de outubro, com a primeira Câmara de Vereadores, em número de sete e com a nomeação do primeiro juiz, Dr. Francisco de Sá Brito Júnior. Então, essa comemoração corresponde não só ao Poder Legislativo, como também ao Poder Judiciário. O Poder Executivo só existirá com a Proclamação da República, sendo o cargo majoritário ocupado pelo Intendente Municipal.

1834 - A 17 de fevereiro de 1834, era instalado o município de Alegrete, com território desmembrado de São Borja.

1857 - Finalmente, pela Lei 339, de 22 de janeiro de 1857, Alegrete adquiria foros de cidade. Contava, à época, com 13.000 habitantes.

DATAS MAIS IMPORTANTES (cronologia):
20 mai 1811 - Chegada de D. Diogo de Souza ao rio Ibirapuitã.
.......... 1814 - Erguida, no Inhanduí, a 1ª Capela (Queimada).
16 set 1816 - Incêndio da 1ª Capela (Queimada) e fuga para o local atual.
26 dez 1816 - Primeiro Batismo em Alegrete.
08 jul 1817 - Segundo Batismo em Alegrete.
01 dez 1817 - Terceiro Batismo em Alegrete.
19 abr 1820 - Criada a Capela Curada de Alegrete.
13 fev 1822 - Criada uma Comarca Eclesiástica na Capela de Alegrete.
18 fev 1822 - Assume o Pároco Joze Paim Coelho de Souza.
02 mai 1822 - Registrou-se o primeiro óbito.
04 set 1822 - Celebração do primeiro casamento.
.... abr 1828 - Incêndio da 2ª Capela (na Praça da Igreja).
25 out 1831 - Elevação da povoação à categoria de Vila.
13 nov 1832 - Mandada instalar a Vila.
15 jan 1834 - Apuração da eleição em Cachoeira.
17 fev 1834 - Alegrete é desmembrada do município de São Borja.
17 fev 1834 - Instalação da Vila de Alegrete, com Câmara de Vereadores e Juiz.
16 jun 1837 - A Câmara de Alegrete adere à causa dos farroupilhas
01 dez 1842 - Assembléia Constituinte da República Rio-grandense.
30 abr 1846 - A Capela de Alegrete é elevada à categoria de Freguesia.
22 jan 1857 - A Vila de Alegrete é elevada à categoria de cidade.

Para ver alguns VÍDEOS sobre a História de Alegrete, vá em http://www.alegreteonline.com/index.html.

Fontes:
# Centro de Pesquisas e Documentação de Alegrete (CEPAL) - Criador e diretor: Prof. Danilo Assumpção Santos.
# Jornal Gazeta de Alegrete, nº 104, de 1º novembro de 1957 (Ano Centenário).
# Jornal Gazeta de Alegrete, nº 120, de 25 outubro de 2001 (Edição Especial dos 170 anos de Alegrete).
# http://www.raizesdosul.com.br.





IMAGENS do ALEGRETE


Vista aérea da cidade.




Vista da cidade de Alegrete/RS - foto de M.Cechella, em 26-11-2006, batida do bairro Cidade Alta.




Vista da cidade ao longe, em imagem feita do bairro Cidade Alta.









Vista aérea da cidade (Autoria da foto: desconhecida)









No canto inferior à direita, vê-se o largo na frente do Centro Cultural Adão Houayeck










Para ver outras FOTOS da cidade, visite a página da webmaster no Facebook (clicar AQUI ). Ou procure em seus álbuns do Orkut, onde há cerca de 600 imagens de locais, prédios e ruas de Alegrete.

http://www.orkut.com/Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1204835283 - Ruas e locais da cidade I
http://www.orkut.com/Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1205024292 - Ruas e locais da cidade II
http://www.orkut.com/Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1205798902 - Calçadão.
http://www.orkut.com/Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1208692743 - Praças da cidade.
http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1216603987 - Parques da cidade.
http://www.orkut.com/Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1205014875 - Residências antigas da cidade I.
http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1223748101 - Residências antigas da cidade II.
http://www.orkut.com/Album.aspx?uid=8962436284311895098&aid=1205234941&p=0 - Alegrete antigo.





Marília Santos Cechella (07-01-2006).


Esta página foi desenvolvida pela alegretense Marília Cechella, criadora e administradora do website da genealogia da Família Souza Brasil, em razão de que a maioria dos descendentes dessa família é natural de Alegrete-RS e, também, como uma forma de homenagem à sua cidade natal.

Seus fragmentos biográficos podem ser lidos aqui (página da 4ª geração dos descendentes de João de Souza Brasil).

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