ANTÔNIO MARTINS DA CRUZ JOBIM
- BARÃO DE CAMBAÍ -


Brasão de Armas
Em campo azul, um cavaleiro armado de prata, e um chefe de ouro carregado de uma cruz florida de góles, vazia do campo
(Brasão passado em 2 de Abril de 1862. Registrado no Cartório da Nobreza, Liv.VI, fls.50).

CRIAÇÃO do TÍTULO de BARÃO: por decreto de 11 de Abril de 1859.


Sobrenomes nesta página: ARAUJO, BRASIL, CAMBAHY, CAMBAÍ, CAMPOS, CASTRO, CÓCIO, CRUZ, FLAMINO, FIGUEIREDO, JOBIM, LALLEMANT, MARTINS, MILANO, MOTTA, SANTANA, SOUSA, SOUZA.



Os dados abaixo foram obtidos do livro São Gabriel desde o princípio – de Osório Santana Figueiredo, 2ª ed., 1980, Santa Maria-RS: Editora Pallotti, p.216-217 e de uma crônica escrita pelo tradicionalista Cilço Araujo Campos, na Gazeta de Alegrete (coluna Opinião), em 23-06-1987.

ANTONIO MARTINS DA CRUZ JOBIM - Barão do Cambaí (Cambahy, na grafia original), nasceu em Rio Pardo-RS a 20 de novembro de 1809. Era o terceiro filho do primeiro matrimônio do tenente de Dragões, JOSÉ MARTINS DA CRUZ, natural da Freguesia de Jobim, Distrito de Portugal. Por ser chamado de Jobim, nome da sua terra natal, todos seus filhos o adotaram como nome próprio, dando origem à conceituada e tradicional família Jobim.

O futuro Barão do Cambaí foi mandado, muito cedo, para o Rio de Janeiro, a fim de estudar no Seminário São José. Aos 21 anos de idade regressou ao Sul, passando a gerir seus negócios com muito êxito e expansivo sucesso. Tornou-se um dos maiores proprietários do Rio Grande do Sul, compreendendo as três grandes estâncias: Cambaí e Santa Eugênia (nome da sua mãe) e Ibirapuitã, em Alegrete, as quais, somando-se às outras menores, perfaziam um total de trinta léguas de sesmaria.

Proprietário de grande firma comercial de Porto Alegre foi, também, um dos maiores exportadores de couro.

A 1° de novembro de 1848, formava com INOCÊNCIO CÓCIO uma sociedade bancária em comandita, denominada Cambaí & Cia. com o capital inicial de quatrocentos contos de réis, que tinha a garantia da sua ilimitada responsabilidade. Foi o primeiro estabelecimento bancário criado em São Gabriel.

Por gozar grande prestígio na Corte Imperial - onde seu irmão JOSÉ JOBIM era senador do Império e médico do imperador -, em 11 de novembro de 1859 recebeu o título de Barão do Cambaí. Antes recebera as comendas de Cavaleiro da Ordem de Cristo e da Ordem da Rosa.

Em 1853, mandou construir, em Cambaí, neste Município, o célebre sobrado que traz o seu nome (hoje, em ruínas) e ali residiu por muitos anos. Essa estância mereceu menção especial do médico e escritor alemão, R. A. LALLEMANT, quando por ali passou em 1858, escrevendo: "Sem dúvida, a estância do Cambaí é uma das mais belas de todo o País e, pela situação, talvez a mais bela". A fazenda de Cambaí compreendia o majestoso sobrado, suas doze léguas de campo e suas vinte mil cabeças de gado.

O professor HOMERO DE CASTRO JOBIM, a quem devemos a importância deste dados, diz ser tradição corrente em sua família que o Barão mandou colocar várias moedas de prata, com a data do ano, nos cantos do sobrado, quando estava sendo erguido, com o fim de marcar a era da sua construção.

Em todos os momentos dramáticos porque passou o país, sempre encontrou nele um patriota de coração aberto, pronto a serví-lo. Desde a Revolução Farroupilha à Guerra do Paraguai, prestou ele relevantes serviços ao império, fazendo vultosas ofertas para auxiliar a Nação nas despesas com as campanhas militares.

Residiu muitos anos em São Gabriel. Foi vereador por diversas vezes, onde melhor se situava para servir a comunidade. Certa ocasião, sentindo a necessidade de um novo poço público, e como não dispunha a Câmara dos recursos necessários, mandou abrí-lo por sua conta na Praça da Caridade, tão abundante de água doce que até hoje existe no pátio interno do Ginásio São-Gabriel.

A construção da Igreja Matriz, a Santa Casa de Caridade e quantas outras entidades sociais existiam naquela época, encontraram no Barão do Cambaí uma mão dadivosa, sempre disposta a servir e o fazia com grandeza de alma, na nobre intenção de ser útil, por cujos gestos revelou-se um grande benfeitor.

Era casado com ANNA MARIA DE SOUSA BRASIL, tendo um único filho, o qual faleceu aos cinco anos de idade. Como não tinham filhos herdeiros, a vasta fortuna do Barão, representada por suas fazendas, foram herdadas por seus sobrinhos (filhos dos irmãos de sua mulher ANNA MARIA: JOSÉ, JOÃO e FRANCISCO DE ASSIS SOUSA BRASIL). e por seus afilhados (filhos de FLAMINO JOSÉ DA MOTTA, capataz de uma de estâncias do Barão).



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